Lembranças

Cada um tem um jeito diferente de viajar e lembrar da viagem que fez. Tem aqueles que lembram da viagem pelas paisagens, pela companhia, pela comida, bebida, por situações vivenciadas, por compras realizadas. Além das fotos, fatos, filmagens e alguns jantares, o que mais aguça minha memória são os cacarecos que trago dos lugares por onde passei. Passado algum tempo, o souvenir funciona quase como um portal do tempo e espaço. A imagem, o cheiro, o gosto, o toque, me transporta para o momento ou lugar de onde veio o objeto comprado. Chamo meus souvenirs de cacarecos de viagem. Prefiro objetos de madeira (mais leves) do que de pedra. Prefiro objetos de tamanho compatível com o espaço onde pretendo colocá-lo. Raramente compro algo que não sei onde colocar. Quando compro é porque foi amor à primeira vista. Então, qualquer lugar serve. Evito escritos do lugar. Tipo: lembrança de Paris, ou simplesmente, a palavra Paris escrita na peça. O objeto, por si só, deve me remeter ao lugar de onde vem. E compro de tudo: colher de pau, tela de pintura à oleo, panela, pano, livro, adorno, prato, abajour, toalha, roupa, brinco, caneca, lenço, enfim … Se for bonito, de preço razoável, não for muito grande, nem muito pesado com certeza encontro espaço e trago comigo. Já trouxe um jogo de Fondue da Suíça (panela, richeau, garfos e pratos) no colo. Já comprei mala pra caber tudo que gostei e comprei (na viagem à Africa do Sul, com o R$ valendo 8 vezes mais que o rand (a moeda sul-africana) não tive nem dúvida, nem dó. Além do que, o artesanato sul-africano é lindo e sempre ultramoderno. O mesmo vale para Bali e Tailândia. Como diz uma amiga: haja disposição pra gastar. Mas, tenho de admitir que minha disposição já não é mais a mesma. Cada vez trago menos coisas. Com o tempo a casa ficou atulhada. Por isso é fundamental trazer peças de bom gosto e totalmente curingas. Fazer um remanejo pela casa, de vez em quando, ou tirar de circulação, pode ser uma ótima opção. Houve épocas em que trazia folders, postais, ingressos pra fazer scrap. Houve épocas em que trazia lembrança para amigos. Hoje, muito pouco. Até trago folders e um ou outro postal. Atualmente tenho preferido os patch que mando colocar numa jaqueta ou mochila de viagem. Para os amigos trago apenas quando acho algo de muito especial. O mesmo vale para a casa.

Ao longo dos anos amealhei uma verdadeira Torre de Babel de tranqueiras e cacarecos. Cada um conta uma história. Cada um fala de pessoas, lugares e momentos que vivi e adoro relembrar.

buda-bangcok-tailandia

Lugar de honra para o Buda trazido de Bangcoc – Tailândia. 

manada-de-elefantes-kruger-park

Uma manadinha de elefantes de pedra, trazida do Kruger Park, África do Sul. Ficam uma graça em qualquer lugar.

vaso-e-prato-do-peru

Arte peruana. Moderno e étnico. Combina com qualquer casa e qualquer canto.

vaso-e-casticais-dubai

Meu primeiro Buda foi comprado na grande muralha da China, assim como o vaso closonê chinês. Já os candelabros árabes, foram trazidos de Dubai.

rota-66

Adoro pratos e cerâmicas. Os pratos servem como porta trecos, apoio de copos e transformam qualquer cafezinho informal numa viagem internacional. Basta usá-los como pires de xícaras de café ou chá. Este veio da Rota 66.

quadro-de-tecido-africano

Tecido africano/tribal transformado nesta bela tela que fica bem em qualquer lugar. Esta já decorou hall de entrada, serviu como tela de fundo de cabeceira de cama, decorou corredores, enfim … basta ter uma parede. A carranca, trazida do Rio São Francisco, dá as boas vindas e afasta possíveis mau-olhados.

imas

De tempos em tempos retomo minha coleção de ímãs. Se tivesse guardado tudo o que já trouxe das nossas viagens, hoje a geladeira estaria recoberta de cima a baixo.

globo-ny

Sem comentários. Um souvenir brega. Mesmo assim, adoro estes globos de água.

globo-chines

O globo chinês. A companhia perfeita para os livros de viagem.

cuco

Esta foi a grande aquisição trazida na nossa primeira grande viagem à Europa. Hoje o relógio está desativado – por causa do barulho – mesmo tendo um dispositivo pra calar o cuco – que de meia em meia hora sai de casa e canta. O nosso cuco é antigo e ainda funciona à corda, diferente dos atuais, que já funcionam com bateria. 

cestaria-africana

Cestaria africana. Uma eterna paixão. 

anfora-grega

Uma ânfora grega. Minha peça predileta.

apache-americanoUm apache americano. Reconheço que é brega, mas lembra minha infância e o Forte Apache do meu irmão. Volta e meia eu surrupiava alguns apaches pra brincar com minhas bonecas. (USA)

caixa-peruana

O porta porpouri foi trazido de Cancun, de Krabi veio o sapinho coaxante preto, a caixa peruana dourada serve de caixa de tesouro de bugigangas e papeizinhos e o cristal sueco branco, é um legítimo castiçal Costa Boda.

buda-vermelho

O último Buda comprado. Este veio de Bali.

Tem mais coisas? Tem. Tem muito mais. Cada coisa no seu canto. Ou na sua caixa.

 

 

Malas fechadas

eu no avião 1

Viajar é bom. Ótimo, diriam alguns. Eu mesma já disse que era uma das melhores coisas da vida. E, em parte é. Mesmo sendo daquelas que adora ficar em casa. Lendo, escrevendo, pintando, bordando, meditando, contemplando, cozinhando, assistindo filmes. Uma menina/mulher caseira. Quando viajo, o pior de tudo é arrumar a mala. Nunca acerto a roupa. Ou levo demais, ou levo de menos. Ou levo roupa pro calor – e fica mais frio do que o esperado -, ou levo roupa pro frio – e fica mais quente do que o esperado. Já desisti de acertar e apenas levo o básico + um pouco. Que às vezes é demais. Tem a roupa de viagem (ir e vir) o mais arrumada possível (já que depois de 2 semanas minha mala se transforma num ninho de gato). Uma roupa social comportada para alguma saída noturna chique. Mais as roupas do dia a dia, essencialmente confortáveis. Acabei de fechar minha mala. Revisei remédios (dor de cabeça, cólica, um fitoterápico pra dormir + cápsulas de amora branca (como diz Dráuzio Varella, de efeito placebo) psicológico que me faz bem), carregadores de celular e computador, pau de self, livros. Sei que estou esquecendo alguma coisa. A gente sempre esquece. Documentos, passagens + dinheiro = OK.

Bom mesmo é voltar. Encontrar tudo em ordem, a rotina, a casa, a família.

Para os próximos 18 dias muita energia, sol, frio, neve, lindas paisagens, boa comida, bebida e companhia, fotos, fotos e mais fotos.

O roteiro da viagem passa por onde passamos há 25 anos. De Floripa para Frankfurt, passando por Viena, Veneza, Mônaco, os Alpes, Montblanc, Frankfurt, Floripa. Serão + ou – 4000Km de carro, entre 6 casais, 3 carros, estradinhas do interior, pousadas e guestshouses.

Se tudo der certo, vou continuar escrevendo e fotografando. Quem sabe saem alguns posts.

Até mais.

O Tour do Vinho pela França com passaporte de emergência

foto inicial

Em 2014 fizemos uma viagem por varias regiões vinícolas da França. O Tour de France. Atolada até o último fio de cabelo com a construção de nossa casa, não me dei conta que estava com o passaporte vencido. Dois dias antes de viajar, preparei a mala e peguei meu passaporte. Estranho como às vezes nossa intuição nos intima inconscientemente a fazer coisas totalmente inesperadas. Ao pegar meu passaporte na pasta de documentos, o abri distraidamente na página em que aparece a data de vencimento – e vi, atônita – que ele estava vencido havia um mês. Lembro-me de sentar no sofá e, apavorada, pensar no que fazer. Deixaria de viajar? Era uma hipótese viável, pois não estava envolvida, mas, como faria com passagens e passeios já comprados e pagos? E nossos amigos, o que diriam ao saber da minha não ida? Eles contavam comigo para dez dias memoráveis viajando por toda França … e meu marido? Viajaria sozinho ou ficaria comigo? Na hora, minha cabeça girou pensando nas possibilidades. Assim que me acalmei, pesquisei na internet sobre o que fazer com relação ao passaporte vencido. Um passaporte de emergência era a única solução. O problema eram as condições em que ele era fornecido. Nada a ver com esquecimento e relaxamento. E assim, no dia seguinte – invés de ir a São Paulo e passar o dia com meu filho – passei o dia `as voltas com a Polícia Federal e com meu passaporte verde feito `a mão, com apenas um ano de validade. Assim é o passaporte de emergência. O pessoal da Polícia Federal de Florianópolis foi sensacional. Em poucas horas, estava com meu passaporte de emergência em mãos, podendo acompanhar o grupo e descansar durante dez dias, bebendo dos melhores vinhos, apreciando uma das cozinhas de que mais gosto, sem mencionar os lugares, amigos e passeios inesquecíveis. Fiquei mais tranquila quando me disseram que, em média, eram feitos dois passaporte de emergência por semana – só em Florianópolis – sem contar nas pessoas, que não conseguiam embarcar, pois só percebiam o vencimento do passaporte ao serem barrados no controle de imigração da Polícia Federal do aeroporto. Menos mal. Obrigada intuição!!!! Viajei e foi uma viagem dos sonhos.

foto 1

O programa foi preparado pelo grupo (quatro casais divididos em dois carros) e incluiu mais de 3000 Km rodados, 8 regiões vinícolas visitadas (e a certeza de que precisamos voltar em outro momento) e muitos rótulos degustados.

foto adega

Nossa primeira parada foi em Reims, na Route du Champagne. Conhecemos a Moet &Chandon, Munn, Veuve Clicquot e a Notre-Dame Cathedral – principal ponto turístico da cidade.

foto moet chandon

De lá fomos para a Alsácia, região dos vinhos brancos próxima `a fronteira com a Floresta Negra, Alemanha. Gewurstraminers, Chardonays e Moscatos fizeram a festa dos que preferem os brancos leves. Riquewihr foi uma agradável surpresa. A cidade com arquitetura alemã é um charme só. O dia fui de comida típica e cerveja preta.

foto 2 riquewihr

De lá, para Eguisheim. Outra cidadezinha imperdível. O Hotel Du Pape não poderia ser mais aconchegante.

foto 3 Hotel du Pape

A decoração com motivos de caça (tapetes, abajures, poltronas e cadeiras revestidas com pele de animais, lustres de chifre de veado) me inspirou para decorar a adega em casa, usando apetrechos do antigo hobby do meu marido. A cidadela é um convite para as caminhadas.

foto 4 eguimash

Da Alsácia para Borgonha. O destino é Beaune. Programamos uma parada para fotos no vinhedo mais caro do mundo: Lá Tache, de onde saem os vinhos Domaine de la Romanée-Conti, na pequena Vila de Vosne- Romanée.

foto 5 romane conti

Na Borgonha, em Carcassone …

foto Carcassone

E a gente foi pra Bordeaux, um pouco do Vale do Loir …

foto Borgonha

Enfim, depois de dez dias, estávamos enfastiadamente embriagados por paisagens inebriantes e vinhos desconcertantes.

foto bordoux

Sim, Versailles. A gente foi.

foto versailles

E sim, Sacre Couer. Paris. Sempre é maravilhoso voltar a Paris.

sacre coeur

Difícil lembrar de todo o programa, assim, com a cabeça tomada por Bacco e suas peripécias. Mas, o coração lembra que a viagem foi demais. Por isso, que tal mais algumas fotinhas?

franca 5

franca 1

franca 9

franca 18

franca 6

Peru – fora do lugar comum

Peru Machu Pichu 1

Em 2003 fizemos uma viagem ao Peru, em família. Aproveitamos férias coletivas entre Natal e Ano Novo e milhagens a expirar, e viajamos, imaginem, de Classe Executiva, pela extinta e saudosa VARIG. Ah, que saudades da VARIG.

Peru Varig

De São Paulo direto à Lima e de lá para Cusco, onde conhecemos, além da cidade, igrejas e templos, as ruínas de Sacsayhuaman.

Peru Sacszaiaman

Seguimos de carro até o Vale Sagrado dos Incas,

Peru Vale Inca

acompanhando o Rio Urubamba até chegarmos a Pisac – 33 km de Cusco – em pleno domingo de feira com artesanatos coloridíssimos e diversificados.

Peru Pisac

O preto contrastante com o vermelho, o laranja e o amarelo das roupas coloridas de mulheres que usam chapeu de feltro, saias franzidas e longas, casacos descoordenados e calçados artesanais.

Peru Chinchero

As crianças carregam “alpacas babys” embrulhadas em mantas tecidas por teares manuais, assim como os blusões de lã natural.

Peru Crianças

Os ponchos grossos, as lhamas mansas, o milho graúdo e doce, o barro nas estradas de terra, a cerâmica de linhas tribais.

Peru Olantaitambo

Os sítios arqueológicos como Ollantaytambo e Tampumachay, vilarejos como Chinchero e Tambomachay nos introduziram na história e cultura inca.

Peru interior 2

O país é vibrante e colorido. De Cusco a Machu Picchu, 3 horas de viagem de trem por um cenário entre montanhas, florestas, o Rio Urubamba, bromélias e samambaias.

Peru viagem de trem

Chegada em Águas Calientes e a correria até o ponto de ônibus. Pela estrada serpenteante se chega ao cume das montanhas, onde está encravada a cidade inca de Machu Picchu.

Peru Machu Pichu post

O sítio arqueológico foi descoberto em 1911, pelo norte-americano Hiram Bingham, e é composto pelas áreas agrícola e urbana. Na área urbana destaque para a zona sagrada dos templos, praças, mausoléus reais, escadas e canais trabalhados em pedra com um perfeição impressionante. Em frente ao sítio arqueológico ergue-se o Huayna Picchu.

Peru Waina pichu post

Fui a única da família a dispensar a caminhada montanha acima entre pedras, rochas e trilhas. Preferi me embrenhar pela cidade e sentir a magia daquele lugar único no mundo. Sim, Machu Picchu é único e, máximo. Senti falta da aventura na Huayna?  Talvez da vista da cidade por outro ângulo e perspectiva. O Caminho Inca me levará lá, num melhor momento. Depois de saborearmos ao máximo a cidade mais famosa do Peru, voltamos de trem à Cusco.

Peru Cuzco

Uma viagem digna de Harry Potter no Expresso de Hogwarts, onde o jogo foi o Truco em família, ao invés do Quadribol. Aliás, desconfio das regras que aprendi com meu filho, o único que sabia jogar … Jogamos do seu jeito.

Peru interior

De Cusco à Puno, mais ou menos 400Km, passando pelo marco dos 4.335 m de altitude, de carro. Em Puno, as primeiras folhas amargas de coca. A altitude nos deixa um pouco tontos e enjoados. Nas vielas de Puno, peças artesanais de ouro e prata e o melhor “Panzerotti” de todas as viagens. Na manhã seguinte, excursão ao Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo.

Peru Titicaca

Surpreendente pelo tamanho – 194km X 65km – e por acomodar as ilhas flutuantes onde vivem os Uros – povo que habita aproximadamente 40 ilhas flutuantes criadas à base da totora, uma planta aquática com mais ou menos 3 m de altura, usada tanto como material de construção para casas, balsas e artesanatos, também como alimento infantil (na parte inferior, o talo é rico em iodo). O cheiro nestas ilhas é de cachaça adocicada. Embriaga e enjoa.

Peru titicaca 2

Andar pelo emaranhado de totoras é estranho, inseguro e flutuante. Assim como o passeio de totora num grupo de 16 pessoas. Hora de seguir para Nazca e sobrevoar as linhas imortalizadas no deserto do Atacama.

Peru avioneta

O passeio é feito numa “avioneta” para 6 ocupantes (incluindo o piloto) logo cedo, com o sol despontando no horizonte. O café da manhã servido? Suco ou vitamina de mamão. E só. O restante seria servido no retorno ao hotel, nos avisaram. O avião compacto e as voltas, para esquerda e direita, as subidas e descidas, justificam o pré-café.

Peru linhas de Nasca

A baleia, o colibri, o papagaio, o macaco, o condor, o astronauta, a árvore, as mãos, a aranha, seriam mesmo pistas de pouso de extraterrestres, como sugere o suíço Erich von Danken,  em seu livro “Eram os Deuses Astronautas”? As linhas quilométricas que só podem ser vistas do alto, são realmente intrigantes. O vôo, com voltas, subidas e descidas, dá um nó no estômago, na cabeça e nas ideias. O que representa aquele deserto marcado com linhas? Não tem como não teorizar. Não tem como não divagar. Não tem como não voar, e voltar sempre. O país é cativante, mágico e envolvente. Inesquecível.

Peru praia

Dia a Dia em Bali

Um pouco sobre nossos dias em Bali, na Indonésia.

uluatu 2

Primeiro Dia: O tempo de voo de Perth (AU) à calorenta e úmida Bali é de 3 ½ h. Quem nos espera no desembarque é o indonésio John – o nome ocidental de Dewa – que será nosso motorista para alguns passeios na ilha. Depois de largar malas e tralhas no Hotel Jaz Villas em Seminyak, hora de havaiana no pé, bermuda e camiseta.

motinhos

Alugamos a praga nacional (uma bênção?) das motinhos – tipo vespa – que dominaram por completo o trânsito em Bali. São Paulo – que já é um caos – está a anos luz de Bali quanto ao domínio das 2 rodas motorizadas. Vamos conhecer Thana Lot, um maravilhoso templo a beira mar.

Thana Lot2

Felizmente multados na primeira hora, pilotos sossegados, vamos e voltamos sãos e salvos do passeio entre os arrozais, sol, chuva, trânsito, ruas estreitas e péssima sinalização. Thana Lot é espetacular. Além dos templos e esculturas de pedra de todos os tamanhos e formatos, as lojinhas de souvenirs são um espetáculo à parte.

escultura

Cangas, esculturas de madeira impressionantes, máscaras, vestidos … provei o café Luwak, Elias se enrolou numa pitton de 60Kg e 4 metros de comprimento.

Thana Lot 4À noite, relaxamos com nossa primeira massagem balinesa e os primeiros drinks.

jantar bali

Segundo dia: Café da manhã no hotel. Vamos de motinha até Uluwatu , na Dreamland. Ondas de um azul esverdeado inesquecível. Depois, almoço e banho na Praia de Padang Padang, cenário do filme “Comer, Rezar e Amar” com Julia Roberts e Javier Barden.

padang padang

Os pratos do dia são os tradicionais Nasi Gorem, Mie Gorem e Mix Sattay. Passeio pelo templo dos chiky monkeys de Uluwatu.

uluatu

Calor, calor, calor. Terminamos o dia no Beach Club Finnis em Usa Dua.

finnis

Noite para provar novos drinks e outra massagem balinesa.

Terceiro Dia: Último dia e manhã de compras em Kuta e Seminyak. Meio dia de descanso noutro Beach Club: o Potato Head é um dos mais conhecidos.

potato head

Mais comprinhas de última hora, descanso e banho de piscina na vila. A noite é de pizza ova e de muita conversa gostosa.

foto wifi

Quarto Dia: Voamos até Lombok. O tempo de ler 5 páginas do capítulo 12 de “Por Escrito”de Elvira Vigna. Ou seja: subiu, aham, desceu. A outra alternativa é ir via mar, de lancha. Quem nos aguarda no aeroporto de Lombok é Alonso, ou Meha. De lá até o porto são 2 horas e mais uns 15 minutinhos até chegar a Gilli Trawagan, ou Gilli T, uma versão indonésia de Morro de São Paulo (Bahia) e Los Roques (Venezuela).

gilli T

Pra quem não conhece, são praias alternativas, chão de areia, carroças, bicicletas, rastafaris e hippies de todo planeta. OK. Depois de todo lixo que vimos a caminho do nosso hotel bem situado, entre galinhas e entulho de obra, chegamos ao nosso Aconchego Balinês. Quem nos recebe é Dias, um relaxado hippye de dreadlock imundo. Tempo de se horrorizar e se conformar. Reserva por internet tem dessas coisas. Depois dizem que as lentes das máquinas fotográficas não mentem. E como mentem. Hora de almoçar e se embebedar com as meio geladas cervejas Bintang. Caminhamos pela estrada que circunda a ilha e nos jogamos nos almofadões da Boutique e Resort Gili Teak pra assistir o belo pôr do sol.

por do sol gilli t

Obs: Abandonamos o Aconchego de carroça e nos mudamos pra Gilli Teak.

Quinto Dia: Nem parece véspera de Páscoa. Nada nos faz lembrar da data cristã. Pra variar, acordamos cedo e fomos fazer snorkel. Fantástico. Maravilhoso. Foram 4 pontos de mergulho diferentes.

mergulho

Emoção ao ver e tocar uma tartaruga marinha, rever peixes ornamentais e corais bem conservados. Alugamos nossas bikes (caindo aos pedaços) e fomos comer o famoso churrasco de frutos do mar.

churrasco

Sexto Dia: Rodamos a ilha de Gilli T de bicicleta. Depois de mais de 20 anos, a máxima de que quem aprendeu a andar de bicicleta jamais esquece, é absolutamente verdadeira.

bicicleta4

Em Gilli T não existem carros.

transito 2

Ou você vai a pé, de bike, de carroça ou à cavalo. Imagina quando chegam as lanchas carregadas com os turistas desavisados. A confusão diverte: no centrinho, onde todos chegam e se encontram, tem que se ter o maior cuidado: são turistas em choque arrastando malas pelas estradas de areia, bicicletas e carroças puxadas por cavalos num constante ir e vir e parar e buzinar, mergulhadores profissionais com seus apetrechos e lanchas mais poderosas, um mix de restaurantes e lojinhas de souviniers, empreendimentos imobiliários abandonados. É um vem e vai constante onde os mais atentos cuidam dos menos atentos.

transito gilli t

Hora de fechar as malas, pegar o avião até Bali e de lá, ir de carro até Ubud, nosso destino final em Bali. Se a gente pensava que nosso maior susto seriam as motinhas de Semyniak, é porque a gente não imaginava como seria nosso transfer de Gilli T a Lombok. A van, caindo aos pedaços, com parabrisa todo trincado, sem ar condicionado nem cinto de segurança, imundo de sujo, barulhento e com goteiras, rumava alucinada nas mãos de um motorista que não falava uma palavra em inglês e que tirava os maiores fininhos dos outros carros e motinhos. Testosterona em alta no carro e a chegada – sãos e salvos em Lombok foi comemorada com os saborosos pãezinhos açucarados.

Sétimo Dia: Primeira manhã em Ubud. As cigarras e os pássaros, mais um sei lá de tanto barulho de bicho, tomam um café maravilhoso conosco. A vegetação é exuberante: helicônias, buganviles, frangipanis, palmeiras, raphis, costelas de adão … e o arrozal abraçam o charmoso hotel balinês. Fernanda quase surta com a quantidade de sapos e insetos. Saímos com Dewa que nos fala sobre a cultura e os costumes de Bali.

ubud

Conhecemos o templo da àgua,

templo da agua

o vulcão de Batur em Quintamani, degustamos cafés e chás, inclusive o famoso Café Luwak,

cafe luwak

pintura em tecido patique e pintura em tela com pincel de bambu.

pintura

A vila de Mas e suas esculturas em madeira.

escultura de madeira

Dewa nos leva para conhecer a cultura e os costumes de sua vila e sua família. Como ele nos disse, o jeito de ser e viver do balinês.

quadriciclo 2

Oitavo dia: Dia de aventuras radicais: quadriciclo em torno dos arrozais e rafting.

arrozal 2

À noitinha, SPA e um jantar de fechamento da viagem. Elias e eu ficamos no hotel. Bali Bug ou Bali Belly pegou  Elias de jeito.

ketut

Nono dia: Depois da febre alta, diarreia e dor no estômago, Elias fica repousando no hotel. Comprinhas finais no mercado público e uma visita muito esperada. Fomos conhecer o Ketut que leu a mão de Julia Roberts, no filme “Comer, Rezar e Amar”. Ketut está com 94 anos e quem lê minha mão é o filho dele.

ketut 2

O que ele disse? Nada que eu já não soubesse ou pudesse deduzir. Mas este foi um souvenir muito especial que fiz questão de trazer na memória.

ketut 3

Retorno a Perth. E de lá, para o Brasil.

Bali Belly

Fernanda bem que avisou e orientou. Deveríamos tomar uma medicação específica 7 dias antes de viajar para Bali e mantê-la durante nossa permanência na ilha. Também deveríamos escovar os dentes usando água mineral ao invés de água da torneira. Para beber, impreterivelmente, água mineral. E todo o cuidado com a procedência do gelo (sempre confirmar se é “good ice”, gelo bom), frutas e verduras. Se possível evitar, ou, comer apenas o que é servido no hotel. Em termos de alimentação, poderia me definir como uma avestruz: como de tudo, misturado, doce, salgado, apimentado e não lembro a última vez em que tive problemas estomacais ou intestinais. Com meu marido, a história é exatamente o oposto. Assim, quando ele amanheceu no penúltimo dia de Bali com uma leve diarreia, fiquei de cabelo em pé. Óbvio, que ele não seguiu as recomendações da filha – com exceção de beber exclusivamente água mineral – alegando que era frescura da nossa filha, mimada pelos padrões australianos, de tomar medicação preventiva e escovar os dentes com água mineral. Pois bem. O primeiro dia de Bali Belly – ou Bali Bug – como é chamada a doença (uma espécie de intoxicação alimentar comum em turistas desacostumados com a comida e a água de Bali)) foi relativamente tranquila. O corte da alimentação, a ingestão de muito líquido e um soro caseiro pareciam ser suficientes. Depois do dia de aventura, a noite foi reservada para um último drink e um inesquecível e leve jantar. Mas, o que estava reservado para nós foi um revertério total no quadro tranquilo de Bali Belly. Em menos de 15 minutos, a dor de estômago atingiu a categoria 9, a febre passou dos 40 graus e a diarreia ficou líquida e fétida (haja perfume francês pra desodorizar o quarto e o banheiro). O que fazer? Chamar um médico, uma ambulância? Busquei ajuda no hotel. Nada. Meu inglês enferrujado e o péssimo inglês indonésio não chegaram a um acordo. O jeito foi ter paciência e usar os recursos de que dispunha: um Gastro Stop australiano, meu Biofenac DI para cólicas menstruais e um Dorflex. Faltava o remédio pra febre. Enquanto isso, toalhas úmidas esfriavam o corpo em brasa febril do meu marido. Depois de medicado, o quadro foi gradativamente melhorando. Felizmente, não precisamos procurar atendimento médico, mas o Bali Belly se estendeu ainda por uns 7 dias. Passado o susto, meu marido comentou que ficou com medo de ser trazido de volta ao Brasil num coco amarelo (tradição balinesa de acomodar os restos mortais cremados dos entes queridos e depois jogá-los ao mar ou rio), e prometeu seguir à risca qualquer sugestão de cuidados preventivos quando o assunto for viagens aos países em desenvolvimento (principalmente os países asiáticos). Quanto a mim, o susto serviu para incrementar ainda mais os medicamentos de viagem: além dos remédios básicos que costumo carregar (Biofenac DI pra cólicas, Dorflex pra dores e Neosaldina pra enxaqueca) a ideia é acrescentar um remédio pra febre tipo Tylenol, um para dores estomacais, tipo Buscopan e um para diarréias, tipo o Gastro Stop australiano. Outra dica é usar as garrafinhas de água e fazer no próprio hotel o soro caseiro com açúcar e sal: fácil, rápido e prático. Pesquisei na internet as quantidades de cada um e foi o companheiro no retorno ao Brasil. E óbvio, ser cuidadoso com a comida e com a água consumida.

A primeira vez na Austrália

… foi em 2009. Lá se vão quase 6 anos. Estaremos indo agora pela terceira vez. Culpa da filha que ancorou no outro lado do planeta. Na terra dos cangurus ela casou e construiu um lar. Fazer o que: apoiar, e, de tempo em tempo, fazer uma visitinha. De duas semanas no mínimo.

DSC08616

Afinal, não é para o mundo que criamos os filhos?

DSC08615Pois então, em 2009, fizemos uma senhora viagem à Austrália. Lá conhecemos Perth + arredores, parte da Gold Coast (Brisbane e Whitsunday) e Sydney + arredores. Nesta primeira vez, fomos por Dubai. Na volta, espichamos as pernas por 4 dias na terra dos sheiks. Na segunda vez, fomos pela África do Sul e espichamos as pernas no Kruger Park.. Agora vamos por Doha, também na região dos Emirados Árabes. Nada de espichar as pernas desta vez: Doha será só conexão. Ainda não fomos via Santiago do Chile, a rota mais conhecida e usada pelos brasileiros. Não faltará oportunidade. Muitas outras idas à Austrália devem acontecer no futuro.

DSC08597O álbum da primeira vez está pronto e completo. Título: Austrália 2009. E do jeito que a coisa anda, será o único. Quando fomos pela África do Sul, decidi fazer um Smash e dar apenas algumas notícias da Austrália (Natal e Ano Novo). A novidade era a Thailândia. Com o atelier ainda embrionário e o Smash incompleto, o jeito é se aquecer para mais uma temporada australiana com o primeiro álbum. Apesar de parecer mais prático, ter um Smash praticamente concluído no retorno da viagem – pelo menos bem adiantado – exige disciplina e dedicação. Quando o roteiro de viagem e a rotina diária são puxados, é quase impossível cumprir a tarefa.

DSC08608O Austrália 2009 é um dos meus álbuns favoritos. Além completo, foram usados muitos folders, papeis, adesivos e acessórios comprados durante a viagem. Coisas que adoro em qualquer scrap.

DSC08604

Desde sempre, uma das características dos meus trabalhos é a grande quantidade de fotos usadas, além do “jornaling” detalhado. Revivo em detalhes e fotos, os dias maravilhosos que vivemos em qualquer tempo e lugar. Neste álbum, resolvi inovar com a forma de escrever o “jornaling”: o invés de digitar o texto e imprimir ou escrever à mão, optei por datilografar o dia à dia da viagem na velha máquina de escrever Oliveti. O resultado final ficou, interessante.

DSC08605

No Austrália 2009, algumas observações:

DSC08600Viajar para e pela Austrália requer tempo e disposição: tudo fica longe.

DSC08609Leve casaco e biquini: as variações de temperatura ( de 10 a 45 graus centígrados) também são grandes;

DSC08611

– Brasileiro adora compras no exterior, certo? Certo. Até o Elias se soltou (ele vai negar), mas comprou barraca, roupa de mergulho, material de pesca, vinhos, vinhos e mais vinhos, etcetcetc;

DSC08598

Já eu me soltei nas compras de scrap. As primeiras que fiz no exterior. A Austrália é um celeiro de ideias e scrapers de estilo arrojado e diferenciado. Adoro comprar revistas e livros sobre o scrap feito por lá. As ideias são fantásticas e fáceis de fazer. Já o preço do material (papeis e equipamentos) é superior ao dos USA (o paraíso do scrapbooking) e inferior ao praticado no Brasil. Mas, também existem promoções imperdíveis na Austrália. Aproveitei ao máximo.

DSC08613

– Também aproveitei e levei cacarecos e tranqueiras aborígenes e souvenirs pra turista nenhum botar defeito;

DSC08602

Vale fazer passeios pelos zoos e fazendas de animais. A fauna australiana é impressionante: os desconhecidos wombat, o plátipus e o équidna. Além dos exclusivos cangurus e os preguiçosos coalas. Tem também o flyfox, o horrível som dos corvos, as singelas cacatuas;

DSC08607

Outra coisa que chamou minha atenção foi a moda, o jeito de ser e vestir do australiano: tom sobre tom e roupa sobre roupa. Conforto total, beleza duvidosa;

DSC08603

Esta foi a primeira visita que fizemos na casa da nossa filha casada. Surpresa com o capricho, o cuidado e o carinho com que fomos recebidos. Amamos d+.

DSC08599

Nesta 3a vez, além dos dez dias na casa da filha, vamos voejar e esticar as asas por Bali, recarregar as baterias, retornar ao Brasil e fazer 2015 acontecer. Muito scrap, literatura, decoração e psicologia me aguardam na volta.

Será que vou encontrar material de scrap em Bali? Com certeza. Dias e dias em família, fotos e fotos e inúmeras aventuras diárias. É disso que precisamos para fazer o melhor scrap do mundo.

saindo de férias Austrália

By by, e até a volta.