O scrap e eu!!!!

Comecei a fazer scrap em dezembro de 2007. Na época foi uma descoberta e tanto!!! Estava querendo reformar meus álbuns e imprimir nossas fotos digitais. Mas queria algo diferente. E este diferente era e ainda é o scrap.
De lá para cá comprei muito material, montei meu atellier, aprendi várias técnicas, desenvolvi meu estilo e hoje fico feliz com o trabalho desenvolvido ao longo dos últimos três anos. São mais de quatrocentas páginas de scrap, alguns cursos e muitas amigas “scrapeiras”.
Poderia falar sobre o scrap, sua história, materiais, técnicas, etcetcetc. Talvez mais adiante. Nada que uma boa pesquisa na internet não resolva. Existem muitos sites, blogs, artigos que dissecam esta arte de juntar restos e transformá-los em belíssimas páginas que podem decorar álbuns, painéis, caixas, quadros.
Para mim o scrap é muito mais do que o resultado bonito e criativo do trabalho em si. Mexer com fotos, lembrancinhas, tiquets, folders, flores secas, tecidos, papéis, botões, tesoura e cola é uma forma lúdica e terapêutica de mexer com nossas histórias. Costumo dizer que o scrap é minha terapia. Quando estou inspirada sou capaz de passar várias horas selecionando material, criando e revivendo cada momento imortalizado pela foto que vou trabalhar. O processo em si tranqüiliza, e como costumo dizer, me centraliza. Meu entorno entra em outra dimensão e a foto e o que pretendo dizer com ela passam a ser o centro de tudo. É como rezar ou meditar.
Cada álbum produzido nestes anos tenta resgatar uma parte importante da vida da minha família. São livros em forma de álbuns. Cada um contando uma história.
O álbum “Nós dois” conta a história do meu casamento. Do namoro aos 25 anos de casada.
“Vida de menino” os fatos e características marcantes do meu filho até os 18 anos.
Assim como “Nanda’s Life” retrata a vida da minha filha até os 25 anos.
“Mim Susi” conta minha história, meus antepassados, minha árvore genealógica, minha infância e adolescência, minhas escolhas. À medida que ia recolhendo o material a ser trabalhado resgatava minha própria história. E este resgate devolvia a importância de tudo em minha vida.
Acredito naquela frase que diz que “Nada acontece por acaso”. Quando encontrei o scrap não encontrei apenas a forma ideal de guardar fotos e lembranças. Reencontrei a mim mesma. De repente, sem que me desse conta, meus filhos cresceram e partiram, meu casamento e eu entramos em outra fase, meu entorno e minhas necessidades mudaram e surgiu aquela sensação incômoda de que minha vida estava desbotada, sem graça e ultrapassada. Não havia pressa nem urgência para nada. Entrei na rotina da meia-idade. Quem sabe uma “depressãozinha básica”.
Superei aquela fase. Reencontrei-me como um “eu” separado. “Mim Susi”me redesenhou como uma nova mulher e uma nova pessoa. Ou melhor, apenas me relembrou quem realmente sou. E decidi ser apenas eu.
Hoje meus álbuns são pura alegria e diversão. Estou revisitando lugares fantásticos em que estive há 10 anos. Cancun. Peru…… Os álbuns ditos “terapêuticos” me levaram a outros lugares e momentos da minha vida. Estão concluídos, assim como aquela fase.
Fico imaginando através do quê, homens e mulheres se reencontram ao longo da jornada da vida. Afinal, a jornada é longa e caprichosa, e não é raro, somos levados a nos perder de nós mesmos.
Depois desse papo cabeça, um aperitivo: Páginas e mais páginas de scrap.
E um soluço: como VOCÊ está lidando com sua jornada? Já se perdeu e se reencontrou? Apenas reflita!!!!! Que o soluço passa.

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