O fantástico mundo de Harry Potter – Uma visão psicanalítica

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RESUMO: Este artigo procura entender os motivos que levaram a estória de Harry Potter a fazer tanto sucesso, a ponto de ser vendida em 42 países e ser traduzida para 31 idiomas. Para tanto foi realizada uma pesquisa, através de um questionário, aplicado em crianças e adolescentes, de 9 a 13 anos, num total de 121 alunos, realizada em diversas escolas, públicas e privadas. Como os dados foram muito abrangentes, buscamos na interpretação psicanalítica os motivos para tanto sucesso. Assim, este artigo relê a obra de J.K. Rowling, autora de Harry Potter, através do entendimento psicanalítico, e tenta desvendar os mistérios inconscientes que levaram ao tesouro do reconhecimento e do sucesso.

A evolução de um processo

A história do órfão mágico Harry Potter fez um sucesso estrondoso em todo o mundo. Milhões de crianças, adolescentes e adultos leram os livros, assistiram ao filme, ou fizeram ambas as coisas, e a grande maioria se apaixonou e vibrou com a história e as aventuras do famoso bruxo.

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O que realmente mobilizou este exército de fãs e leitores de Harry Potter?Será o mundo fantástico e mágico da Escola de bruxaria de Hogwarts, ou será a identificação com o personagem, uma criança órfã e rejeitada, que de uma hora para outra, tornou-se uma celebridade, admirada e invejada por muitos, capaz de enfrentar e vencer muitos desafios, tornando-se um vencedor?

Para podermos entender o sucesso do personagem, foi realizada uma pesquisa em diversas escolas,tanto públicas como particulares, onde foi aplicado um questionário com as seguintes questões:

  1. Você leu algum dos livros ou assistiu ao filme do “Harry Potter”?
  2. De qual você mais gostou? Por que?
  3. Para você o que mais chamou atenção na história? Explique:
  4. Dos personagens da história, de qual você gostou mais? Por que?
  5. Pensando na história de Harry Potter, e a realidade em que vivemos, o que você gostaria de apontar?
  6. Para você, por que Harry Potter faz tanto sucesso?

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As aplicações dos questionários aconteceram de 3a. à 6a. séries, com alunos de 9 a 13 anos, num total de 121 alunos. A aplicação ficava sob a supervisão da professora da turma naquele período, ou então, os alunos respondiam em casa e traziam para a escola o questionário respondido.

Os dados que mais se repetiram foram:

  1. A maioria assistiu ao filme;
  2. Gostaram mais do filme, relataram que no filme puderam ver os personagens, os lugares e conhecer esta realidade mágica e por que tinha efeitos especiais e ação, como o jogo de quadribol, vassouras voadoras, monstros, etc;
  3. O que mais chamou a atenção da maioria dos alunos, foi a magia ,a fantasia e a vida de Harry Potter, o modo como ele era tratado pelos tios, sua coragem e capacidade de vencer obstáculos, a escola de aventuras e ousadias.
  4. Os personagens mais citados foram Harry Potter, pela sua coragem, determinação, inteligência, criatividade, pelas suas magias, por ser aventureiro, bonito e pela capacidade para enfrentar e vencer obstáculos; e também a menina Hermione, pela sua inteligência e esperteza;
  5. Alguns não encontraram relação, pois são mundos totalmente diferentes, mas muitos apontaram para o mundo de magia e fantasia, tão diferente do mundo em que vivemos, mas que tanto na história como na vida real existem desafios e problemas que devem ser enfrentados;
  6. Por que é uma história de magia e bruxos, repleta de novidades, por que mexe com a imaginação das pessoas, e também devido a grande publicidade realizada para a divulgação dos livros e filmes.

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Estes dados sugerem várias possibilidades e razões pelo sucesso de Harry Potter, retratando tanto a questão da magia e fantasia, como algo novo e bom, o enredo envolvendo uma criança que se tornou tanto uma celebridade na história como na realidade, pois mostrou que apesar das adversidades, Harry Potter conseguiu superar-se e tornar-se vitorioso.

A história de Harry Potter nos permite fazer uma leitura sob o aspecto psicanalítico encontrando razões conscientes e inconscientes, que podem ter sido mobilizadas, suscitando toda esta exaltação pelo jovem mágico.

Partindo basicamente do enfoque de Bruno Bettelheim, em seu livro “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, procuramos encontrar respostas para todo o sucesso que Harry Potter fez.

O autor diferencia a história tipo mito ou conto. Segundo ele, o mito é pessimista, enquanto o conto de fadas é otimista. O final do mito é quase sempre trágico, enquanto é sempre feliz nos contos de fadas. Para ele, “os mitos projetam uma personalidade ideal agindo nas bases das exigências do superego, enquanto os contos de fadas descrevem uma integração do ego que permite uma satisfação apropriada dos desejos do id. Esta diferença responde pelo contraste entre o pessimismo penetrante dos mitos e o otimismo essencial dos contos de fadas”.(pg.52) É esta a essência da história de Harry Potter.

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Para ele, “há uma concordância geral de que mitos e contos de fadas falam-nos na linguagem de símbolos representando conteúdos inconscientes. Seu apelo é simultâneo à nossa mente consciente e inconsciente, a todos os seus três aspectos – id,ego e superego – e à nossa necessidade de ideais de ego também. Por isso é muito eficaz; e no conteúdo dos contos, os fenômenos internos psicológicos recebem corpo em forma simbólica.”(pg.46-47)

Bettelheim afirma que “a criança intuitivamente compreende que embora estas estórias sejam irreais, não são falsas; que ao mesmo tempo que os fatos narrados não acontecem na vida real, podem ocorrer como uma experiência interna e de desenvolvimento pessoal; que os contos de fadas retratam de forma imaginária e simbólica os passos essenciais do crescimento e da aquisição de uma existência independente.”( p.90) Ele continua afirmando que “… o conto de fadas usa símbolos universais que permitem à criança escolher, selecionar, negligenciar e interpretar o conto de formas congruentes ao seu estado de desenvolvimento intelectual e psicológico. Qualquer que seja este estado, o conto de fadas determina a forma como a criança pode transcendê-lo e o que pode estar envolvido na conquista do próximo estágio no seu progresso para a integração madura”.(p. 161-162)

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Pode-se entender, que quando a criança, o adolescente ou até mesmo o adulto lê a estória, dependendo de suas necessidades e momento situacional e desenvolvimental, o conto de fadas, poderá auxiliá-la a fim de que alcance uma maior integração psicológica e bem-estar emocional. Portanto, não existe uma razão que possa determinar o sucesso de Harry Potter. Possivelmente, existam inúmeras razões, cada uma compatível com a necessidade do leitor que leu a estória.

A história narra a trajetória de um menino, que após a morte dos pais, é levado a viver com os tios maternos. Passados muitos anos, nota-se o tratamento diferenciado entre Harry Potter e Duda, o filho natural da família Dursley.

Segundo Bettelhim, “ O conto de fadas começa com o herói à mercê dos que o desprezam e às suas habilidades, que o tratam mal ou mesmo ameaçam a sua vida, como faz a rainha malvada em “Branca de Neve”. À medida em que a estória se desenrola, o herói é freqüentemente forçado a depender de amigos que o ajudam: criaturas do mundo subterrâneo como os anões em “Branca de Neve” ou animais mágicos como os pássaros em “Cinderela”. Quando o conto termina o herói dominou todas as provas, e apesar delas, ele permaneceu fiel a si próprio, ou, ao passar por elas exitosamente, adquiriu sua egoicidade verdadeira.”(p. 159)

Em Harry Potter, o conto começa com a triste vida que Harry vive na casa dos tios maternos, que o rejeitam e o desprezam. Com a entrada na escola de Hogwarts, Harry conta com a ajuda dos amigos, Rony e Hermione, e também das figuras mágicas, como Hagrid e a coruja mensageira Edviges. Juntos enfrentam inúmeros obstáculos e no final saem vitoriosos. Harry se vê no topo das atenções, como aquele que lutou e conseguiu chegar ao final deste processo como vencedor.

Tudo começa mudar às vésperas do aniversário de 11 anos de Harry. Com a chegada de seu aniversário, cartas são enviadas ao menino informando-o de sua aceitação para o ingresso na escola de magia de Hogwarts. Existe toda uma mobilização para que o mesmo não tome conhecimento do conteúdo das cartas, pois estas revelam quem realmente é Harry Potter, seu verdadeiro passado, sua identidade familiar, enfim o informam de sua identidade de bruxo; algo totalmente desconsiderado e abominado pelos tios. Esta passagem sugere a entrada na adolescência, por volta dos 11 anos.

Segundo Aberastury,”A adolescência é um momento crucial na vida do homem e constitui a etapa decisiva de um processo de desprendimento.”(p.15). Segundo a autora, ele ”mover-se-á entre o impulso ao desprendimento e a defesa que impõe o temor à perda do conhecido. É um período de contradições, confuso, ambivalente, doloroso, caracterizado por fricções com o meio familiar e o ambiente circundante.”(p.15-16) A autora ressalta que “ante a iminência das primeiras mudanças corporais e a ansiedade que estes provocam, o adolescente faz uma fuga progressiva do mundo exterior e busca um refúgio em seu mundo interno”.(p.227) Assim, de forma transitória, o adolescente foge do seu mundo exterior para um refúgio na fantasia, no mundo interno, com o aumento da onipotência narcisista.

Aberastury diz que “em nossa fantasia inconsciente, levamos dentro um mundo formado sobre o modelo das pessoas que primeiro amamos e odiamos e que representam também aspectos de nós mesmos. Sua existência dentro de nós pode ser tanto ou mais real em nossos sentimentos inconscientes do que os acontecimentos exteriores.” (p.229) Ela se refere a Melanie Klein, e sua teoria das relações objetais, de que “essas pessoas de nosso mundo interno temo-las sentido e as sentimos individualmente como constituindo partes de nós mesmos; representam o que amamos, admiramos e ambicionamos possuir; constituem os bons e maus aspectos de nossa vida e de nossa personalidade.”(p.229) Para ela, a vida das emoções, presente em nós desde o nascimento, está baseada num modelo simples: tudo é bom ou mau; nada é neutro. Tanto os acontecimentos, circunstâncias, objetos e pessoas, e sobretudo os nossos sentimentos e experiências, sentimos como essencialmente bons ou maus.

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Quando pensamos na família de Harry e na nossa família, inicialmente observamos grandes diferenças.. Quando a criança busca sua independência , rumo à adolescência, ela normalmente precisa atacar, confrontar, agredir os pais, para entrar em contato consigo mesmo e se diferenciar. No caso de Harry, ele deixa para trás uma família que o maltratou, e, encontrou na escola uma “família” que o acolheu. Assim sendo, Harry não teve que lidar com sentimentos de culpa, ao deixar para trás esta família. Pode-se pensar em Melanie Klein, que enfatiza o objeto bom e o objeto mau. O objeto bom é representado pela família de origem de Harry que é refletida no Espelho de Ojesed, no qual é projetado o desejo de Harry, ou seja, a sua família idealizada, que contribuiu para a formação do psiquismo de Harry Potter, através dos aspectos positivos que ela transmitiu para o filho, como: a herança da magia como legado e identidade familiar, a herança financeira como a garantia do futuro e também como prova do amor, da preocupação pelo bem-estar e segurança do filho. O objeto mau é representado pela família substituta, pela forma como esta o trata, desvalorizando-o e desqualificando-o como ser humano, cujos desejos e necessidades são negados.

Segundo Bettelheim, “…. não há objeto mais adequado para pensamentos de vingança do que a pessoa que usurpou o lugar dos pais: na estória de fadas, um pai substitutivo. Se damos curso a fantasias repreensíveis de vingança contra o usurpador malvado, não há razão para sentimentos de culpa, ou temermos uma retaliação , por que aquela figura claramente merece isto. Frente à objeção de que os pensamentos de vingança são imorais e de que a criança não deveria tê-los, devemos frisar que a idéia de que não se deve ter certas fantasias nunca impediu as pessoas de tê-las. Apenas baniu-se para o inconsciente onde o dano resultante para a vida mental é muito maior. Assim, a estória de fadas permite à criança ter o melhor dos dois mundos: pode engajar-se e fluir integralmente das fantasias de vingança contra o pai postiço da estória, sem qualquer culpa ou medo em relação ao pai verdadeiro.”(p.165)

Em todo o processo de adolescência normal, existe o desejo ambivalente de pertencer e não pertencer. Ao mesmo tempo em que o adolescente ama ele também odeia, o que gera enorme conflito. Em Harry Potter este dilema é solucionado através da dissociação (objeto bom e objeto mal) . Na vida real isto não tem como acontecer, ao menos conscientemente, pois o jovem precisa saber lidar com os aspectos bons e maus, seus e de sua família. Ele precisa integrar o lado bom e mau de sua família, e também os seus, o que pode gerar muitos conflitos. Uma das tarefas básicas da adolescência é a busca de uma identidade, o que implica no desprendimento do grupo familiar. Para conquistar esta identidade o jovem se afasta da família, e busca no grupo de iguais, com quem se identifica, a força necessária e o espaço para poder se construir. Todo este processo pode gerar muitos conflitos. Para Harry esta passagem é tranqüila, retratando apenas os ganhos que ele tem com a saída do lar,e como o conto de fadas nos fala de forma simbólica, ele pode afastar-se sem culpa desta família .

Também os personagens centrais da estória, Harry Potter e Lord Voldemort, retratam os dois lados, o bom e o mal. Para Bettelheim, “O conto de fadas nos ajuda a entendermo-nos melhor, já que na estória os dois lados de nossa ambivalência são isolados e projetados em personagens diferentes.”(p. 107) Assim o personagem Harry Potter simboliza o lado bom , enquanto que o Lord Voldemort, simboliza o lado mal. Na estória, existe a dúvida e o mistério sobre o que une Harry a Lord Voldemort, pois as varinhas mágicas dos dois são as únicas feitas pela pena da mesma fênix e ambos tem poderes semelhantes. Mas Harry vence Lord Voldemort, desde bebê, nos mostrando que o bem deve vencer o mal. É curioso pensarmos que ninguém fala o nome de Voldemort, e sim, Aquele-Que-Não-Se-Deve-Nomear. Pode-se pensar que sejam as coisas, sentimentos e afetos negativos, que tanto rechaçamos e reprimimos.

Quando a criança identifica-se com o herói da estória, no caso o bruxo Harry Potter, ela “pode-se compensar – em fantasia e através da identificação- de todas as inadequações, reais ou imaginárias, do seu próprio corpo. Pode fantasiar que ela também, como o herói, pode escalar o céu, derrotar gigantes, mudar sua aparência, tornar-se a pessoa mais poderosa ou a mais bonita – em resumo, fazer seu corpo ser e efetuar tudo o que uma criança possivelmente poderia almejar. Depois que seus desejos mais grandiosos foram satisfeitos em fantasia, a criança fica mais em paz com seu corpo tal como é na realidade”.(p.73) Um dos motivos mais apontados em nossa pesquisa sobre o porquê do sucesso de Harry Potter, foi o fato de ele conseguir superar os obstáculos. No dia-a-dia de nossas crianças e adolescentes, vários são os obstáculos e desafios a serem enfrentados, e identificando-se com o herói vencedor, a criança pode em fantasia, sentir que ela também conseguirá vencer suas dificuldades.

Bettelheim cita Tolkien que descreve as facetas necessárias para um bom conto de fadas. Ele cita a fantasia, recuperação, escape e consolo. Falando do final feliz, diz ser extremamente importante, pois dá a esperança de que ela também poderá se desvencilhar dos seus desesperos. Esta seqüência acontece na estória de Harry Potter.

Com a entrada no mundo exterior a criança dá-se conta das limitações dela e de seus pais. Bettelheim assinala que “Quando isto sucede, os novos desafios apresentados à criança por suas experiências mais amplas são tão esmagadores, e sua capacidade de efetuar estas coisas novas e resolver os problemas suscitados por seus passos em direção à independência são tão pequenas, que ela necessita recorrer à fantasia como satisfação, para não ceder ao desespero.”(p.156). Assim, a criança necessita desenvolver a capacidade para desenvolver fantasias para ultrapassar o presente e alcançar o futuro, o que torna suportáveis as frustrações experimentadas na realidade. Desta forma, quando a criança é capaz de fantasiar (imaginar), surge uma solução para o seu presente, por que estabelecida a esperança no futuro, as dificuldades do presente tornam-se mais suportáveis.

A adolescência se caracteriza basicamente pela busca por uma identidade, é como vamos nos apresentar ao mundo. Para Harry Potter é neste momento que ele descobre seu passado. De uma hora para outra ele deixa de ser um menino rejeitado e passa a ser alguém com poderes especiais, um bruxo.

Assim como na nossa realidade, o adolescente busca seu grupo de iguais, para se auto-afirmar , incorporando falas, vestes, maneiras de ser e agir, também Harry Potter ao se identificar como bruxo, introjeta um novo padrão de comportamento, compatível com seu grupo de iguais. Desta forma ele se fortalece, para prosseguir em busca de sua maturidade e identidade.

Quando pensamos na escola de Hogwarts, que tem no curso de magia 6 anos de duração, podemos pensar que é este o tempo que o jovem necessita para poder se tornar um bruxo. Na nossa sociedade, este ponto corresponde ao fim do ensino médio, e é quando se espera que o jovem esteja pronto para definir o que vai ser quando adulto, ou seja, para gerenciar a própria vida. Observa-se também que, ao final dos 6 anos de estudos na escola de magia, o jovem estará pronto para enfrentar a vida, muito diferente do que acontece nos dias atuais, quando o jovem não tem esta definição clara, nem espaço para trabalho, o que normalmente prolonga a sua adolescência, ou dependência dos pais, podendo gerar conflitos pessoais e familiares.

Quando falamos em busca de uma identidade, podemos pensar na integração do nosso mundo interno.

Dentro da Escola de Hogwarts, Harry Potter pertence à Casa de Grifinória, que tem características próprias, diferentes das outras casas (Sonserina, Lufa-lufa e Cornival). No seu grupo, Harry se relaciona basicamente com mais dois personagens : Rony e Hermione.

Para Bettelheim, “O número três nos contos de fadas parece referir-se freqüentemente ao que é encarado em psicanálise como os três aspectos da mente: id, ego e superego”.(p.131) Na estória, pode-se pensar que cada um dos três personagens representa um dos aspectos do nosso aparelho psíquico: Harry parece retratar o Id, com sua impulsividade, desatenção, superação, a quebra das regras, etc; Hermione representa o Superego, pois é ela quem conhece as regras, o certo e o errado, e é quem sempre questiona se deve ou não fazer determinadas coisas, é a certinha, a estudiosa ; e Rony parece representar o meio termo, o Ego, é ele quem tenta conciliar as diferenças entre Harry e Hermione .

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O ser humano, também necessita integrar estes aspectos, para que ele possa usufruir de uma boa saúde mental e relacional. O adolescente, cada vez mais cedo, começa a querer se mostrar como ele é, e isto implica em conciliar as exigências do id, ego e superego. O pensamento mágico, a realidade, os valores, o certo e o errado. Todos estes aspectos precisam ser integrados, para que o jovem consiga enfrentar os seus obstáculos, os seus desafios, que tanto podem ser internos como externos. Isto vale tanto pra o adolescente como para a criança, e por que não dizer, para o adulto.

Na estória de Harry Potter, todos pudemos nos identificar um pouco, pois todos temos um pouco desta estória. Obstáculos a superar, amigos a conquistar, fantasmas internos a enfrentar, sentimentos de rejeição e inadequação a elaborar, coisas boas e ruins a conciliar, problemas familiares, afetivos e emocionais, pois tudo isso torna-se necessário para nos tornarmos pessoas sadias e humanas, em constante processo de formação e reconstrução.

Poderíamos dizer que muitas vezes, para conseguirmos tudo isto precisaríamos ser mágicos. E que assim como na estória de Harry Potter, também a nossa estória tivesse um final feliz. Esta é a esperança que Harry Potter nos dá.

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