Repaginando o jardim 1

O tempo passou. Conforme tínhamos planejado, arregaçamos as mangas – meu marido e eu – e fizemos o nosso jardim. Nós mesmos. Sem ajuda alguma. Algumas coisas deram certo, outras não. A maioria não deu. Pelo menos, a entrada de serviço – feita com uma seleção de arbustos – ficou exatamente como tínhamos imaginado. Este ano, possivelmente. faremos a primeira poda e modelagem.

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Costumo dizer que não basta apenas ter vontade pra fazer jardim. Tem que ter conhecimento, equipamento e principalmente, força. Força física mesmo. Foi aí que nossa vontade e nosso jardim se perdeu. A natureza cobrou o preço pelo amadorismo e improviso e avançou. Somadas à falta de força, juntou-se a falta de tempo e regularidade. Jardim precisa de carinho e atenção constantes. O tempo da natureza não é o mesmo tempo da gente. Você até pode ficar um tempo sem fazer nada, descansando ou esperando pelo melhor clima ou temperatura. A natureza não espera. Ela simplesmente acontece. Quando a gente percebeu, ela escapou das nossas mãos, se rebelou e tomou conta.

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Desde sempre jardins me encantam. Adoro o verde, o colorido e o perfume das plantas. Adoro pisar na grama recém aparada, colher frutos das árvores e fazer arranjos de flores com o que tem no jardim. Sem contar que um jardim bonito, planejado e bem arrumado é um dos melhores lugares para se ficar, meditar, orar e agradecer, apreciar e conviver entre amigos, família e amores. E não foi nada disso que conseguimos com o nosso jardim autodidata. Ele me deixava nervosa e deprimida. Fui a primeira a jogar a toalha. Precisávamos de ajuda. Difícil foi convencer o marido. Ainda é difícil, mas agora, sem volta. O jardim já está nas mãos de dois experientes jardineiros.

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Coube a uma paisagista apenas a feitura do cactário. A logística de carregar terra, areia, pedras e plantas para o topo do escritório exigia uma fenomenal força física. Um dia de trabalho, dois homens num sobe e desce frenético, para enfim, o cactário ganhar forma.

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Refazer o jardim, neste momento, tem algumas vantagens: de tanto olhar e experimentar já sei o que dá e o que não dá no nosso terreno. Das plantas que plantamos, nasceu um grande amor por algumas: destaco as costelas de Adão (Monstera deliciosa)e as orelhas de elefante pretas (alocasia gigante orelha de elefante). Foram elas quem nortearam toda a reforma da frente de casa, junto com a compra de 3 vasos pretos enormes. Gosto de pensar que a frente e os fundos da casa precisam conversar entre si. Por isso os vasos foram distribuídos na área da piscina(1) e a frente de casa(2). Dois bambus mossôs + grama amendoim para revestimento do canteiro principal + as resistentes babosas finalizaram a entrada principal. Agora é esperar e ver como fica.

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Com certeza, a reforma do jardim manteve nossa ideia original. A concepção inicial era paisagismo sem modismo. Queríamos um jardim que tivesse personalidade, usando  plantas comuns, relativamente baratas, mas principalmente, plantas de que gostamos. A reforma segue em frente. O luxo de que disponho são um a dois dias por semana com a ajuda dos dois jardineiros + um orçamento enxugado + muitas plantas pra reaproveitar.

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Próxima etapa: a área da piscina.

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