1.No Farol de Cape Leeuwin, Augusta, Austrália:
“Será que não tem fone guiado em espanhol?
“Só em inglês e alemão”.
“Então vou levar em alemão. Se é pra não entender nada, quero não entender nada em alemão.”
- Jet Lag ou Classe Econômica
Dizem que pra recuperar cada hora de diferença de fuso horário é preciso 1 dia. De Florianópolis (BR) até Perth (AU) são 11 horas de diferença. Então, 11 dias pra estar funcionando com a mesma disposição que no Brasil. Já a viagem – contando escalas, conexões e espera em aeroportos – pode variar + ou – entre 24 e 32 horas. Então, 1 dia e pouco de desconforto. Esta é a matemática da coisa. O espírito é outro. E só pra fazer constar: Viajar na Classe Executiva é outra história. Deveria ser proibido custar o absurdo que custa. O tipo de luxo que dispensa até jet lag.
- Mão Inglesa
No país dos coalas e wombats, pra não falar de cangurus e eucaliptos, dirigir no trânsito de mão inglesa, implicaria sérios riscos à minha saúde neurológica e à fluidez do trânsito local. Certamente, eu viveria na contramão de trevos e rotatórias. Talvez sobrevivesse nas longas jornadas e retas, apenas seguindo o fluxo das próprias escolhas ou da manada coletiva.
- Genética
O assunto veio à baila ao comentarmos sobre a variedade da fauna australiana. E sobre a possibilidade de cruzar ovelhas com lhamas. Porque não? Porque são raças totalmente diferentes. Assim como franceses e chineses, que se cruzam sem maiores problemas. O que dizer do Plátipus e do Ornitorrinco? Foi a maior suruba. Darwin teria tido um treco ou teria de repensar a Teoria da Evolução das Espécies. Vocês não entendem que é uma questão de genética de sangue? Risos. Será que poderíamos pensar em genética de almas? Taí um excelente tema filosófico. Assunto encerrado.
Vale a pena retomar.
- O ônibus já passou
Este é o código pra servir o primeiro vinho na casa. Quem conta a história é meu marido: Ainda criança, sua mãe “adotou” um tio alcoólatra, que foi abandonado/abandonou a família e vivia na sujeira e na miséria. Como não havia recurso, conhecimento ou interesse para o tratamento do alcoolismo, foi estipulado o uso controlado da bebida. Diariamente, antes do almoço e do jantar, eram servidos dois goles – do gargalo da garrafa mesmo – pra amenizar qualquer sintoma ou vício. Como às vezes, a família estava ocupada com os preparativos da refeição a ser servida, o tio aflito com a necessidade pungente dos dois goles de cachaça, lembrava a todos que o ônibus já havia passado. O horário do ônibus: 11:30h. O horário do vinho? Sempre que os amigos ou a vontade passarem lá em casa.
- Ali na esquina
Depois que você viaja para a Austrália, a Europa fica ali do ladinho, na esquina.
- Homem de sobrancelha
Me perdoem os que usam, mas sobrancelha moldada, delineada, arrumadinha, é coisa de mulher.
- Lady Boys
Por estas bandas, conhecidas minhas – Indonésia, Tailândia – é tão comum, tão comum, comum, comum … que deixa pra lá, penso mais adiante.
- Indonésia
Alguns dados: o país é composto por 18.307 ilhas, das quais foram nomeadas apenas 8.844 e outras 922 são permanentemente desabitadas. Bali é apenas uma das mais famosas, assim como Java, Jacarta e Lombok.
- Um sonho antigo
… é viajar para a Índia. Enquanto isso não acontece,percebo a Ìndia vindo a meu encontro.
- Vinho de Bali
Dá para imaginar vinho branco na terra dos arrozais? Pois provei e aprovei dois: Alexander e Hatta Aga White. Ambos vinhos brancos que marcaram não pela qualidade – apesar de serem deliciosos – mas pela petulância de existirem. Quem marcou pela qualidade foram os brancos frutados e refrescantes “sauvignon blancs” neozelandeses.
- Falando de vinhos australianos
Nem Margareth River, nem Swan Valley foram marcantes na qualidade de seus vinhos. Marcantes são as vinícolas e as exposições de arte. Mas, o passeio compensa a simplicidade dos jovens vinhos australianos. Entre tintos ou brancos, opte sempre pelos brancos chardonnay e semillon sauvignon blanc.
13. Depois de 23 dias com o inglês e o indonésio torturando meu dia a dia, o português soa como música aos meus ouvidos.