Os vinhos da Nova Zelândia

Gostar de vinho quase todo mundo gosta. Pelo menos deveria gostar.

Afinal, além de gostoso, o vinho é reconhecidamente, uma bebida saudável. Quase um remédio para o corpo e a alma. Dadas as proporções, uma taça diária de vinho faz bem e vai bem em praticamente todas as refeições. Desde uma simples tábua de frios até um jantar mais elaborado.

É perfeito a sós, a dois, em grupo. Vai bem no inverno e no verão. E tem, pra todos os gostos. A diversidade de cepas e sabores é astronômica.

Anos atrás, descobri que meus antepassados alemães, a família von Brentano, fabricava o vinho von Brentano às margens do Rio Reno, em Winkel, próximo a Rudisheim, 60 Km de Frankfurt). Na casa de campo da família, a Brentano’s Haus, o vinhedo denuncia o DNA da família.

Possivelmente meu primeiro contato com o vinho tenha sido através do meu avô, Eugênio Brentano, que bebia religiosamente, um pequeno “schluck” (que é como ele chamava seu pequeno copo de vinho de garrafão) tanto no almoço, quanto no jantar. Menina ainda, nos Natais e Kerbs, bebia “sangari” (vinho misturado com água gelada e açúcar). Era a Coca-Cola das festas. Adulta, conheci os vinhos Aliança, Sangue de Boi, Malvasia de Candia da Granja União, e outros tantos. Felizmente, esquecidos.

Felizmente também, assim como acontece com tudo aquilo em que investimos, meu paladar e gosto pelos vinhos foi e continua evoluindo. De uns 15 anos para cá, o consumo, a curiosidade e o apreço pela bebida teve saltos quânticos. A ponto de hoje participarmos de degustações frequentes e organizarmos viagens para conhecer os melhores vinhos. Foi neste embalo que conhecemos Napa Valley – na Califórnia (EUA), os vinhos da França, Austrália, Itália e África do Sul. Também no quesito evolução, nossas viagens etílicas, tem melhorado consideravelmente. Tanto em qualidade quanto em quantidade.

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Quando decidimos viajar pela Nova Zelândia, reservamos alguns dias para conhecer as regiões vinícolas e seus melhores vinhos. Conhecendo a fama, o sabor e o aroma dos sauvignons blancs neozelandeses, pesquisamos o necessário para desfrutarmos do passeio e da bebida. Além do Goooogle, o livro “1000 vinhos para beber antes de morrer” fornece informações preciosas sobre os melhores vinhos (brancos, tintos e rosês) ao redor do planeta. Sublinhamos os que queríamos degustar, escolhemos as vinícolas que ficavam no caminho das atrações turísticas elencadas e organizamos nossas visitas. Na Ilha Norte, em Hawke’s Bay , vale citar a Vinícola Graggy Range. Não pelo vinho, mas pelas instalações e a vista do Te Mata Peak (montanha semelhante a Table Montain em Cape Town – África do Sul).

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A região vinícola mais famosa é Marlborough, na Ilha Sul. Entre plantações de cerejas, morangos e framboesas, é possível alugar bicicletas e fazer as degustações pedalando. O terreno é plano e as ciclovias foram pensadas para circular entre os vinhedos e as vinícolas. Nos hospedamos em Blenheim e percorremos o Marlborough Wine Trail onde conhecemos as vinícolas Saint Clair, Hunter’s, Nº 1 Family Estate, Glesen, Nautilus Estate, Forrest,, Wairau River, Cloudy Bay e Villa Maria. 9 vinícolas em dois dias.

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De lá fomos para Cromwell, região de vinhos de Central Otago. Rodamos por Bannockburn (Wines Mt Difficulty), Cromwell (Wooing Tree Vineyard) e a região encantadora de Gibbston (Mt Rosa Wines, Peregrine Wines, Gibbston Valley Wines e Amisfield Winery & Bistro)

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Também aí é possível conhecer as vinícolas pedalando. A paisagem é inesquecível, as vinícolas estilosas, os jardins simpáticos, e o vinho, maravilhosamente, jovem.

 

 

 

 

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