A inspiração não bate ponto

Adoro esta frase e a uso sempre. Minhas artes que o digam: escrever, scrapear, crochetar, tricotar, pintar, mosaicar …….. Nem todo dia é dia. Assim também é malhar, namorar, caprichar no visual, fazer dieta, enfim, pra tudo tem que ter vontade, desejo e inspiração. E tem dia que não dá. Sem solução. Nestes dias procuro descomplicar e fazer o básico. Dia perdido, eu sei. Mas se inventar muita coisa, certeza de retrabalho. Nestes dias adoro me atualizar na programação da TV ( se tiver Sky, Net, melhor), meditar, ler poemas, folear revistas femininas e de moda, escutar CD’s, e se tiver vontade suficiente, sair de casa e respirar novos ares e energias. A inspiração também pode estar passeando! Visitar amigos (de preferência descomplicados), ir ao cinema, olhar vitrines , entrar nas lojas e olhar tudo, simplesmente tudo, e não comprar nada. Mesmo quando estou produzindo e dá aquele momento de vácuo criativo, procuro parar e me desconectar. Agora, o que literalmente acaba com a minha inspiração é parar pra pagar conta, arrumar casa, preparar almoço ou jantar, atender telefone, dormir. Até procuro ficar no compasso de espera, esperando a onda produtiva voltar. Mas quando não volta, recolho tudo e deixo pra lá. Por conta disso, estou mudando – de novo – meu atelier de São Paulo à Lajeado. Definitivamente, preciso de tempo, sossego e mordomia pra criar. Principalmente meus scraps. Esse negócio de deixar a casa bagunçada com papeis, ferramentas, recortes, fotos, durante o tempo (dias ou semanas) pra finalizar o trabalho, simplesmente não dá. Um lugar pra fazer acontecer é fundamental. Casa bagunçada me bagunça. Assim como bater ponto. A criação tem seu tempo e seu espaço.

E meu espaço criativo é esse. Meu antigo porão reformado e transformado em atelier. Quando cheguei, ontem, encontrei-o assim: abandonado, frio e às moscas. Quase um depósito de tranqueiras.

Agora, com calma, vou reorganizá-lo.

Tadinho!!!! Preciso arregaçar as mangas – urgentemente – e resuscitá-lo. Tudo jogado no sofá e esparramado pelo chão, por causa da minha última empreitada: a confecção das velas da formatura do Felipe. Como estão prontas (e lindas), vou acomodar os apetrechos na estante. A ideia é manter todo material artístico debaixo deste teto.

Duas paixões do meu atelier: a mesa dos meus bisavós usada pra carnear o gado. Anos atrás, eu mesma lixei, pintei e dei um ar provençal nesta herança de família. Às vezes, penso em colocá-la na minha copa.

Outro tesouro é esta máquina de costura Singer que herdei da minha sogra. Mandei restaurar o móvel e a máquina, e ela ainda costura.

O que ficou de completo no meu atelier é o material de pintura e de mosaico. O resto mudei pra SP. Tem tela esperando tinta e pastilha de vidro esperando alicate e cola. Mais adiante.

Quando estiver com a minha cara, vou postar o resultado.

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