Menopausa

Um texto técnico. Uma palestra.

A Menopausa é usada como sinônimo de Climatério: período de transição entre o período reprodutivo e o fim da fertilidade feminina. A menopausa, nada mais é, do que o ultima menstruação da vida da mulher. Cada mulher viverá de forma individual esta fase, pois existem vários fatores que influenciam a intensidade dos sintomas: são causas físicas, emocionais e culturais.

Porque acontece a menopausa?

Todos os animais apresentam fertilidade decrescente ao ficarem mais velhos. Porem, outros mamíferos podem gerar filhotes ate o final da vida. Os seres humanos, pelo contrario, passam cerca de 25/30 anos, em estado completamente não produtivo. Provavelmente isto acontece porque os bebês humanos necessitam de uma criação mais demorada. A função da menstruação é tornar a mulher apta a gerar filhos. Após uma vida reprodutiva de aproximadamente 35 anos, os ovários param de funcionar. Isto acontece numa época em que a mulher não é mais física nem emocionalmente preparada para ter filhos.

Porque os ovários param de funcionar?

Os ovários são glândulas sexuais femininas, localizados nos dois lados do útero. Apesar de pequenas, são uma poderosa fonte hormonal. Durante os anos férteis, os ovários produzem grandes quantidades de estrógeno e progesterona. Estes dois hormônios sexuais governam o ciclo menstrual feminino. Quando o fornecimento cíclico é perturbado, como nos anos anteriores `a menopausa, a mulher começa a sofrer irregularidades menstruais.

O que são os hormônios?

Os hormônios são mensageiros químicos, produzidos pelas glândulas endócrinas. As secreções destas glândulas regem o desenvolvimento sexual feminino e masculino. Homens e mulheres tem glândulas endócrinas: na mulher são os ovários. No homem, os testículos. O hormônio feminino por excelência é o estrógeno. Ele transforma a menina em mulher e é secretado pelos ovários. A progesterona é o hormônio que espessa as paredes do útero preparando-o para a gravidez. Some depois da menopausa, enquanto que o estrógeno cai a níveis bem reduzidos.

Existe menopausa masculina?

Não. Absolutamente não. O termo menopausa masculina – ou andropausa – refere-se apenas `as mudanças emocionais que o homem enfrenta nesta idade. Na mulher, além das mudanças emocionais, ocorrem profundas alterações hormonais, com sintomas típicos. Quando a mulher nasce, estão armazenados no interior de seus ovários todos os óvulos que ela vai liberar ao longo da vida, durante os ciclos menstruais. No climatério a reserva se esgotou e ela se torna totalmente estéril, enquanto o homem, é capaz de produzir esperma toda vez que ejacula.

Deduz-se assim que a menopausa acontece devido `a diminuição dos níveis de estrógeno no organismo feminino a níveis tão baixos, impossibilitando a menstruação. Esta redução do estrógeno pode ocorrer de forma natural, ou de forma artificial – em qualquer idade – decorrente de cirurgia de retirada dos dois ovários ou do útero (histerectomia). Normalmente a menopausa acontece entre os 45/55 anos. Como a expectativa de vida da mulher gira em torno dos 70/80 anos, significa 25 anos de vida pós menopausa, ou seja, 1/3 de sua vida. Os períodos menstruais tornam-se irregulares, tanto no fluxo quanto no espaçamento de um ciclo para outro. Esta irregularidade pode começar até 10 anos antes da menopausa, ou de uma hora para outra. Outras causas podem provocar a interrupção da menstruação: tensão emocional muito grande, acidente, doença ou gravidez.. Por isso, recomenda-se tomar cuidados durante 2 anos após o ultimo ciclo menstrual.

Os sintomas mais comuns de quem está “nos anos críticos” da menopausa são os fogachos (ondas de calor), perda de umidade e elasticidade da vagina e perda da densidade óssea.

  1. Os fogachos são mais intensos no primeiro e segundo ano, depois somem por completo, num prazo de 5 anos. Não há duas mulheres que sintam da mesma forma este sintoma. Até mesmo a mesma mulher pode sentir de maneira diferente, como pode nem senti-lo. Quando ocorrem `a noite, são chamados de suores noturnos. O sintoma é normal e temporário; desaparece sozinho, sem intervenção medica;
  2. Perda de elasticidade e umidade vaginal: descritos na medicina como atrofia vaginal. Para as mulheres que sofrem deste sintoma aconselha-se o uso de lubrificantes, sexo gentil (por parte do homem, com movimentos não tão agressivos ou vigorosos), e manter-se ativa sexualmente. Uma a duas relações por semana mantem a vagina úmida elástica, mesmo depois da menopausa;
  3. Perda da densidade óssea: a partir dos 35 anos os ossos da mulher começam a perder cálcio. Uma em cada quatro mulheres pode desenvolver a osteoporose, doença que torna os ossos finos e fracos, tornando-os vulneráveis a fraturas.

A partir dos 35 anos, homens e mulheres perdem mais tecido ósseo do que ganham. O inicio é lento e gradual. Até a menopausa a perda é similar entre homens e mulheres. Então, os caminhos se modificam. A queda nos níveis de estrogênio acelera a perda do tecido ósseo, chegando ao dobro da perda depois de passados 5/6 anos de menopausa. Isso não quer dizer que os homens não tenham osteoporose. A proporção é de 8 mulheres para cada homem. Quando a osteoporose surge no homem, normalmente não é tão grave.

A testosterona – hormônio masculino – protege os ossos dos homens, assim como o estrógeno, protege os ossos da mulher. Com a menopausa, a mulher perde esta proteção. Além destes sintomas, outros desconfortos aparecem neste período: dor de cabeça, cansaço, tontura, insônia, instabilidade de humor, palpitações, formigamento nos dedos, falta de ar, aumento de peso, nervosismo, irritabilidade, dor nas articulações … todos estes desconfortos podem resultar da combinação de causas físicas, emocionais e culturais.

Normalmente, a menopausa vem num momento crítico na vida da mulher. O período é de transição, mudanças e muita tensão. Muitas, ao chegar nesta idade perguntam-se “quem sou eu, o que eu fiz da minha vida até agora, estou satisfeita, o que ainda quero da vida?” Sentem que se for para mudar, a hora chegou. Problemas não resolvidos do passado entram em ebulição e clamam por atenção e solução.

Muitas mulheres ficam felizes com a chegada da menopausa por se livrarem da menstruação e do risco de uma gravidez indesejada. Outras entram em desespero, especialmente aquelas que não conseguiram gerar seus próprios filhos. Não foram elas, mas o relógio biológico quem decidiu por elas. A época de procriar acabou.

A menarca e a menopausa ( a primeira e a ultima menstruação) são dois pontos marcantes na vida da mulher. Elas marcam o principio e o termino do período reprodutivo. Diz-se que a reação da menina frente `a menarca será parecida com a reação da mulher madura frente `a menopausa. As mudanças que a mulher experimenta nesta época, a farão reviver inconscientemente os conflitos psicológicos, as duvidas e temores que a mobilizaram em sua adolescência. Além destes sentimentos e emoções, juntam-se outros acontecimentos marcantes:

  1. Síndrome do Ninho Vazio: é a saída dos filhos de casa, deixando um enorme vazio na casa e na vida da mulher. A tendência é a mulher aceitar e reorganizar a própria vida em busca de novos objetivos e fontes de gratificação;
  2. Crise de meia-idade do marido: muitos homens sentem-se deprimidos, irritados, não aceitam o envelhecimento, surgem dificuldades sexuais (impotência), a carreira profissional fica estagnada ou cessa com a chegada da aposentadoria. O casal entra em crise por se culpar mutuamente por falhas e desapontamentos de parte `a parte. Muitos buscam valor e atração em novos parceiros. Casos extraconjugais e pedidos de divorcio são comuns e numerosos neste período. Muitos casais percebem que sobrou muito pouco do relacionamento depois que os filhos vão embora, e decidem se separar.
  3. Movimento oposto: na meia-idade homens e mulheres parecem mover-se em sentidos opostos. O homem tende a tornar-se mais paternal e sensível, enquanto a mulher fica mais segura de si. Comum é o casal perceber que alimenta objetivos diferentes: enquanto o sonho dele é uma aposentadoria precoce, o da mulher é atirar-se aos trancos e barrancos no mundo do trabalho.
  4. Viuvez;
  5. Inversão de papeis com os pais idosos: a filha mulher se vê como arrimo, provedora das necessidades físicas, emocionais e econômicas dos pais. Muitas vezes, ela sente-se dividida entre os pais idosos, a própria família e consigo mesma. A morte dos pais a faz deparar-se sem escudos frente a própria morte.

A menopausa em si é apenas uma das possíveis fontes de tensão na meia-idade. Filhos crescidos, pais idosos, discórdias matrimoniais, divorcio, viuvez, tudo contribui para os sentimentos e desconfortos tão comuns desta idade. Somados a estes fatores, ha ainda a visão pessimista que a sociedade tem da mulher idosa. Nossa cultura valoriza a juventude: mulheres com corpo e rosto bonitos desfilam nas mais diferentes formas de mídias. A mulher de meia-idade é lembrada pelos cabelos grisalhos, rugas, plásticas, resmungona e mal-humorada. Já o homem de meia-idade é visto como atraente, maduro e charmoso.

A questão cultural é muito presente na questão menopausa:

  1. Na Índia, as mulheres da tribo rajput não tem problemas com a menopausa, apenas a suspensão menstrual. Depressão, tonturas, ou quaisquer outros sintomas encontrados em mulheres de culturas ocidentais, não foram relatados. A maior parte das mulheres desta tribo espera ansiosamente pela menopausa, pois a partir de então, poderão fazer visitas desacompanhadas de seus homens, tomar bebida fermentada, conversar com outros homens em reuniões sociais, sair de casa sem usar o véu sobre o rosto…
  2. Entre os índios Mojave, ao chegar `a menopausa, a mulher não se restringe sexualmente, ao contrario, novos casamentos acontecem. O homem jovem procura a mulher de meia-idade para cuidar dele e de seus filhos. A menopausa autoriza a mulher a intervir na vida da tribo de forma semelhante aos homens. Considerada mulher madura e experiente, cujos valores devem ser ouvidos para melhorar a vida na tribo.

No entanto, o aumento do numero de pessoas idosas deverá modificar profundamente as atitudes da sociedade em relação ao envelhecimento, visto que a população mundial está aumentando e ficando cada vez mais velha.

Em dia de academia

… lembro de um monte de coisas que quero, preciso ou estou com vontade de fazer. Pra academia não ver navios, preciso seguir uma regra básica: acordar, colocar roupa de academia e não pensar em nada, muito menos começar qualquer coisa pela manhã. Entrar no carro e só parar quando estiver dentro da academia. Qualquer desvio de conduta ou itinerário, é falta na certa. Se deixar para fazer as aulas da tarde – ao meu ver, as melhores – também.

Por enquanto, academia pra mim, se resume nisso: não pensar. Apenas ir e garantir a evolução na minha ficha de musculação. Por isso, tô saindo.

Sobre a menopausa

Tenho um livro sobre menopausa. “Menopausa – A grande transformação”, de Susan Flamholtz Trien. Comprei há muitos anos – quando minha própria menopausa estava a anos luz de distancia – para me preparar para uma palestra para um grupo de senhoras de meia idade e de terceira idade. Hoje sou eu a senhora de meia idade. O livro técnico (mas nem tanto) tem me ajudado a entender um pouco desta fase de vida tida como a “mais silenciada e fecunda da vida da mulher”. Não sei se concordo muito com isso. Dias atrás, depois de 3 meses sem menstruar, disse a meu marido que ainda não estava preparada para entrar na menopausa, nem para ter um marido aposentado em casa. Ele – sabiamente – disse que eu deveria me preparar, pois era o próximo grande evento a acontecer em nossas vidas. Ou seja, percebi que não estou pronta para envelhecer. (Questiono esta possibilidade: soa mais como conformar-se, aceitar a melhor das alternativas para o tempo que passa.) Se é que envelhecer seja apenas isso. Mas, tive uma prorrogação. Meu marido voltou a trabalhar e eu, a menstruar. De qualquer forma, estou consciente de que tanto a aposentadoria dele, como minha menopausa, rondam nossas vidas e devem bater na porta muito antes de eu estar preparada para abri-la. Estas fases e ciclos de vida – por mais previsíveis que sejam – tem seu tempo para acontecer. Nem sempre, ou quase nunca, o tempo cronológico destes eventos coincide com o respectivo tempo emocional, o que pode gerar conflitos ou dilemas existenciais bastante significativos. Por enquanto, vou parar por aí. Ainda existe descompasso entre o tempo, o tema e a emoção.

Coisas do Facebook

E minha filha magrinha disse:

– É uma ideia!

foto da internet
foto da internet

E eu (a eterna fofinha) respondi:

– Não gostei. A balança lá de casa – felizmente – a maresia comeu. Prefiro a referência de entrar ou não na calça de veludo azul que eu adoro. E não dá pra pesar idade em balança – até porque acredito piamente que os ossos ficam mais pesados quando envelhecemos.

O que mais posso pensar?

Estado de Guerra

Entrei em guerra. Estou na fase de ataque daqueles quilinhos que perdi e reencontrei. Isso sempre acontece: a gente perde, a gente recupera. Desta vez resolvi seguir uma dieta da moda, afinal, a quantidade de quilos não é exagerada (5 quilos?) e comprovei a eficácia da Dieta Dukan que minha amiga fez e emagreceu 18 quilos, em alguns meses. Como minha meta é mais modesta e sou adepta do “evite a primeira garfada” (assim como o primeiro gole, a primeira tragada, o primeiro doce) resolvi comprar o livro “Eu não consigo emagrecer” do Dr. Pirre Dukan e me inteirar do assunto. Da última vez que fiz uma dieta séria, além da academia e da dieta, comprei o livro “Emagreci fazendo um blog”. Ler sobre o assunto ajuda a manter minha disposição e disciplina. Recuperei um pouco do peso que perdi, mas o http://bySuzete.wordpress.com continua bem ativo. Um dos motivos pra adotar a dieta Dukan – além da amiga agora magra – é que ela promete manter o peso. Lindo, não? Mas nem um pouco fácil. Estou no quarto dia de ataque. A bomba é proteína pura durante 3, 5 ou 10 dias. Como já passei do terceiro, a meta é chegar no quinto dia, e se o livro conseguir manter minha disciplina, marido e filhos ou minha inveja branca não me boicotarem, chego aos 10 dias de ataque de proteínas puras e muito próxima do peso que quero perder, exportar, fazer sumir. Neste período inicial, cheio de motivação a ordem é seguir à risca uma lista de ingredientes que contém basicamente proteínas: carnes, ovos e laticínios magérrimos, muita água, 11/2 colher de farelo de aveia e 30 minutos de caminhada. (Acho que recuperei meu peso comendo amendoins. Sou fissurada neles. Você sabia que a quantidade de calorias que tem num único amendoim equivale a uma coca-cola light? Quase tive um treco. Comi todo estoque e agora, saciada, decidi banir o danadinho de casa, pelo menos, enquanto não chegar na fase da estabilização definitiva de peso. Talvez tenha sido a ansiedade e o stress em meio a tantas mudanças. Ou as férias ou festas de final de ano. Ou meu período de repouso. Pouco importa o que me fez engordar. Importa eu recuperar o que batalhei tanto pra conseguir) Devo admitir que tem sido uma guerra esta primeira fase, mas estou devidamente entrincheirada. Minha alegria diária é a panqueca de farelo de aveia: 1 1/2 colher de farelo de aveia, 1 clara de ovo, ½ colher de requeijão light e 5 gotinhas de adoçante misturadas. Umas gotinhas de óleo – retira-se o excesso com papel toalha – coloca na frigideira, e assa dos dois lados por uns minutinhos. Está pronta pra ser devorada. Como sempre acordo com uma fome digna de comer um boi, imagina o tempo que demoro pra me deliciar com o único carboidrato permitido nesta fase. É um prazer praticamente instantâneo. Os outros alimentos permitidos eu como e penso: é apenas um arsenal. Normalmente, como pouca carne e ovos. Assim, meu organismo está trabalhando mais e emagrecendo a olhos vistos. Pelo menos, eu vejo. Depois que entrei na Operação 5.0 e fiz minha abdominoplastia, adivinha onde se instalam meus quilinhos extras? Além dos braços e costas, óbvio, eles adoram se acoplar ao redor da cicatriz na barriga, uma perfeita borda de catupiry. E a borda já começou a sumir!!! Outro motivo pra cinco dias de ataque. Depois que chegar lá, vem a fase de cruzeiro: dias alternados de proteínas puras com proteínas + legumes, até chegar ao peso ideal. Sinceramente, não sei qual meu peso ideal, mas quando eu conseguir vestir a calça azul de veludo que eu adoro, é porque cheguei lá.  Depois vem a Fase de consolidação, e por último, a fase de estabilização definitiva. Ainda não estudei estas fases. Por enquanto, estou concentrada na minha primeira meta: os cinco ou dez dias de proteínas puras. Minha única distração é sonhar com pimentões, aspargos, cenouras, beterrabas e afins. E sim, começo fevereiro com agenda fixa na academia.

Estado de Espírito: Dieta

Acho que entrei num estado permanente de dieta desde que meus hormônios se manifestaram e comecei a me desenvolver em todas as direções. São mais ou menos 40 anos às voltas com a balança, o espelho, receitas, contagem de calorias, livros e tipos diferentes de dietas e exercícios, academias e alternativas pra driblar o apetite e os P-M-G do armário. São incontáveis tentativas e fracassos de emagrecer e manter o peso. Emagrecer já foi mais fácil – aos 50 anos o corpo já cansou de brincar de estica e puxa e está mais resistente, e a reeducação alimentar tornou-se uma saga de avanços e retrocessos permanentes. Chega uma hora em que a gente acha que sabe tudo sobre o que fazer pra emagrecer, e o nutricionista ou endocrinologista, assumem a ingrata função de fiscais da nossa rebeldia alimentar. Só que saber não é poder, muito menos, fazer. De tempos em tempos, me rebelo com a disciplina alimentar e, invariavelmente, recupero tudo o que perdi em termos de peso – quando não adiciono mais alguns quilinhos indesejáveis. Nunca fui obesa. Fofa, robusta, encorpada, sim. E magra, só quando me chamavam de mosquito elétrico, até os 10 anos de idade. Pelo que me lembro, fui uma criança magra e espoleta, uma adolescente em busca da aceitação do novo corpo (como todos os adolescentes) e uma adulta em constante processo corporal. De tudo que vivi e aprendi até hoje sobre o assunto peso/dieta, certeza absoluta é que pra mim, emagrecer ou engordar é puro estado de espírito. Tem épocas que meu corpo quer mais e mais e mais doces.Tem épocas em que ele rejeita doces e se contenta tranquilamente com poucas calorias e uma alimentação saudável. Entre meus períodos ansiosos e depressivos e meus períodos tranqüilos, engordo e emagreço. Pra entrar no estado de espírito de engorda é rápido e fácil: é só não saber ou querer controlar minhas emoções. Muitas vezes me saboto e engordo por motivos conscientes e inconscientes. Pra entrar no estado de espírito de vida saudável (alimentação + exercícios) é mais trabalhoso e demorado. Meu nível de conscientização precisa atingir níveis elevados e alcançar um estranho equilíbrio fisio-psicológico. É quando seguir à risca o que posso e devo comer e fazer, torna-se natural e perfeitamente possível. É quando meu corpo não se sente esfomeado nem fatigado. É quando os limites e a disciplina se incorporam perfeitamente à minha natureza e meu dia-a-dia. É quando estou em paz comigo mesma. E, como a vida alterna períodos ansiosos e tranqüilos, alterno meus estados de espírito na mesma sintonia. Por isso, quando o equilíbrio se instala, é hora de retomar a dieta.