Nem melhor nem pior. Apenas diferente.

Quando a vida dá voltas é melhor acompanhar as voltas com a vida e ver para onde ela nos leva. Lutar contra nem sempre é a melhor alternativa. Às vezes é melhor não nadar contra a correnteza. Melhor se deixar levar.

Gosto de pensar que a vida é uma escolha diária e constante. Chá ou café? Adoçante ou açúcar? Carne de frango ou rês? Olhar TV ou caminhar? Gastar ou economizar? Trocar de emprego? Manter-se casado? E por aí vai. Das pequenas às grandes coisas, somos vítimas diárias e eternas das nossas próprias escolhas e decisões. E suas consequências.

Vivemos tempos de mudanças e novas experiências. A rotina e a monotonia são os bichos papões da modernidade dinâmica. O lema tem sido “rever seus conceitos”, “não engolir sapos”, “conhecimento acima de tudo”, “viver 50 anos em 5”, entre tantos outros exageros modernos.

Enfim, está cada vez mais difícil viver e sentir-se antenada no tempo e no espaço. Existem escolhas e decisões demais e de menos, e muitas vezes nos enganamos e o que deveria ser de menos vira demais, e os demais de menos. E assim, depois de um tempo vem a maior de todas as constatações: o reconhecimento do erro ou de algum equívoco. E agora? Tem como voltar atrás? Como recuperar o que foi perdido e posto fora?

Infelizmente, nem sempre temos uma segunda chance.

Diria até, que nunca. Mesmo voltando atrás a situação já não é mais a mesma, nem nós somos os mesmos. Nesta hora ficamos histéricos e arrependidos, e tudo que nos deu certeza para efetivar a mudança perde seu sentido e sua exatidão.

É nesta hora que a noção de pior, melhor e diferente faz toda diferença.

Se parece que a mudança piorou nossa vida podemos regredir; se parece que melhorou podemos expandir; se parece que apenas está diferente, ganhamos tempo para deixar a poeira baixar, as ideias e o coração se acalmarem, e pela primeira vez, nos permitimos viver o novo. O diferente.

Afinal, porque resolvemos mudar mesmo?
Não era para mudar de vida?
Não era para viver diferente?
Hora de repensar escolhas, ou apenas, deixar as recém tomadas decantar e se acomodar. E se acalmar.

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