Uma dádiva

Outono quente e barulhento em Jurerê.

Caminhar tem sido uma dádiva,

física e mental.

Pés na areia molhada, água gelada, olhos vidrados no mar.

Na maré baixa as conchas passeiam na orla, 

entre elas, 

um presente inesperado. 

Uma argonauta cor de laranja.

Me dobro em duas e a acalento nas mãos. Obrigada marzão.

Hoje, este marzão mais parece uma lagoa azul.

Os caminhantes são poucos, 

alguns de máscara,

outros não.

Todos atentos à direção e ao caminho.

Olhamo-nos. Desviamo-nos. 

Assim caminha a humanidade em tempos de COVID19.

O mar, a areia, os peixes, as conchas, as pedras, os pássaros … Estes

tem sido meus parceiros de caminhada.

Uma dádiva.

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