Inveja branca

Inveja branca. De paz e coisa boa. Nada de maldade e escuridão. Ouvi esta expressão e lembrei das vezes em que admirei, almejei e desejei algo de alguém. Lutei batalhei e consegui. Sem aniquilar, destruir ou empalidecer o bom do outro, tido apenas como estímulo, objetivo e algo a conquistar. Afinal, todos podem aquilo que batalham. É assim que entendo a dita “Inveja Branca”.  Engraçado é como/quando ela aparece! E as coisas que a gente pode desejar ou, invejar!!!

Depois de meses em busca de um corpo magro e esculpido à custa de muito esforço, sacrifício, dor e dinheiro (traduza isso por dieta de baixíssimas calorias, academia diária e cirurgia plástica). Depois de meses e de tudo isso, eis que me pego invejando os fofinhos fora de forma. De repente aqueles corpos e bochechas rechonchudas me flecham expressando prazer permitido. Pecados como a gula  e a preguiça são capitais nos fofinhos. Por trás destes, os outros pecados são sombras mais ou menos frondosas, aos quais abdiquei desde que resolvi ser disciplinada e comedida. Prazeres que passaram a ser vigiados e reprimidos como demônios, dignos de cadeia e algemas, começam a se engraçar, e outros – antes pálidos – também dão mostras de vida. Enfim, cada um com sua graça e seus pecados.

A própria “inveja branca” é inveja. É capital.

2 comentários sobre “Inveja branca

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