Neve, de Orhan Pamuk

A caminho de Santiago, do Chile, o livro de bordo foi “Neve” de Orhan Pamuk. Um livro antigo, começado e recomeçado tantas vezes, que nem a viagem a Oukland, e o eterno desconforto de carregar malas pesadas, me impediu de levá-lo e terminá-lo. Não queria correr o risco de esquecer o enredo se o deixasse em casa para ler no meu retorno. O tema central remete ao islamismo, e a passagem de Ka, um poeta turco radicado na Alemanha, por Kars, cidade a mais ou menos, 100Km de Istambul. Depois de uma nevasca, um golpe militar acontece na cidade, várias pessoas são assassinadas, e o poeta, se vê envolvido nas artimanhas políticas, típicas do fanatismo religioso e a eterna contradição entre o Oriente e o Ocidente.

Chamou minha atenção a forma como a história foi contada. Presente, passado e futuro, primeira e terceira pessoa, vão intercalando os capítulos do início ao fim. O texto, profundo e extremamente detalhista, mostra o quanto o autor conhece o islamismo e a realidade descrita em “Neve”.

Enfim, dos livros listados para uma releitura em 2017, mais um foi ticado. Continuam faltando Virgínia Woolf e Proust. 2018 os aguardam.

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