Vestida para malhar

Hoje fechei 3 semanas de retorno à academia. Tenho de reconhecer que tem sido difícil. Muito difícil. Além de estar totalmente fora de forma – depois de 6 meses afastada por recomendação médica – meu ânimo tem sido sofrível. Como se não bastasse as dores normais de um corpo que protesta, meu ombro está me trucidando. O diagnóstico de capsulite adesiva (ombro congelado) justifica a limitação e a dor do meu ombro direito. Por isso, tenho evitado as aulas mais “puxadas”. Percebo que esta meia vida na academia, este poupar-me tem me desestimulado bastante. Acabo intercalando esteira, yoga, AXIS (automassagem) e alongamento. Semana que vem retomo à musculação e ABS (abdominais). E quem sabe, na próxima semana à Dança do Ventre e Localizada. Espero que com mais alternativas meu ânimo melhore. Perceber este desestímulo diário e localizar sua origem tem me ajudado a encontrar alguns paliativos e evitar que “matar” a academia seja uma rotina. Até porque desculpa pra isso eu tenho (meu ombro detonado). Outra coisa que tenho percebido é que preciso me vestir para a academia. E não é apenas com roupa adequada, mas com a energia e o astral que  alimenta a atividade física. Preciso incorporar o ambiente e respirar o ar daquelas salas e equipamentos injetando em cada poro, célula ou molécula a ideia de saúde e bem estar. Assim, todas as manhãs vivo um conflito energético. Um atrito entre o querer e o precisar. Entre a dor e a necessidade. Diria que estou equilibrada na matemática desta disputa. Tem dado empate. Custoso, mas ainda um empate.

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