Os lugares de 2017

Neste ano, revisitar lugares vistos no decorrer de toda uma vida, aconteceu quase que por acaso. Assim como eu, alguns lugares surpreenderam, outros decepcionaram. Foz do Iguaçu (PR) foi uma grata surpresa. A infra-estrutura do parque é coisa de primeiro mundo. E as cataratas, únicas também. Já o Itaimbezinho (RS), decepcionou. Há 22 anos, quando conheci a região dos Canyons, a paisagem exuberante era selvagem e o acesso ao canyon feito com carro próprio. Hoje, a impressão é de abandono e pouco interesse na exploração e melhorias do local. Uma pena! O Canyon Fortaleza (RS), ainda rústico e selvagem, encheu os olhos e a alma de emoção. Macapá (AP) ainda é pobre, mas o Rio Amazonas, sempre majestoso, compensou. Até banho tomei nas águas mornas em praia de areias negras! Pra quem não sabe o Marco Zero cruza a cidade de Macapá, no Amapá.  Aquele por onde passa a Linha do Equador. Em Belém (PA), sujeira e pobreza. Mas, o que dizer dos sucos? Das frutas? E da comida? Simplesmente, divinas. Ver o peso, Icoaraci e a Estação das Docas, os pontos turísticos visitados. Faltou, porque sempre falta ver algo. O que fazer quando o calor e a umidade intimidam até o mais intrépido turista? Deixar para outra vez. O Cactário Horst, em Imigrante (RS), o maior de toda America Latina é sempre uma visita inesquecível. Assim como a serra e o litoral catarinense (Jurerê e Serra do Rio do Rastro) minha querida Colinas (RS), a fazenda dos amigos(SC), o Parque Ibirapuera (SP). O mundo, esta enorme aldeia global. Um mosaico de possibilidades.

Pensando nos passeios e viagens que fiz, lembrei de um conto africano:

“Certo dia, um índio viajou de trem pela primeira vez na vida. Ao chegar ao seu destino, a última estação do trem, ele desceu, se sentou num banco e ali ficou por horas a fio, sem se mover. Um senhor que trabalhava por ali, intrigado com aquele índio sentado há horas no mesmo banco, aproximou-se e perguntou o porquê dele estar ali sem fazer nada. Então, o índio, com aquela calma, típica dos serenos, respondeu que ele não estava sem fazer nada. Que como a viagem tinha sido muito rápida, ele  estava esperando a sua alma, que ainda não havia chegado.”

Creio que minha alma esteja por aí. Me procurando. Me buscando. Pronta pra se perder de novo. Afinal a grande viagem do ano ainda está por vir.

Assim como o ano que finda, viagens são um convite para a distração e o desencontro. Hora de desacelerar e se inteirar.

 

 

 

 

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