Cafés

Meu maior vício. Amo. Adoro. Pro dia começar bem, tem que ter um café passado. O resto são complementos totalmente substituíveis. O café, jamais. Nunca. E do meu jeito. Até tomo café na Starbucks no Franz Café na padaria em qualquer cafeteria. Mas prefiro o meu, passado na velha e boa cafeteira Walita. Dias atrás, um amigo me presenteou com uma cafeteira Essenza da Nespresso. Com ela vieram as cápsulas de expressos e alguma curiosidade. Um universo a ser desbravado em variados “blends”, aromas e sabores. Hoje, eu e uma amiga, passamos 45 minutos degustando cafés e aprendendo a arte de apreciar minha bebida predileta. Neste primeiro contato aprendi coisas absolutamente básicas. Do plantio ao cultivo do grão, da torrefação à mistura dos “blends”, como harmonizar o café com a refeição e o dia-a-dia, os diferentes tipos, mas principalmente, a arte de apreciar seu aroma, sabor e sua sutileza. O hábito de entornar o cafezinho adoçado com açúcar ou adoçante – um esporte popular nacional –  passa longe desta arte, onde o café deve ser servido puro. Nada de açúcar ou adoçante, no máximo açúcar de beterraba, um biscoitinho ou chocolate ( de preferência amargo) para combinar com o café ou uma água gaseificada pra irritar as papilas e abri-las para conferir cada nota, toque ou corpo deste grão de sabor diverso e aroma inconfundível. Na saída, eu e minha amiga conversamos sobre a degustação e rodamos e conversamos sobre outros muitos e variados assuntos. Ao passar pelo Franz Café ela me olhou e convidou: “Vamos tomar um café de verdade?” Pra ela, café de verdade tem que ser um expresso com um pingo de leite e adoçante. Certamente, amanhã de manhã, vou direto pra minha velha e antiga cafeteira tomar “meu café de verdade”.  Educar o paladar e largar antigos hábitos e preferências também é uma arte. Provavelmente, após saciar meu ritual matinal, estarei em condições de apreciar meu Livanto e suas notas de caramelo. Quem sabe, um Volluto com suas doces notas de biscoitos e frutas. Ou então, um Rosabaya de Colombia, de intensidade 6. Talvez, um Dulsão do Brasil remetendo ao sabor de mel e cereais. Ou então um Cosi, de intensidade 3 e ………..

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