Sempre é tempo de aprender

Dias atrás, me emocionei ao ver uma foto de 1975, postada no Facebook, de um curso de fotografia feito na CACT de Estrela/RS. Na época, flertava com o jornalismo. Acabei cursando Psicologia, mas muito do que aprendi naquele curso, uso até hoje. O olhar artístico, as diferentes perspectivas, o enquadre … detalhes que fazem diferença no modo de ver e retratar o mundo.

IMG-5027Hoje sei que é a necessidade quem dita o que aprender e o que fazer. Me especializei o quanto pude como profissional, mãe, esposa, amiga, dona de casa … e  continuo sempre, buscando novos saberes e entendimentos. Da mais saborosa bananada ao raku mais perfeito. O que é raku? Vou aprender, depois falo.

Em 2006, ao dar um tempo na carreira profissional e me dedicar ao casamento, decidi fazer tudo que nunca tive nem tempo, nem recursos financeiros. Além de preencher e dar sentido ao meu momento de vida, atendia uma meta traçada ao desembarcar em São Paulo: encher a bagagem de  todo conhecimento possível.

Os últimos anos me mostraram o quanto aprender faz bem para a saúde e para o cérebro. Depressão e Alzheimer recuam frente às novidades. Costumo dizer que o  cérebro é meu músculo mais sarado. Aprender faz parte desta malhação. Tem assuntos que mergulho fundo. Outros, me contento com o básico. Tem assunto que engaveto, pois sei que não vou levar adiante. O básico me fartou. Sou da opinião que devemos experimentar pra saber se vamos gostar. Foi assim com o Patchwork e a Psicopedagogia. Prazer, fomos apresentados!!!! Apenas isso. Não rolou nenhum tipo de atração, que dirá, paixão. Quando quero, compro as peças de patchwork. Quanto à Psicopedagogia, tenho alguns bons nomes na minha lista de contatos.

Assim, depois de finalizar a especialização em Arteterapia, surgiu a vontade de conhecer o universo da cerâmica e do desenho. Na cerâmica ando me desdobrando, e só não fui ao limite e aos extremos, pois não encontrei grande parte das ferramentas necessárias e tenho consciência do quanto falta para que eu possa me aventurar sozinha em algumas modelagens e peças, sem o risco  de perder todo o trabalho e material. Fazer cerâmica é muito mais difícil e complicado do que parece. Nesta semana iniciei meus primeiros trabalhos (inacabados) com placa cerâmica e carimbo: são porta-colheres e porta-incensos. Por enquanto. Aliás, a lista de trabalhos inacabados está aumentando consideravelmente. Depois de queimar as peças, vai chegar a hora de esmaltar e dar acabamento final. Assunto para outro post.

 

Já o interesse por desenhos vem do tempo de menina. Conversando com uma profissional da literatura (que diagramou e preparou o livro Os Segredos de Serena) ela sugeriu que contratássemos um ilustrador para meu novo livro. A ideia é editar um livro de arte e poesia, com fotos, gravuras, texturas, enfim … Com o orçamento em mãos, a certeza de que a hora de aprender a desenhar havia chegado. Comprei um curso básico (eudesenho.com) de desenho para iniciantes na internet. Meu primeiro curso online. Catei lápis, borracha, apontador e folhas de papel sulfite usadas. Tudo absolutamente amador. Todos os dias, reservo um tempinho pra rabiscar desenhos, assistir tutoriais no YouTube e praticar os temas apresentados na aula. Que sejam 15 minutinhos, enquanto estico o esqueleto.

 

Felicíssima pelas árvores e xícaras de café que ando desenhando. Se continuar assim, viro ilustradora do meu próximo livro.

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