Bolsonaro para presidente

Antes que atirem as primeiras pedras e me rotulem do que quer que seja, quero que todos tenham claro o básico: sou apenas uma mulher brasileira como tantas outras, cansada da violência, da impunidade, da corrupção, do mau uso do dinheiro público, da politização da miséria, da falta de limite indiscriminado em todos os setores da sociedade. Sou mãe, esposa, filha, amiga, colega, psicóloga, artista, escritora e uma leitora voraz.  Austin Leon, autor do interessantíssimo e criativo livro “Roube como um artista – 10 dicas sobre criatividade – afirma que “Assim como você tem uma genealogia familiar, possui também uma genealogia de ideias. Você não pode escolher sua família, mas pode selecionar seus professores e amigos e a música que escuta e os livros que lê e os filmes aos quais quer assistir. Você é de fato um mashup do que escolhe deixar entrar na sua vida. Você é a soma das suas influências.”(pg. 19)

Ou seja, somos todos influenciados:

  1.  pelos livros/revistas/jornais/mídias digitais que lemos;
  2.  pela música que escolhemos ouvir;
  3.  pelos noticiários que assistimos. Só por curiosidade, alguma vez vc já se perguntou quem seleciona as notícias que vc ouve e vê diariamente no rádio e na TV e porque foram justamente estas as notícias escolhidas, quando há tanta outra coisa tão ou mais importante acontecendo à nossa volta, no nosso país e no mundo?; Já se perguntou qual o interesse por trás da perspectiva, do contexto isolado do todo ou o viés abordado pela emissora?
  4. pelas ideologias e pessoas que decidimos seguir. O que vc realmente sabe sobre as ideologias e as pessoas que segue? Vc pesquisa, estuda, questiona, ou apenas segue a manada? Questiona verdades e mentiras ou prefere mergulhar no lodo do oásis paradisíaco?

Vc sabia que de tanto repetir a mesma mentira, ela acaba se tornando uma verdade? Por isso, cuidado. Preste atenção. O que ou quem realmente propulsiona suas ideias, seu coração e suas entranhas? Qual o mundo que seus olhos realmente veem ou que o fazem ver?

Somos todos seres únicos e ao mesmo tempo, um complexo e intrincado conjunto de muitos. Muitos palpites e opiniões. Muitos diz que diz. Muitas modinhas e teorias mirabolantes. Muitas crenças, princípios e valores. Muitos amigos, muitos influenciadores de opinião. Somos todos seres bombardeados por todo tipo de interesses. O tempo todo.

Há que se usar um filtro. Uma peneira para separar o joio do trigo.

Do povo brasileiro sorridente e hospitaleiro nos tornamos o povo da desesperança; o povo da fome e da miséria de tudo que nos faz humanos: educação, segurança, saúde, casa, comida … Somos subjugados – feito baratas tontas – pela ganância cruel e implacável dos políticos que elegemos para representar nossos interesses. Interesses? O que vejo são conchavos e mutretas. E uma engrenagem gigantesca cujo único objetivo é criar uma “casta” de políticos, funcionários do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, cheia de privilégios, dignos dos Deuses do Olimpo. Sei que existem sim, políticos corretos e honestos, querendo o que todo o povo brasileiro quer: um Brasil melhor para TODOS os brasileiros. Pena pela representatividade tão pouco expressiva.

Poderia falar de Lava Jato (com detalhes da cova da Jararaca). Poderia falar dos impostos exorbitantes usados para manter a fome descabida da máquina pública – um Tiranossauro Rex Tupiniquim -. Poderia falar do desemprego, da violência, da falta de hospitais, escolas, creches, estradas, portos, aeroportos, ferrovias, incentivo às Ciências e Cultura, melhores salários aos policiais, bombeiros, professores, médicos, servidores públicos competentes e dedicados …  Poderia … escreverei mais adiante.

Infelizmente, grande parte do povo brasileiro está desempregado ou subempregado, a corrupção e a violência rolam soltas de norte a sul, leste a oeste do país, esfolando do mais alto ao mais baixo escalão do boteco da esquina ao Palácio do Planalto, no Distrito Federal. Nosso povo está infectado, nossas empresas infestadas. A corrupção virou um câncer na alma do brasileiro, devastando a esperança e a alegria de ser. Metástases de violência, desrespeito e intolerância estão nos segregando e nos colocando em lados opostos de trincheiras e posições. O certo e o errado passaram a ser relativos e confusos. O ser humano passou a ser coisa. Os interesses passaram a governar nossos afetos e comportamentos.

E tudo o que queremos não é um Brasil melhor para todos os brasileiros?

Porque eu vou votar em Jair Bolsonaro? Porque ele é o homem certo para este momento do Brasil.

Ele é o melhor candidato? Não. Mas nenhum dos outros candidatos vai ter a coragem necessária para fazer o que precisa ser feito pra colocar o Brasil nos trilhos. É urgente que se extingam ministérios ineficientes e dispensáveis. É urgente que se reduzam privilégios, salários e mordomias de ministros, deputados estaduais e federais, assessores e gastos supérfluos. É urgente que se revise a quantidade necessária de vereadores para cada município. É urgente que se cortem cabides de emprego, bolsas e cotas pra quem não precisa. É urgente que se coloquem as contas públicas em dia.

Vc realmente acredita que candidatos de carteirinha que fecharam acordo com os mais diversos partidos – pra ter mais tempo de propaganda de televisão – terão coragem de cortar na própria carne? Sem contar que os ministros escolhidos serão os velhos politiqueiros – dos ditos partidos políticos -, que nadam nas águas da impunidade e do foro privilegiado há tantos anos, que suas falcatruas/ roubos/ corrupção acabam expirando no tempo e memória de todo mundo.

E o STF? Alguém ainda respira aliviado quando algum tema sério é levado para votação? Sem contar, o absurdo de tempo e dinheiro gasto, em votações, cujos votos o Brasil inteiro sabe de antemão como serão.

Acredito que o que está faltando no Brasil é RESPEITO:

  • À CONSTITUIÇÃO
  • À todas as leis existentes: dentro de casa, nas escolas, no trânsito, em todas as instituições públicas e privadas;
  • Que os limites sejam claros e cobrados; que pais possam agir como pais, professores como professores, policiais como policiais …
  • Direitos Humanos? É pra todo cidadão brasileiro. Certo?
  • Direitos e Deveres para todos. Certo? É assim que funciona na maioria dos países. A impressão que tenho, é que no Brasil, todos conhecem muito bem seus direitos. Já os deveres …
  • População armada? Concordo plenamente. Já tive minha casa assaltada, meu cachorro envenenado e morto covardemente, armários quebrados, familiares amarrados e presos no quato. Sei da sensação de desamparo, falta de proteção e de impunidade. Hoje mantenho um espeto ao lado da porta para a eventualidade de precisar me defender, porque o bandido que for chegar, vai chegar chegando, armado e disposto a tudo. Enquanto a população de bem se desfez das armas, a bandidagem arrematou o que conseguiu surrupiar dentro do Brasil e ainda trafica arsenal de guerra do Paraguai e outros pontos pouco fiscalizados das nossas fronteiras. Acredito que todo bandido teria um pouco mais de receio para invadir uma casa, sabendo que pode existir alguma forma de proteção, que não apenas espetos e vassouras.
  • Respeito à todo e qualquer ser humano: negro, índio, gay, transexual, homens, mulheres, crianças, pobres, gordos, feios, doentes … Somos todos seres humanos, dignos de consideração e respeito.

Não tenho partido político. Tenho amor pelo meu país. Tenho amor a meu povo.

Raramente escrevo sobre política, se bem que todos praticamos política dentro de nossas casas, com nossos familiares, vizinhos e toda coletividade. E todos sabemos o que acontece quando fazemos conchavos e fofocas. Quando cometemos injustiças. E é isso que vejo acontecendo no Brasil. A grande família brasileira perdeu o rumo.

Quando Bolsonaro fala, sinto a tensão e o medo da mudança no ar. Ele não fala manso. Não é demagogo. Diz o que pensa. E fala o que muitos brasileiros querem ouvir pra voltar a acreditar que o Brasil tem jeito. Eu acredito que o Brasil tem jeito. E é por isso que decidi compartilhar minhas ideias sobre este momento  político brasileiro. Porque acredito que se é para mudar, tem de fazer diferente. E a mudança, por mais assustadora que possa parecer, precisa acontecer. Por que escolheríamos “mais do mesmo” pra continuar dilapidando a pátria e a alma do brasileiro?

Aliás, não fomos todos às ruas gritando por um país diferente?

Só vejo uma alternativa para mudar: Minha aposta é Bolsonaro.

Estrelas do mar

Domingo de sol e solidão.

Sol sereno. Solidão que acalanta.

Vou caminhar.

O mar ao longe, ruge ferozmente;

Ele cobra docilmente:

Por onde andei todos estes dias?

Perdida. De mim. De tudo e de todas as coisas.

Me perdoe.

Estive longe.

Estive na sinuosidade do rio que me viu crescer.

Mar 1

Ao acolher o que vejo, escuto e sinto,

um convite me instiga.

A maré ALTA engoliu tudo.

Nada de conchas. Nada de gaivotas.

Duas estrelas do mar repousam na areia endurecida.

Repousam?

Carrego-as comigo. Sequer questiono:

Estão vivas? Mortas? Estão como eu.

Adormecidas ou perdidas no leito endurecido que as acolheu.

Sei disso. Sinto. Pressinto.

Seu destino? Igual ao meu. Seco. Duro.

Um bibelô.

estrelas do mar

A loucura do amor

Você que me assassinou de todas as formas possíveis; Apunhalou meu coração, fuzilou-me infielmente. Estrangulou minhas palavras, sufocou minha alegria, dinamitou meu amor próprio, ridicularizou meu eu. Me fulminou inteira, sem deixar traços nem rastros.

Te amo, te odeio.

Me larga, me afasta.

Vá.

Esqueça-te de mim.

Perdoa-me. Prenda-me.

Sei que não me mereço.

Volte.

Me tome inteira.

Me mate de tanto me amar.

E vá. Vá sempre. Vá.

Mas jamais, jamais esqueça de voltar.

Esta sim, seria a mais violenta e perversa de todas as loucuras.

Aromatização de Azeites

Dias atrás participei de um workshop de aromatização de azeites. Simples, fácil e rápido de fazer.

Há diversos processos para aromatizar azeites. Alguns  contemplam o aquecimento do azeite, outros não.  Uma das formas de elaboração que confere rapidez e simplicidade na preparação é aquecendo o azeite, com a posterior imersão do ingrediente desejado, seguido de descanso.

azeite 2

Azeite aromatizado com laranja Bahia ou Umbigo.

Ingredientes:

– 200 ml (aproximadamente uma xícara de chá) de azeite de oliva extra virgem (pode ser um bem barato). São recomendados azeites das variedades Arbequina (espanhola), Galega (portuguesa), Taggiasca (italiana) ou outros azeites suaves;

– Casca de três laranjas da variedade “bahia”ou “umbigo”, previamente lavada e seca. Corte bem fino, evitando deixar uma grande quantidade da parte branca na casca, pois o azeite poderá ficar um pouco amargo.

Rendimento: 200 ml

Dicas:

. Harmonização: Ideal para usar em aves, peixes, cordeiro, carne de porco, saladas verdes, saladas de frutas e como cobertura em sorvete de creme.

. Caso desejar uma nota de azeite mais neutra, substitua o azeite extra virgem por um azeite de oliva de boa qualidade.

Modo de Preparo

  1. Aqueça o azeite em fogo baixo até aproximadamente 100°C, tomando muito cuidado para não deixar queimar. Caso não tenha um termômetro culinário apropriado, você vai observar que quando o azeite começa a apresentar um movimento de leves “ondas” na panela é indicativo de que a temperatura está adequada;
  2. Quando o azeite estiver na temperatura adequada, adicione as cascas das laranjas. Você vai observar a formação de pequenas “bolhinhas”. Desligue o fogo imediatamente e deixe ”curtindo” até esfriar. Após atingir a temperatura ambiente coloque na geladeira e aguarde aproximadamente 4 horas antes de consumir;
  3. Retirar a casca da laranja usada para aromatizar;
  4. Guardar o azeite em garrafa de vidro esterilizada e bem seca, de preferência na geladeira. Consumir em até 15 dias.

Atenção: Após lavada a laranja (ou qualquer outro ingrediente que venha a utilizar para aromatizar o azeite), secar bem para evitar a presença de água, que em contato com o azeite quente pode “espirrar” o azeite e causar queimaduras.

azeite 3

Outros ingredientes que podem ser utilizados para aromatização de azeite:

MANJERICÃO: Utilizando sempre o mesmo procedimento, substitua a laranja, e utilize as folhas de três ramos de manjericão fresco, separados dos caules, após lavado e bem seco; ou 3 LIMÕES SICILIANOS; ou PIMENTA DEDO-DE MOÇA; ou CANELA; ou ALECRIM; ou qualquer ingrediente de sua preferência. Há quem goste de utilizar FOLHAS DE ERVA-MATE. É importante salientar a necessidade de lavar e secar bem, para evitar que respingue durante a breve fritura no azeite.

Uma excentricidade digna de nota é a utilização do azeite aromatizado com limão siciliano como cobertura no sorvete de creme. Ou, o azeite aromatizado com pimenta como cobertura de sorvete de chocolate. Sublime!!!!!!

Azeite 1

 

 

 

Depois da chuva

Depois da chuva, o sol.

Depois de frio, o sol. Com ele,

o convite para o dia, para a vida.

Caminho pela praia e recolho um abraço de conchas,

recolho também garrafas plásticas, tampinhas, canudinhos …

a seara de lixo encrustada pela chuva, pelo frio,

pela insensibilidade e falta de tato e jeito e tudo

que intoxica o mar. A vida marinha.

Meus olhos. Os teus.

 

Obrigada, marzão.

De nada, marzão.

Mais que morrer …

Quando eu era pequena perguntava ao meu avô se fazia mal misturar manga com leite, melancia com uva, comer ovo frito à noite, mergulhar nos buracos do rio… e ele, com toda calma do mundo, dizia: “mais que morrer não vai”. Até hoje, lembro das suas palavras. A morte, como ponto final para tudo e para todos, é tão certa quanto minha paixão por café. Diante desta inevitabilidade da vida, vou vivendo do jeito que posso e consigo, com a certeza de que “mais que morrer, não vou.”

O tempo da cerâmica

Quando comecei a fazer o curso de cerâmica em agosto de 2017, pensei que fosse fácil e rápido concluir as peças e levá-las para casa. Imaginava meus trabalhos espalhados pela casa, embalados em presentes de Natal. Passados doze meses (corridos, e não exatamente trabalhos) ainda não trouxe nada pronto para casa. Com exceção de fotos.

Um ano.

Impaciente e acelerada do jeito que sou em algumas questões, tive de aprender a domar minhas urgências e aguardar o tempo que a cerâmica precisa para ser trabalhada e finalizada. Em torno de 1 a 2 meses para criar e dar acabamento (conforme o tamanho da peça), deixar secar para biscoitar (é a primeira queima), pintar/esmaltar e queimar uma segunda vez. O somatório dá muito tempo. Haja tolerância à frustração e perseverança. Estou contando os dias que faltam pra trazer a primeira remessa de trabalhos prontos.

Além do tempo do próprio ateliê – que deixa acumular uma quantidade razoável de peças para serem queimadas juntas – tem o meu tempo, ainda limitado às 3 horas semanais de aula, para fazer. É neste tempo que aprendo a teoria desta arte milenar, o uso de diferentes tipos de ferramentas, as diversas técnicas, e também, é onde faço e desfaço peças. Tem peça que quebra. Tem peça que fica feia e desmancho. Tem peça que dá muito trabalho.

É neste tempo que posso e pretendo interferir, organizando meu próprio atelier, comprando ferramentas e me exercitando em casa. O que já estou providenciando. Enquanto isso não acontece, o jeito é aguardar. E, ter paciência.

Ontem contei as peças que trabalhei neste ano e que estão na esteira de acabamento. Foram 20 Kg de argila trabalhada e 34 peças produzidas. Segundo as entendidas, um bom trabalho.