Grupos de auto-ajuda

O homem é um ser grupal e sobreviveu exatamente por viver em grupo, uma necessidade natural. Seu primeiro grupo – a família – reproduz em parte como irá se relacionar nos mais diferentes grupos de que fará parte, ao longo da vida.. Através dos diferentes grupos, o sujeito busca sua identidade individual, também grupal e social.

Existem grupos com finalidades diferentes. Alguns grupos se formam espontaneamente (amigos) enquanto outros se formam devido a algum objetivo comum e específico. Uma condição para não sermos um amontoado de pessoas, é que tenhamos algo em comum: grupos terapêuticos, comunitários, gangues, senhoras, corais, idosos, etc.

Os grupos terapêuticos dividem-se em dois ramos:

  • Grupos Operativos (grupos de autoajuda e de reflexão);
  • Grupos Psicoterápicos ( grupoterapias, familiar, casal).

Grupos de AA, diabéticos aidéticos hipertensos, reumáticos, pós-infartados, mulheres maltratadas, câncer, gestantes, etc. são exemplos de grupos de autoajuda, uma forma de atendimento mundialmente aceita e divulgada.

Por serem grupos homogêneos – ou seja, todos os participantes passam pelo mesmo sofrimento – o trabalho se baseia na experiência compartilhada, aceitação da responsabilidade por si próprio, objetivo único, participação voluntária, concordância na mudança pessoal, autoadministração. Os grupos de autoajuda ou mútua-ajuda são grupos com características próprias. O mecanismo básico desta forma de grupo é a sugestão, que procura “colocar a pedra em cima”, abafando o conflito individual , focalizando a situação desestruturada da pessoa ou grupo, com o pensamento de que todos estão “no mesmo barco”. A linguagem nestes grupos é única e familiar, buscando o crescimento pessoal por meio da aceitação, estímulo e apoio, pois o membro do grupo é valorizado como uma pessoa com potencialidades para enfrentar suas dificuldades, com o apoio e solidariedade do grupo. Embora se reconheça os benefícios dos grupos de autoajuda, estes grupos tem caráter adaptativo e não resolutivo.

O grupo de autoajuda não substitui o atendimento psicoterápico individual, mas uma forma de atender um grande número de pessoas num espaço menor de tempo. Esta forma de atendimento beneficia as populações de classe média e baixa que não dispõe de recursos e também desatola o sistema de saúde pública, devido a enorme procura por atendimentos psicológicos. Mesmo assim, cada integrante do grupo se beneficia da troca de experiências, inclusive populações mais abastadas.

Meu primeiro Pit Pot

Há quem diga que esta foi a primeira forma de cerâmica feita pelo homem. Uma simples bola de argila e o polegar a pressionar, afundar e moldar o miolo da bola, até formar um pote. Parece fácil. Mas, não é. Cada uma das minhas bolas foram remodeladas inúmeras vezes. É um amassa e desamassa sem fim. Por enquanto, minhas “pit pot” estão sendo pensadas como potinhos de vinagrete, patês, cremes, molhos, porta amendoins/avelãs/nozes. Porta trequinhos.

Pit pot 1                                               Coisa pouca, tipo pit pot.

Evoluindo…

Na sociedade, dita matricêntrica, a mulher era o núcleo, a figura central. Como pariam os filhos e perpetuavam a espécie humana, eram valorizadas e importantes. Não se sabe quando o homem descobriu seu papel na reprodução, mas foi a partir de então – segundo antropólogos e estudiosos – que eles passaram a controlar a fecundidade das mulheres e assim a controlá-las como pessoas.

Com a descoberta dos anticoncepcionais – na década de 60 – a mulher retoma o poder de gerir sua própria fecundidade, além de separar definitivamente, sexo e prazer. Cabe a ela decidir se, quando e quantos filhos quer ter. Ao mesmo tempo, a Revolução Industrial com todos seus progressos e facilidades, criou uma indústria moderna que dispensava, na maioria das vezes, a força física do homem, permitindo à mulher manter-se a si própria e a seus filhos.

Assim, a mulher, o casamento e a própria sociedade começam a mudar significativamente e inexoravelmente. Em 1977 é aprovado a lei do divórcio no Brasil e com ele novas e mais profundas mudanças acontecem na sociedade brasileira. Famílias se separam, se dividem. Outras se somam e se multiplicam.

Há quem diga e acredite que a família está se espatifando e acabando. Perdendo seus alicerces e sua estrutura, se desconjuntando e transformando-se numa entidade deformada e anormal.

Particularmente, acredito que a família apenas está mudando e se adaptando a novos tempos e novas necessidades. Não acredito na extinção da família. Acredito na evolução da família como única forma de se perpetuar e sobreviver.

uma flor para vc

Diálogos do Inconsciente

Meu primeiro contato com a arte da pintura aconteceu em 1996.

Durante 4 anos pintei em ateliê de pintura

fazendo releituras de artistas conhecidos e famosos.

Passados 15 anos,

retomei a pintura, com a certeza de não frequentar nem escola, nem professor,

nem estudar técnicas de pintura.

Em 2013, fiz sem-saber-sabendo-apenas-sentindo, minha primeira drip painting.

O resultado?

Absolutamente a minha cara. Amei.

Se domino a pintura hoje? Não, ainda não.

Somos – a pintura e eu – complexos demais.

Tenho, assim como Pollock teve, dúvidas:

“Isto é uma pintura?”

Perguntou Pollock a Lee Krasner,

influente pintora expressionista abstrata da segunda metade do século XX.

Cada uma das 30 telas pintadas nestes últimos 4 anos, refletem exatamente quem sou.

Como estou. Como me transformei. Como continuo mudando.

As mais de trinta telas produzidas, são

Diálogos do Inconsciente.

Num belo dia de sol, numa semana qualquer, um grito surdo quer ser ouvido:

uma lona preta estendida, várias telas esparramadas, latas, bisnagas e restos de tinta, tubinhos de xadrez líquido, cola, pinceis, varetas, água, thinner, frascos

e um universo esperando por cores,

formas diluídas, desconexas e

infinitamente harmoniosas.

A cor sempre se apresenta.

Na hora de pintar as cores se sobrepõe e se absorvem.

Elas brincam entre si e eu com elas.

Ao movimentar a tela, movimento a tinta, movimento o corpo

e a força escorre líquida.

Ela envereda por cumes e precipícios.

Escorre de lado a lado, de cima a baixo,

até encontrar

o ponto estranho de deformada simetria.

A forma perfeita.

Como sei disso?

Não sei. Apenas sinto.

Café meu de cada dia? Um chazinho, por favor!!!!

Quem me conhece sabe da minha paixão por café. Também deve saber o quanto invento e faço de tudo o tempo todo. Poderiam pensar que sou hiperativa. Um tipo, mais ou menos, assim. Minha agitação essencial tem a ver com ideias e emoções. São elas que organizam minha vida. Meus dias e minhas noites. Se somar café + agitação mental, o resultado – inevitavelmente – vai dar numa estonteante insônia. Ok. À princípio, aproveito as horas sem sono e adianto afazeres e ideias. Gosto disso. A noite seduz e produz. Tudo vai bem até as primeiras crises labirínticas acionarem o alarme. São elas que sinalizam os excessos e exageros. Meu corpo reclama suas horas de sono. É hora de cortar o café. De 7 a 10 dias o que me move são os chás amarelos. Estou no dia 1: chá de capim cidró (cidreira). Então, nos próximos dias, ao invés de contar carneirinhos, ler, escrever e arrumar gavetas em plena madrugada, vou ronronar feito gata e dormir feito bicho-preguiça, noites e dias sem fim. Minhas ideias vão hibernar, minhas leituras, encalhar. Meus escritos vão se perder nas estrelas. E minhas gavetas? Ficarão fechadinhas.

cafe + segunda