Começando 2019

Depois de semanas neste contexto festivo de final e início de ano, incluindo visitas, compras, cama-mesa-banho – serviço completo, calor infernal, me olho no espelho: enfim, todos se foram. Foi ótimo estar com todos todo este tempo. O que vejo no espelho depois de tantos e todos os excessos, depois de tantos e todos espumantes, vinhos brancos, cervejas, moquecas, churrascos e sorvetes, depois de tantos e todos banhos de sol, mar e piscina … o que vejo merece tantos cuidados e todos urgentes. Urgentíssimos!!!! Vou começar pintando os cabelos.

Presépio andante

presépio 1Tenho uma amiga que, diariamente, vai aproximando reis, pastores e animais da manjedoura onde está o menino Jesus Cristo, Maria e José. Segundo ela, uma tradição familiar de origem alemã. Aqui em casa, quem faz esta aproximação é minha ajudante Viviane. Ela desvirtua todos do caminho: alguns nem chegaram e já estão voltando, outros dão as costas ao menino … a cada dois dias, o cenário muda. Sempre analiso a cena que ela cria. Tudo isso pq ela tira o pó do antigo presépio da minha mãe. Por enquanto, estou deixando por conta dela, mesmo rearrumando os personagens mais tarde. Até o dia 25 todos estarão onde devem estar. Inclusive o rebanho de ovelhas e camelo, que passaram o advento inteiro, assistindo o teatro natalino de longe.

Emma

Me dá um certo nervoso quando depois de 15 dias, ainda não consegui terminar de ler  um  livro. Este não é livro pra desistir. É livro pra persistir. E insistir. “Emma” de Jane Austen tem me enervado. O ritmo lento, o enredo circular desprovido de ação e as letras miúdas do texto, tem me posto a dormir há duas semanas. Pelo menos, isso.

Mais que morrer …

Quando eu era pequena perguntava ao meu avô se fazia mal misturar manga com leite, melancia com uva, comer ovo frito à noite, mergulhar nos buracos do rio… e ele, com toda calma do mundo, dizia: “mais que morrer não vai”. Até hoje, lembro das suas palavras. A morte, como ponto final para tudo e para todos, é tão certa quanto minha paixão por café. Diante desta inevitabilidade da vida, vou vivendo do jeito que posso e consigo, com a certeza de que “mais que morrer, não vou.”