De manhã cedo

Acordei com o estômago bulinando as costas.

Meu coração, pequenininho, pressente o perigo.

Estou faminta.

Estou de dieta

à quinze passos de dizer adeus

à fome, à dieta

à Sociedade da Magreza

– a qual insisto pertencer, mas que persiste em não me aceitar –

O crime é palpável, tem gosto de pão quentinho.

Começo a escrever.

Desvio meu percurso.

Evito o impacto.

Descasco ovos.

Degusto café, aos poucos.

Tudo é pouco.

À Sociedade da Magreza,

tin tin.

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