Uma mãe boa para você mesma. Você é?

Minha terapeuta pediu se eu era uma boa mãe. Claro que sim, respondi enfática e categoricamente. E você é uma boa mãe pra você mesma?

Não, não sou. Custei a admitir. Mas, tenho de reconhecer.

Se eu fosse uma boa mãe pra mim mesma, eu me trataria de um jeito muito diferente: iria para a academia independente do que acontecesse; me alimentaria saudavelmente e não me entupiria com guloseimas e carboidratos, quando estressada e ansiosa; dormiria o tempo que meu corpo pedisse; passearia mais, trabalharia menos, iria mais ao cinema, faria visitas memoráveis a amigos e parentes, me presentearia constantemente. Amaria sem reservas. Veneraria o prazer e o bem viver. Me permitiria o ócio e a contemplação. Curtiria a vida sem culpa e sem pressa.

A auto-maternagem tem sido meu maior e constante desafio. Apesar de óbvio, tem sido tremendamente difícil colocar em prática cuidados básicos e cotidianos para meu próprio bem estar e saúde. Cuidar dos outros, por incrível que pareça, é mais fácil do que cuidar de si mesmo.

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