Miniaturas

Virei poetisa sem perceber. Pelo menos, assim parece. O que sei é que as crônicas, os contos, os romances não estão saindo. Sequer tem surgido temas ou ideias. E, quando surgem, viram –  algo que entendo ser – poesia. Já falei sobre isso. Tem também algo do contra: se me inscrevo pra academia resolvo reformar a casa; se compro lã para tricotar ou fio para crochetar, resolvo fazer scrap; comecei a fazer oficina de ficção, embestei a poetizar. Pode? E não estou bloqueada. Nada disso. Apenas a inspiração e o desejo estão apontando para textos enxutos. Foi assim que apareceu a categoria “Miniaturas”. Apenas frases, sacadas, insights. Hoje me ouvi dizendo que me relacionava apenas com as partes boas da pessoa. As partes ruins, eu deixava para os outros, ou para a própria pessoa. Fez sentido. Ouvi histórias tão lindas que as chamei de “histórias com brilho”. Diferente das histórias opacas e plastificadas com as quais convivo frequentemente. É bom perceber que algo está florescendo.

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