Outono na Europa

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Nossa primeira grande viagem internacional aconteceu há 25 anos atrás. A escolhida – pra inaugurar uma das coisas que mais gostamos de fazer – foi a Europa. Na época optamos – meu marido e eu – pelo leasing de um carro Renault e passeamos pelo continente europeu durante 45 dias, rodando pouco mais de 11.000Km.

O roteiro + ou - seguido em 18 dias de viagem. De 06 a 23/10/2016.
O roteiro + ou – seguido em 18 dias de viagem. De 06 a 23/10/2016.

Passado todo este tempo, resolvemos refazer – em parte – o antigo traçado com um grupo de amigos.

Alguém precisava registrar o momento.
Alguém precisava registrar o momento. E lá fui eu.

A ideia era mostrar um pedacinho da Europa. Tipo o interior da Alemanha e circular pelos Alpes (Alemanha, Áustria, Norte da Itália, França e Suíça) além de Viena (Áustria), Mônaco e Veneza (Itália). Foram 4.800Km em 18 dias, 6 casais, 3 carros.

Rodando pelo Swartzwalt.
Rodando pelo Swartzwalt.
À caminho de Chamonix - França.
À caminho de Chamonix – França.

Não é fácil rodar, circular, estacionar e coordenar um grupo tão grande e singular – tem os que atrasam pela manhã, os que se perdem nas lojinhas de quinquilharias, os que não seguem o GPS, os que não querem participar de todos os passeios, os que tem mais e menos pique … enfim.

Placa de um restaurante alemão em Titisee.
Placa de um restaurante alemão em Titisee.

Apesar dos encontros e desencontros, todos sobrevivemos e cada um viu o que realmente lhe interessava. Alguns mais, outros menos.

Comprando canivetes suíços em Shafhausen, num belo dia chuvoso, Alemanha.
Comprando canivetes suíços em Shafhausen, num belo dia chuvoso, Alemanha.

Presenciamos belas nevascas, dias de sol e chuva, e principalmente, belíssimas paisagens.

Uma nevasca memorável.
Uma nevasca memorável.
O amarelo do plátano e o azul-violeta das lavandas contrastam com o dia ensolarado.
O amarelo do plátano e o azul-violeta das lavandas contrastam com o dia ensolarado.

Da neve branca à vegetação em tons de terracota, pudemos presenciar a passagem do verão para o outono nas regiões mais baixas e a chegada do inverno nos picos gelados e afastados.

Na base do ponto mais alto da Alemanha, o Zugspitze
Na base do ponto mais alto da Alemanha, o Zugspitze.

Nos apaixonamos pelo Riesling alemão (tomado em taças), devoramos “wursts”, “haxels” e “apfelstrudels” na Alemanha (além de deliciosas “kartofensalat”).

Almoço em Frankfurt- Alemanha, comida genuinamente alemã.
Almoço em Frankfurt- Alemanha, comida genuinamente alemã.

Começamos pela encantadora cidade de Rudesheim, a 60 Km de Frankfurt, às margens do Rio Reno.

rudesheim

O jantar no Restaurante Schloss teve comida, música, dança e trajes típicos. Inesquecível e absolutamente recomendado.

Antigamente esta era a videira que produzia o riesling "von Brentano"
Antigamente esta era a videira que produzia o riesling “von Brentano”.

Descendente da família Brentano, no sábado pela manhã, visitamos a casa de verão da Família Brentano, em Winkel, a poucos km de Rudesheim. Bom conhecer um pouco da história da família e se reconhecer nela.

brentanohaus em processo de restauração

A casa – em processo de restauração – guarda um pouco da história da poesia romântica alemã, onde Goethe e Clemens Brentano são os nomes mais conhecidos. A casa está sendo preparada para se tornar museu e um ponto de encontro para escritores e poetas.

Fachada do castelo de Heidelberg - Alemanha.
Fachada do castelo de Heidelberg – Alemanha.

Rodamos pela Rota Romântica e dos Vinhos passando pelo Swartzwald, Heidelberg e Konstanz. No Lago Titisee, a primeira grande nevasca. Sensacional.

Castelo de Neuschwanstein.
Castelo de Neuschwanstein.
Palácio de Linderhof.
Palácio de Linderhof.

Bom rever o castelo de Neuschwanstein e Linderhof, passando por Garmisch.

Outro palácio a caminho de Linderhof.
Outro palácio a caminho de Linderhof.

O passeio pelo Lago de Konigsee aconteceu, apesar da chuva.

Vista do lago na sacada do Hotel Schiffmeifter.
Vista do lago na sacada do Hotel Schiffmeifter.
A charmosa igrejinha de Sao Bartolomeu, parada obrigatória do passeio, após ouvir os 7 ecos de trompete em meio aos Alpes recém nevados.
A charmosa igrejinha de Sao Bartolomeu, parada obrigatória do passeio, após ouvir os 7 ecos de trompete em meio aos Alpes recém nevados.

Infelizmente, não pudemos ir ao Ninho da Águia em Berchtesgaden. O refúgio alpino de Hitler, por causa da nevasca do dia anterior.

O Zugspitze.

Também a subida ao Zugspitze foi prejudicada pelo tempo.

Dia de chuva pede uma carona. Tadinhos dos cavalinhos!!!!

Em Salzburh, para fugir da chuva, o passeio de charrete foi a solução.

Viena pede pelo menos 4 dias de visita.
Viena pede pelo menos 4 dias de visita.

Em Viena, além do City Tour nos ônibus amarelos, um recital de música clássica com pitadas de ópera e ballet, ganhou a noite junto com o famoso “Viene Snitzel” (bife à milanesa) e sempre, muita batata.

Muita emoção ao visitar o museu de Freud, Viena.
Muita emoção ao visitar o museu de Freud, Viena.

A visita ao museu e casa onde Freud viveu por 50 anos e criou a Psicanálise, foi um dos pontos altos de Viena. Mesmo sabendo que sobraram poucos móveis daquela época – já que Freud fugiu de Viena e se refugiou em Londres, durante a Segunda Guerra – foi bom sentir a energia e conhecer um pouco da intimidade do Pai da Psicanálise.

De Vaporetto pelo Gran Canal.
De Vaporetto pelo Gran Canal.

E Veneza continua linda. E alagada.

A Praça São Marcos vista de outro ângulo.
A Praça São Marcos vista de outro ângulo.

Diferentemente da primeira vez, o dia foi de sol e o passeio de gôndola, finalmente aconteceu.

Gôndola pra lá de Chiquetosa. Nada de "dai-me um corneto". O passeio é ao som de remos e algumas informações sobre a cidade e a vida dos gondoleiros.
Gôndola pra lá de Chiquetosa. Nada de “dai-me um corneto, muito crocante, é mui cremoso, é da Gelatto …”. O passeio é ao som de remos e algumas informações sobre a cidade e a vida dos gondoleiros.

Assim como o passeio à ilha de Murano (absolutamente desnecessário).

murano

O Pinot Griggio italiano foi quem surpreendeu. Como da primeira vez, a comida italiana não encantou, apenas forrou o estômago e deu um tempo para as extravagâncias gastronômicas.

Bateu Aquela saudade dos tempos de Ayrton Sena.
Bateu Aquela saudade dos tempos de Ayrton Sena.

Uma parada em Maranello, visita ao museu da Ferrari, passeio com o modelo conversível Califórnia da marca e muita emoção no cockpit de um simulador pilotando uma Ferrari no circuito de Monza.

Golfo dos Poetas - Marggiori.
Golfo dos Poetas – Marggiori. Itália.

La Spezia foi destino novo e o passeio de trem pelo Golfo dos Poetas (Riomaggiore) era o que tinha para ser visto na cidade portuária. Pra quem quiser conhecer, vá de barco e veja as 5 cidades encrustadas e esparramadas pelas encostas.

O cais de St Tropez.
O cais de St Tropez.

Da Itália à Cote d’Azur, seria bom começar a contar desde o início a quantidade de tuneis e viadutos nos quase 300Km percorridos pela auto-estrada. Algo entre 100 e 150.

Nice, Cannes, St Tropez. Luxo e bom gosto.
Nice, Cannes, St Tropez. Luxo e bom gosto.

De St. Tropez à Menton passando por Mônaco pela orla marítima, a quantidade de marinas, iates e lanchas surpreendeu.

Um fim de tarde cheio de luz no principado onde Ayrton Sena era Rei.
Um fim de tarde cheio de luz no principado onde Ayrton Sena era Rei.

Em Mônaco, por 10 euros pudemos entrar no Cassinode Monte Carlo e assistir roletas e jogos de baralho acontecendo.

cassino-de-monte-carlo

O jantar fechou a noite e o dia ensolarado com direito a passeio pelo circuito de Fórmula 1 de Mônaco.

À caminho de Chamonix.
À caminho de Chamonix.
A belíssima Chamonix - França.
A belíssima Chamonix – França.
Mont Blanc. O topo do França.
Mont Blanc. O topo do França.

Chamonix/Mont Blanc, Zermat e Grindelwalt foram simplesmente espetaculares.

Grindelwald

grindenwald

As imensas e nevadas montanhas dos Alpes são impactantes.

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Em Grindelwalt não encontramos a famosa gruta de gelo eterno do mais intenso azul. O aquecimento global fez desaparecer o ponto turístico há vários anos.

Materhorn, em Zermat. A cara dos chocolates suíços.
Materhorn, em Zermat. A cara dos chocolates suíços.

E Zermat, é inesquecível no alto do inverno (em janeiro) quando a cidade é engolida pela neve e tomada por esquiadores de todas as idades. Pegamos a cidade em fase final de preparativos para a alta temporada, um verdadeiro canteiro de obras. Nela não se pode transitar de carro comum, apenas com carro elétrico.

A cidade dos alpinistas. Zermat.
A cidade dos alpinistas. Zermat.

Mas a vista da famosa montanha Matterhorn – aquela que ilustra as embalagens dos famosos chocolates suíços – compensou, assim como a travessia do carro por trem pelos Alpes e as paisagens do Tirol e Bavária.

Entardecer primoroso na passagem por Luzern.
Entardecer primoroso na passagem por Luzern.

Zurique foi apenas passagem e a visita ao Instituto Jung ficou para uma próxima vez. Além de não ter agendado a visita, a certeza de encontrar a casa fechada num sábado pela manhã, me fez desistir da empreitada. Ficou o desejo de voltar.

A ponte de Luzern. Sempre linda. Sempre florida.
A ponte de Luzern. Sempre linda. Sempre florida.
À caminho de Frankfurt.
À caminho de Frankfurt.

Passamos nossa última noite de viagem na mesma cidade onde dormimos na primeira noite: Rudesheim. Às margens do Rio Reno. Uma volta completa.

Pra sempre querer voltar. Rudesheim é sempre aconchegante e charmosa. E linda.
Pra sempre querer voltar. Rudesheim é sempre aconchegante e charmosa. E linda.

No domingo o almoço de despedida foi no Restaurante Wagner, em Frankfurt, onde encontramos amigos de Jurerê, para um típico almoço alemão, com direito à vinho de maçã, chucrute, batatas e carne de porco. Pra finalizar, aquele apfelstrudel.

No centro antigo de Frankfurt, com os amigos Ivone e Marino.
No centro antigo de Frankfurt, com os amigos Ivone e Marino.

E a certeza de que voltaremos à região bem antes de transcorrer outros 25 anos.

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