Preparando o Natal 2018

Fazem 5 anos que vivo à beira mar entre o calor e as ondas, entre as gaivotas e as conchas. Desde o primeiro Natal, em 2013, imaginava como seria fazer um Natal bem praiano. Nada a ver com o excesso de vermelhos e verdes e Papai Noeis da Lapônia. Queria os tons de areia e mar vestindo a casa de praia na temperatura de verão em pleno Natal. Como ainda faltam aproximadamente 50 dias para o dia 25 de dezembro, arregacei as mangas e comecei a preparar nosso primeiro Natal Praiano: conchas recolhidas na orla de Jurerê, bolas de isopor antigas (dá pra imaginar que aprendi a fazer bolas de isopor revestidas de tecido? Hora de reciclar!!!) e cola quente. Fácil e rápido. O problema são os dedos: Não tem como, de vez em quando, não encostar na cola quente e fsfsfsfsfsfs a pele ficar sapecada e dolorida.

Bola de concha 1

Além das bolas natalinas, pinheiros, adornos, pingentes e um universo de possibilidades começa a ganhar vida.

Pinheiro conhas

Aromatização de Azeites

Dias atrás participei de um workshop de aromatização de azeites. Simples, fácil e rápido de fazer.

Há diversos processos para aromatizar azeites. Alguns  contemplam o aquecimento do azeite, outros não.  Uma das formas de elaboração que confere rapidez e simplicidade na preparação é aquecendo o azeite, com a posterior imersão do ingrediente desejado, seguido de descanso.

azeite 2

Azeite aromatizado com laranja Bahia ou Umbigo.

Ingredientes:

– 200 ml (aproximadamente uma xícara de chá) de azeite de oliva extra virgem (pode ser um bem barato). São recomendados azeites das variedades Arbequina (espanhola), Galega (portuguesa), Taggiasca (italiana) ou outros azeites suaves;

– Casca de três laranjas da variedade “bahia”ou “umbigo”, previamente lavada e seca. Corte bem fino, evitando deixar uma grande quantidade da parte branca na casca, pois o azeite poderá ficar um pouco amargo.

Rendimento: 200 ml

Dicas:

. Harmonização: Ideal para usar em aves, peixes, cordeiro, carne de porco, saladas verdes, saladas de frutas e como cobertura em sorvete de creme.

. Caso desejar uma nota de azeite mais neutra, substitua o azeite extra virgem por um azeite de oliva de boa qualidade.

Modo de Preparo

  1. Aqueça o azeite em fogo baixo até aproximadamente 100°C, tomando muito cuidado para não deixar queimar. Caso não tenha um termômetro culinário apropriado, você vai observar que quando o azeite começa a apresentar um movimento de leves “ondas” na panela é indicativo de que a temperatura está adequada;
  2. Quando o azeite estiver na temperatura adequada, adicione as cascas das laranjas. Você vai observar a formação de pequenas “bolhinhas”. Desligue o fogo imediatamente e deixe ”curtindo” até esfriar. Após atingir a temperatura ambiente coloque na geladeira e aguarde aproximadamente 4 horas antes de consumir;
  3. Retirar a casca da laranja usada para aromatizar;
  4. Guardar o azeite em garrafa de vidro esterilizada e bem seca, de preferência na geladeira. Consumir em até 15 dias.

Atenção: Após lavada a laranja (ou qualquer outro ingrediente que venha a utilizar para aromatizar o azeite), secar bem para evitar a presença de água, que em contato com o azeite quente pode “espirrar” o azeite e causar queimaduras.

azeite 3

Outros ingredientes que podem ser utilizados para aromatização de azeite:

MANJERICÃO: Utilizando sempre o mesmo procedimento, substitua a laranja, e utilize as folhas de três ramos de manjericão fresco, separados dos caules, após lavado e bem seco; ou 3 LIMÕES SICILIANOS; ou PIMENTA DEDO-DE MOÇA; ou CANELA; ou ALECRIM; ou qualquer ingrediente de sua preferência. Há quem goste de utilizar FOLHAS DE ERVA-MATE. É importante salientar a necessidade de lavar e secar bem, para evitar que respingue durante a breve fritura no azeite.

Uma excentricidade digna de nota é a utilização do azeite aromatizado com limão siciliano como cobertura no sorvete de creme. Ou, o azeite aromatizado com pimenta como cobertura de sorvete de chocolate. Sublime!!!!!!

Azeite 1

 

 

 

Assumindo os cabelos brancos 2

Bem que tentei!!!

Não consegui. Fracassei.

(pela segunda vez)

Fui precipitada, apressei o processo,

descolori o cabelo.

Me transformei

– em poucas horas –

numa vovó de cabelos brancos esturricados e mal cortados.

Fica a dica:

quando decidir assumir seus cabelos brancos,

relaxe e espere pacientemente.

A natureza tem seu tempo.

Respeite-os:

o tempo, a natureza e seus cabelos.

 

 

Assumindo os cabelos brancos

Difícil precisar o que determinou a decisão de assumir meus cabelos brancos. Um misto de rebeldia e maturidade me parecem bem pertinentes. Também a constatação de que ficaria careca se não parasse de intoxicar meu couro cabeludo – a cada 15/21 dias. A coceira pós-retoque me alertava sobre os riscos da química das tinturas de cabelo. Afinal, se mulher grávida não pode pintar o cabelo porque faz mal ao bebê, o que nos garante que não faz mal para a própria mulher? Sem contar a estranha e ininteligível necessidade de solidificar um novo visual que retrate exatamente este novo momento de vida. Sim, o corpo fala. Foram 22 anos ininterruptos pintando as madeixas.

O processo tem seus dias!! Alguns mais penosos que outros. Mais fácil seria cortar os cabelos bem curtinhos ao estilo Sandra Annemberg. Se às vezes, nem eu me reconheço com os cabelos brancos, com eles ainda curtos, me sentiria uma E.T.

Por enquanto, não. Ainda não.

Desde que me conheço como gente, sempre usei cabelo escuro: castanho ou acaju borgonha. Mesmo tendo pele e olhos claros, minha alma e essência, nunca/jamais foram loiras. Prateada? Quem sabe. Loira não. Mas, estar loira, faz parte deste processo.

A primeira foto deste mosaico foi tirada no dia do meu aniversário de 55 anos. Um mês  depois, em junho de 2017, a certeza de que o momento de assumir os cabelos brancos/grisalhos havia chegado. Depois de 45 dias sem retocar as raízes fui cabeleireiro. Na primeira etapa descolori os cabelos e cortei uns 15 cm do fio. Ficou horroroso. Suportei o espelho e os comentários lendo blogs e fotos que tratavam do assunto: A Revolução Grisalha.

Fiz uma segunda descoloração. De novo não ficou legal. Definimos como projeto viável e suportável esquecer as descolorações e fazer mechas com um tonalizante mais escuro, usado no cabelo masculino. Além de adotar uma máscara roxa ao invés de shampoo  e  condicionador comum, a cada lavagem de cabelo. Por enquanto estou sobrevivendo.

E sempre que a vontade é recair e lambuzar o cabelo com a tintura acaju borgonha, marco cabeleireiro pra fazer uma hidratação profunda e escova. Nada que mãos habilidosas não transformem.

O importante é se manter firme. E caso no final do processo o resultado não for o que imaginei, um universo de cores me aguarda. Abaixo alguns cabelos grisalhos que servem de referência e estímulo para seguir em frente. Com saúde e liberdade.

Caponata Siciliana

Pra inaugurar uma nova Categoria – em Coisas de Mulher – Forno e fogão – uma delícia de gostosura. A caponata é perfeita como um tira gosto agridoce. Leve, fácil e rápida de fazer.

caponata-siciliana

Ingredientes:

  • 3 beringelas médias com casca, cortadas em tirinhas
  • 2 cebolas cortadas em rodelas finas
  • 3 dentes de alho picados
  • ¾ xícara de azeite de oliva
  • 1 pimenta dedo de moça picada
  • casca ralada de meio limão siciliano
  • sal a gosto
  • 2 colher (sopa) de açúcar
  • ½ xícara de uva passa preta
  • ¼ xícara de vinagre branco
  • Fatias de pão ou torradinhas para acompanhar

Modo de fazer:

            Em uma frigideira grande, leve ao fogo médio as berinjelas, cebolas, alho e o azeite. Deixe cozinhar durante uns 15 minutos, mexendo de vez em quando. Quando a berinjela ficar levemente macia, acrescente os ingredientes restantes e cozinhe mais alguns minutos. Deixe esfriar. Sirva sobre fatias de pão ou torradinhas.

            OBS: Esta caponata deve ser guardada no refrigerador.

                    O prazo para consumo é de 7 a 10 dias.

                   Depois de pronta, talvez precise regular o tempero.

caponata

Se preferir, pode amassar com um garfo pra ficar tipo patê.