Livros e filmes

Em ritmo de férias, repouso  e pré-retoque, tirei a semana para ir ao cinema na matiné com a terceira idade. Pipoca e água de almoço. Delícia!!!! Além do recém lançado  e inédito “Os Descendentes”, dois filmes de dois livros lidos. O primeiro foi “Precisamos falar sobre Kevin” baseado no romance de Lionel Shriver. Adorei o livro (ver post de 22.08.2011). Me decepcionei com o filme. Para quem entrou no cinema sem saber do que se tratava deve ter saído perdido, deprimido, pesado e irritado. Duas horas oscilando entre lembranças perdidas no tempo e no espaço e o dia a dia pós-tragédia.   O filme é confuso e desconexo. Além das pipocas da sessão, cheguei em casa e assei uma fornada de pão de queijo que lambuzei com requeijão e arrematei com um Toblerone. Milhares de calorias para reequilibrar meu humor flechado. Talvez uma segunda sessão melhore minha impressão. A crítica do filme é excelente. Coisas do tipo “adaptar o inadaptável”. Ultimamente tenho me surpreendido com o que a crítica aplaude. Filmes e livros oscilantes entre as alturas e as profundezas. Linhas quebradas de pensamento e ação. Fragmentos costurados a esmo dando cor, textura ou tom à uma ideia originalmente reta, coerente e lógica. Certamente a diretora quis imprimir na forma do filme o estado mental – confuso, deprimido e desorganizado – da mãe de um filho psicopata – ao descobrir sua desumanidade. No filme, senti falta das cartas que Eva Katchadourian – interpretada pela intensa atriz Tilda Swinton – escreve ao marido, do olho de vidro de Celi nas mãos do irmão psicopata Kevin, do final eletrizante do livro e que no filme é dividido em partes. Durante o filme, Eva mostra-se como uma mãe deprimida, temerosa e culpada. No final, ela mantém esta aura como para expiar a culpa de ter gerado e criado Kevin.

O segundo filme visto foi “Os Descendentes” que retrata o luto de uma família esperando a mãe (em coma) morrer. Durante a trama, o pai, interpretado por George Clooney, se reaproxima das filhas, aprende a ser pai, descobre a infidelidade da esposa e redescobre o amor por sua terra e suas origens. O filme é o perfeito dramalhão “Sessão da Tarde”, mas Clooney é perfeito em sua interpretação. Tudo acontece no Hawai, em meio a resorts, praias e uma casa decorada com muito “viver junto”. Linda!!!!

O terceiro filme da semana – é, sei que exagerei na dose, mas, ou era assim, ou os filmes sairiam de cartaz, e como estou de férias, repouso e em ritmo de pré-retoque ……. – foi o “Os homens que não amavam suas mulheres” da Trilogia Millennium, do sueco Stieg Larsson. Vi a versão hollywoodiana com Daniel Craig como o jornalista Mikael e Rooney Mara como a haker Lisbeth Salander. Adorei o filme, as interpretações e a paisagem gélida da Suécia. Com poucas variações o filme é fidedigno ao livro. Só espero que o visual Salander não vire moda. Como diz a piada: “Eta cabelinho mal cortado”. De todos, o melhor.

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