O que li em janeiro

  1. Claraboia – José Saramago
  2. Consciência à flor da Pele – John Updike
  3. O formigueiro – Ferreira Gullar
  4. Primeiro Caderno do alumno de poesia – Oswald de Andrade
  5. A crise da meia-idade feminina – Sue Shellenbarger
  6. A revolução das plantas – Stefano Mancuso
  7. A consciência de Zeno – Ítalo Svevo

Iniciei 2021, sem querer, com uma releitura. “Claraboia” de José Saramago. 

“Consciência à flor da pele” de John Ukdike foi recomendado em alguma aula de Escrita Criativa, tipo autobiografia de ficção, algo do gênero. Comprei o livro na Estante Virtual, e tirando alguns capítulos entediantes (a carta aos netos com a Árvore Genealógica da família) gostei de saber sobre o autor e a maneira como ele aborda questões familiares e de saúde pessoais. Interessante a narrativa literária que a história de cada um pode render, e sim, fiquei divagando sobre quais momentos meus eu escreveria num formato de auto-ficção, um gênero literário ainda muito atual.

“O Formigueiro” de Ferreira Gullar me surpreendeu pela  criatividade da apresentação de uma única poesia curta, distribuída de forma aleatória, feito um formigueiro. Uma brincadeira interessante. Leitura de 15 minutos. Ideia de arte e poesia. Chamo este estilo de leitura, de livro de respiração. Leve e lindo. De fácil digestão e pouca inquietação.

“O primeiro Caderno do alumno de poesia” de Oswald de Andrade aborda a garatuja poética do escritor. O começo da poesia e ilustrações de Tarsilla do Amaral. Um pouco da história da poesia. Tanto “O Formigueiro” como o “Primeiro caderno do alumno de poesia” são livros de arte pra colocar na mesa de centro ou de apoio da sala principal, pra ler e curtir numa sentada.

Já o livro de Sue Shellenbarger  “A crise da meia-idade feminina” pode ser classificado como livro de autoajuda. Este vai para a lista dos que indico e prescrevo. Li e adorei a perspectiva da autora que tira de cena a relação meia-idade/menopausa X velhice. Renovação e reinvenção de si mesma é o que melhor define a mulher madura. Um texto leve e divertido, tendo a teoria junguiana como lastro. “Shellenbarger delineia seis arquétipos – a Aventureira, a Amante, a Líder, a Artista, a Jardineira e a Buscadora -, que enfrentam a crise da meia-idade de seis maneiras – Explosão Sônica, Moderada, Queima Lenta, Fogo de Palha, Ataque de Fúria e Início Adiado. Contrariando a sabedoria popular, ela afirma que, na meia-idade, as energias vitais de alegria, sexualidade e autodescoberta estão borbulhando dentro das mulheres, de maneira mais poderosa e convincente do que nunca.” (texto da contra-capa).

“A revolução das plantas” de Stefano Mancuso aborda o universo das plantas de forma única: nos apresenta as plantas como seres inteligentes cuja autonomia energética liga-se a uma arquitetura cooperativa, sem centros de comando (cérebro), com capacidade de aprender, se comunicar e memorizar. Enquanto os animais (aí incluídos os humanos) se movimentaram para sobreviver desde os primórdios da humanidade, as plantas optaram por ficar paradas (tipo os Ents do clássico e famoso Senhor dos Anéis); enquanto os animais são rápidos, as plantas são lentas; animais consomem, plantas produzem; animais geram CO2, as plantas fixam CO2 … e assim por diante. Muitas das soluções desenvolvidas pelas plantas são o oposto das criadas pelo mundo animal. Sem dúvida, a leitura faz pensar e refletir. E o universo da flora começa a ser percebido de um jeito novo e impressionante. Além de sacadas geniais, o livro aborda pesquisas a nível espacial e mostra o quão vivas e participativas as plantas podem ser. Engana-se quem pensa que as plantas são meros detalhes paisagísticos e decorativos.

Finalizando o mês “A consciência de Zeno” de Ítalo Svevo. 

15 páginas lidas já é um começo. 

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