Sexualidade

O conceito de sexualidade é amplo e abrange tanto a intimidade física e psíquica, quanto os desejos, a alegria, o prazer.

Segundo Freud, ao nascer estamos todos equipados com instintos e impulsos sexuais e agressivos, necessários para a sobrevivência de toda a espécie humana. É a partir desses impulsos que nasce a energia psíquica que impulsiona o ser humano. O desenvolvimento psicossexual da criança – amplamente aceito por toda comunidade científica – é facilmente observado nas crianças, e posteriormente, no adulto. As fases descritas por Freud – oral, anal, fálica, latência – demonstram este amadurecimento. Inicialmente, o prazer é encontrado apenas no próprio corpo. À medida que crescemos e nos desenvolvemos física e psiquicamente, o prazer passa a ser encontrado no outro. O prazer sexual pode ser deslocado para outras áreas, como o trabalho, artes, viagens, solidariedade, afeto, etc. através do mecanismo de defesa, chamado Sublimação.

Ou seja, todos nascemos sexualizados, crescemos e amadurecemos.

Menino veste azul, jamais cor de rosa, que é cor de menina; Menino brinca com carrinhos, nunca com bonecas, que é brinquedo de menina. Menino não chora, isto também é coisa de menina. Menino tem que ser forte, vencedor e namorar o maior número de meninas pra provar sua virilidade, enquanto a menina tem de ser delicada, educada, se possível, virgem. São os chamados papeis sexuais,  herança cultural e social do ambiente onde homens e mulheres vivem. Cada cultura cria seus próprios modelos, portanto não são verdades absolutas, nem universais. Questões de gênero como estas, nos fazem questionar porque menina não pode brincar de carrinho se quando ela crescer precisará dirigir seu carro; porque menino não pode brincar com boneca se quando ele crescer terá seus próprios filhos para cuidar.

Para a maioria das pessoas a sexualidade está diretamente relacionada à relação conjugal – hetero ou homossexual – um EU e um TU.  Atração física, amor, jogo de sedução, acasalamento, relação sexual e o orgasmo genital, seus componentes básicos.

Os temas sexuais são cada vez mais comuns e corriqueiros. Nos jornais, revistas, televisão, rádio, bate-papos com amigos, no trabalho, escola, vemos e ouvimos – sem a menor cerimônia ou pudor – receitas de posições sexuais, a popularização e a normatização da infidelidade conjugal, aumento de DSTs, abuso sexual infantil, perversões sexuais, insatisfações e dicas sobre sexo bom e seguro, etcetctec. Isso é bom ou ruim? Depende. Corremos o risco de banalizar o que é íntimo e profundo em cada um de nós, além de expor nossas crianças a doses cavalares de algo que ainda não estão prontas para assimilar. Este bombardeio de temas sexuais é positivo quando orienta e ensina a viver a sexualidade sem culpa e mais informação, possibilitando uma vida melhor e mais gratificante.

No relacionamento conjugal o papel da sexualidade ocupa um espaço muito importante. Tanto a sexualidade como energia e impulso de criação, como a relação sexual propriamente dita, amadurece e faz bem ao casal. Surge a ideia de fusão, de pertencimento, de completude e intimidade. Alguns teóricos dizem que um bom casamento leva ao bom sexo; outros consideram o bom sexo ingrediente fundamental ao bom casamento; e finalmente, há quem considere estes dois fatores tão entrelaçados, que apenas em casos excepcionais, um deles existe satisfatoriamente sem o outro. A relação entre amor, sexo e casamento exige um ajuste adequado entre homem e mulher. Ambos, tão complementares e tão diferentes entre si. Ambos, com capacidades similares de interferir no casamento e/ou relacionamento sexual. Afinal, cada um leva sua própria bagagem de experiências pessoais, história, legados, crenças e mitos familiares. Bagagem esta que pode  auxiliar ou atrapalhar a relação conjugal e a satisfação sexual. Um bom relacionamento conjugal é pré-condição, é pré-requisito para o sucesso sexual do casal e gratificação individual.

Assim como o orgasmo é o clímax da relação sexual, a relação sexual é o clímax de um relacionamento conjugal harmonioso.

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