Mais que morrer …

Quando eu era pequena perguntava ao meu avô se fazia mal misturar manga com leite, melancia com uva, comer ovo frito à noite, mergulhar nos buracos do rio… e ele, com toda calma do mundo, dizia: “mais que morrer não vai”. Até hoje, lembro das suas palavras. A morte, como ponto final para tudo e para todos, é tão certa quanto minha paixão por café. Diante desta inevitabilidade da vida, vou vivendo do jeito que posso e consigo, com a certeza de que “mais que morrer, não vou.”

o medo de ser impulsiva me tornou indecisa

Em dezembro de 2014 postei minha última Miniatura. Uma categoria para as ideias simples. Recortes, retalhos e porções. Sementes e grãos. Tipo um insight, um flash, uma sacada … e, das duas uma: ou ando sem ideias simples, apenas ideias complicadas e complexas: ou, ando despersiva demais.

Pra não dizer que não falei das flores:

“o medo de ser impulsiva me tornou indecisa”

Uma tulipa de miniatura.

Buscadora

O tempo todo e quase sempre estou à caça de algo novo. Pode ser uma roupa, um corte de cabelo, a cor da unha. Não, não sou vaidosa. Quando muito, curiosa. … Os anos passam, a gente muda, o mundo muda, tudo meio que muda. Revolvo minha essência em busca de um novo jeito de ser, saber e existir. Me busco e me reencontro outra. Mudar faz parte do processo de existir e ser alguém.