Amor Líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos – Zygmunt Bauman

Acabo de ler o super indicado Amor Líquido – sobre a fragilidade dos laços humanos de Zygmunt Bauman. O livro é tudo isso que falaram sim. Por isso vou ter de relê-lo num outro momento, porque na beira da piscina, com o sol martelando a cabeça e o calor sufocando o raciocínio, tenho de reconhecer que muitas passagens simplesmente passaram, apesar do apito estridente da importância do lido e não assimilado. Por isso o livro vai ficar quietinho ao lado do irmão “Modernidade Líquida”, do mesmo autor, para serem lidos juntos. Num outro momento. No inverno, talvez.

Entre os vários trechos riscados, páginas dobradas, cito o trecho da página 25 do capítulo 1. Apaixonar-se e desapaixonar-se:

“ Se o desejo quer consumir, o amor quer possuir. Enquanto a realização do desejo coincide com a aniquilação de seu objeto, o amor cresce com a aquisição deste e se realiza na sua durabilidade. Se o desejo se autodestrói, o amor se autoperpetua.

Tal como o desejo, o amor é uma ameaça ao seu objeto. O desejo destrói seu objeto, destruindo a si mesmo neste processo; a rede protetora carinhosamente tecida pelo amor em torno de seu objeto escraviza esse objeto. O amor aprisiona e coloca o detido em custódia. Ele prende para proteger o prisioneiro.”

É nesta toada que o livro segue denso e profundo, extremamente bem fundamentado e comentado, abordando temas atualíssimos como migração humana, verdade, amor, casamento, relacionamentos humanos, humanidade, globalização. Vale leitura e releitura.

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