Como o diabo gosta

É assim que me vejo. 9:50h. Esparramada no sofá, checando e-mails, o livro “Entre Atos” de Virgínia Woolf ao lado, Carmina Burana de Carl Orff ao fundo, tomando café sossegadamente. Lá fora o dia está cinzento e frio. Nuvens do vulcão chileno. Compromissos do dia: almoço com minha “boadrasta” e cabelereiro às 16.  E é isso. Vontade de caminhar? Nix. Desde que cheguei ao sul, há exatos 10 dias, troquei a academia (plano bloqueado por um mês) pelas caminhadas diárias e massagens com drenagens linfáticas. Faço massagem 3 vezes por semana – exercício passivo – e as caminhadas, infelizmente não tem sido diárias. Poderia listar inúmeras razões para este relaxamento mas a esteira aí do lado não me permite nenhuma complacência ou desculpa. Minha dieta tem seus altos e baixos, mas no geral, estou indo bem. Fazia tempo que não escrevia sobre a academia e talvez tenha dado a impressão de que assim como a escrita, também a prática física tenha ficado de lado. Tenho saudades do meu menu matinal de torturas. Com o tempo fiz amigas, meu corpo foi acostumando e selecionei aulas e horários sagrados nas minhas manhãs de academia. Retorno dia 8 de novembro, e, tenho que admitir, não vejo a hora. Meus dias – antes cansativos e doloridos – tornaram-se divertidos e dinâmicos. Passamos – eu e meu corpo – a ansiar por determinadas aulas. Ioga e AXIS (uma espécie de automassagem com rolo) eram as relaxantes. As aulas de Localizada e ABS (abdominal) as que mostravam resultados. Mudei a cor dos pesos. Do azul fui ao amarelo e ao verde, ou seja, dos 500 g a 1 e 2 Kg, tanto para pernas como braços. Sair dolorida destas aulas começou a simbolizar exercício bem feito, e não tortura. As aulas de alongamento me envaidecem sempre: fofinha e flexível. Programas de Esteira e Musculação, intercalados entre si, fechavam 2 a 4 horas diárias de academia. As aulas de Dança do Ventre, fechavam duas das minhas manhãs, mas começo a concluir que, definitivamente, uma gaúcha branca de descendência alemã, tem tanta aptidão para o remelexo da dança exótica e sensual quanto um cabo de vassoura. Mas, como taurina teimosa e determinada, tenho alguns meses para que minha “performance” a La Shakira não seja minha ruína completa como bailarina.

O sol começa a sorrir lá fora, já são quase 11h, e combinei pegar minha filha na academia (a dela) em cinco minutos.

Amanhã vou fazer meu exercício passivo. E caminhada também. Possivelmente antes do sol se por.

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