Escudos, armas, gritos de guerra, bandeiras e lemas de vida

Anos atrás fiz uma Academia da Vida, durante uma formação de Coaching Pessoal. De tudo que aconteceu naqueles dois finais de semana, num auditório de hotel na Avenida Paulista, em SP, ficaram duas certezas: Minha necessidade básica = Liberdade; Meu Lema de Vida = Fazer a Diferença.

Procuro seguir à risca estas diretrizes no meu dia a dia.

Meses atrás, num final de semana de Arteterapia (depois de duas ausências forçadas) fui atropelada por dinâmicas intensas sobre nosso Guerreiro Interior. Com duas faltas – dois meses – eu estava literalmente, boiando na maionese. Havia faltado duas aulas importantes, mas nada que me impedisse de realizar as atividades do Guerreiro (certamente, ainda uma cratera a ser preenchida em aulas de reposição com o grupo de Curitiba). Depois das dinâmicas iniciais, relatos, sentimentos etcetcetc  foi pedido que confeccionássemos um escudo de guerra. Minhas colegas logo entenderam o que era pra fazer e se jogaram no chão com cartolinas, canetas, guaches, giz de cera, tesouras, fios, e tudo que se pode imaginar que seja necessário a um escudo.

E eu, boiando na maionese.

Nesses momentos confusos, adoro me deitar e deixar o esqueleto se acomodar. Por isso, sempre levo meu colchonete de ioga. Tentei entrar no clima e deixar a imaginação fluir. À minha volta, escudos de Mulher Maravilha, Shel-ha e outras guerreiras celtas e gregas, estavam sendo confeccionados com energia e determinação. E eu, não encontrando nenhum contraponto e nada que combinasse comigo. Fechei os olhos e a imagem do filme Gladiador, em que os Centuriões posicionam seus escudos, num cercado protetor, me veio à mente. Um escudo retangular, protetor.

Esse era meu escudo. Um escudo de proteção.

Não sou guerreira de ataque. Sou defesa. Acalanto. Proteção. Minha guerra é na retaguarda.

Hora de confeccionar minhas armas: uma Peneira e Palavras. Quando entendi minha posição na batalha, foi fácil definir o que deveria me acompanhar nesta jornada. Sou essencialmente mediadora.

Meu grito de Guerra? Apenas minha apresentação. Nenhuma lua, nenhum sol, nenhum rompante ou atrito, me atiçam para a guerra. Nasci dentro do próprio fogo e nele me acomodo. Poderiam pensar que sou mansa. Não, apenas Serena.

Minha bandeira? A Paz. A Harmonia. O Bem Querer.

Meu Lema de Vida? Fazer a Diferença.

Não importa nossa posição no Jogo da Vida. Defesa ou Ataque, todos somos importantes. O que ficou da dinâmica do Guerreiro Interior é que devo ser fiel à minha maneira de ser e usar apenas as armas que se ajustam a mim e que sei usar. Se usar as armas dos outros, alheias ao meu jeito de ser, irremediavelmente, vou me machucar e me prejudicar.

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