Assinaturas

A assinatura de uma pessoa parece coisa simples. Mas não é. Quando fiz meu primeiro CPF, assinei meu nome de solteira por extenso. Ao casar acrescentei a meu nome, o sobrenome do meu marido. Assumia uma nova identidade, que precisava de uma  assinatura de casada. Despreparada, abreviei o M. de Maria, o L. de Lammel, sobrenome de meu pai. Assinei escrituras, diplomas, certidões, documentos. Assinei meu livro “Os segredos de Serena” com meu nome de casada. Ainda não me sentia escritora. Ainda era a mulher, a mãe, a psicóloga. Demora um tempo para descobrir quem somos, como nos transformamos e como queremos ser representados.

A vida nos empurra,

querendo ou não, gostando ou não.

Ao deixar pra trás um jeito de ser e viver, deixei também algumas das minhas neutralidades e paranoias. Fui me descobrindo outra e confortavelmente me apresentei ao mundo, simplesmente, Suzete Herrmann. E então vieram os “Diálogos do Inconsciente”. Minha primeira exposição artística individual. Cada obra pedia um nome e uma assinatura. De artista. Como das outras vezes fiquei confusa. Insegura.

O nome incomum, enfim, se impôs.

Me representa e me apresenta: Suzete H.

Esta é apenas a história da assinatura do um nome. E minha assinatura como ser humano? Que marca ou marcas me identificam? Um eterno e intrincado crochê onde cores e fios que se mesclam e se enroscam. Dão nó. Pontos se sobrepõe. Uma marca é fazer sempre a diferença, um lema de vida. Ser um espírito livre, um valor absoluto. Ser autêntica e verdadeira, sempre. Generosa e grata também. Outras marcas. Singelas e poderosas assinaturas. Aos poucos, percebo brotar doses indigestas de intolerância e irritabilidade frente à imbecilidade, falsidade e mediocridade humanas. Assim como o desenho da minha assinatura mudou e se adequou a papeis e escolhas, minha assinatura humana começa a criar novos contornos.

Onde existe sombra e luz,

como nunca antes. Percebo-as

numa Gestalt transparente de tão límpida.

Existe quem fui, quem sou e quem pretendo ser.

Mas quem, exatamente serei eu?

Pra 2019

Um ano de presente. É o que 2019 representa para mim.

Pela primeira vez em mais de quarenta anos, não me vejo planejando atividades profissionais, cursos técnicos, exposições, lançamentos de livros, oficinas, congressos, metas para emagrecer e fazer atividades físicas, sair mais, enfim …

Cuidar de mim é a meta de 2019.

Por enquanto, me vejo fazendo apenas o que der prazer, o que tiver vontade de fazer, o que satisfizer a curiosidade. Óbvio que tenho algumas vontades. Que ficarão na categoria Vontades/Desejos. Nada a ver com desafios. Se tiver de acontecer, que aconteça.

2018 foi o ano de fechamento de ciclos. De insistir e persistir. De perceber que a vida segue em frente. Que passado é passado e é lá que deve ficar. Um ano de crises, conflitos e escolhas. Nem por isso um ano ruim.

Espero por um 2019 mais leve. Mais sereno e brincalhão. Um 2019 entre a família, os amigos, a natureza, os livros e pequenos propósitos diários. Nada de listas, maratonas e mutirões.

Tem hora na vida que tudo que a gente precisa fazer é simplesmente viver e deixar a vida acontecer.

(Tá certo que estou na maior correria pra deixar tudo engatilhado pra 2019. Tá certo que já tenho uma viagem agendada. Um livro de poesias finalizado e uma mega ideia para um novo romance. Tá certo que pretendo me dividir entre o RS e SC proporcionalmente. Preciso emagrecer. Fazer terapia. Organizar exposições. Pintar novas telas. Tá certo. Tá tudo certo. E é este o espírito pra 2019.)

Que venha 2019!!!!!!

Reciclando barro e vida

O ano está terminando e com ele meus materiais para fazer cerâmica. Ou seja, os minerais usados para a esmaltação das peças e a argila. Como o período de férias do curso vai até março – e não pretendo fazer cerâmica em casa, durante este período – optei por reciclar a argila usada (excessos remanescentes, aparas de trabalhos e trabalhos rejeitados). 100% do que sobra pode ser reciclado e reaproveitado.

Modo de fazer: Coloca-se a argila a ser reciclada num saco plástico mais grosso ou pote plástico (de sorvete, por exemplo) e acrescenta-se água. Difícil precisar a quantidade necessária para que a argila se recomponha garantindo plasticidade e fácil manuseio. A tarefa exige força, paciência e obstinação. Ou tem água demais ou de menos. O jeito é ir amassando, sovando, embarrando as mãos, deixando secar ao sol, suavizar ao vento, tentar de novo e de novo.  E de novo. Tem de bater, rolar, amassar, amassar, amassar. Até que não hajam mais grânulos cerâmicos endurecidos. Tem quem recicle semanalmente pequenas quantidades. Tem quem junte uma maior quantidade e recicla por mês, semestre ou ano. Esta é a segunda vez que reciclo meus refugos. Apesar de útil, o processo é chato, trabalhoso, e, conforme a quantidade, pesado. Não é incomum ficar com dedos e artelhos doloridos. Mas reciclar argila é necessário. Tanto por causa do preço (a argila atóxica de boa qualidade é cara), pela questão ecológica de aproveitar ao máximo o que se extrai da natureza, como também pela disponibilidade do produto, que não existe em Florianópolis e vem de Curitiba ou SP).

Reciclar tem sido um modo de vida. O scrapbooking, o mosaico, o patchworking, a pintura, o cozinhar no dia a dia e a própria vida me ensinaram que reciclar é ressignificar. A apara de barro, o folder de um evento ou mapa de uma cidade, a roupa velha, a bijuteria que arrebentou, o móvel velho, o adorno quebrado, botões perdidos, chaves, espelhos, potes de vidro e de plástico, cestas de vime, garrafas … absolutamente tudo pode ter nova serventia. A apara de barro vira um novo pote cerâmico; o folder de um evento ou mapa contextualizam de forma pessoal o álbum de scrap da viagem dos sonhos; a roupa velha (conforme o estado) pode ser doada para quem precisa ou ser usada como pano de limpeza ou de chão; o móvel velho pode ser pintado e restaurado e ter outra serventia; o adorno quebrado pode ser usado numa peça de mosaico, a garrafa pode virar candelabro ou aromatizador de ambiente, o espelho quebrado pode ganhar nova forma e função, etcetcetc.

A vida nos ensina o mesmo.

Do limão uma limonada.

Da casca do limão uma água frutada.

Ressignificar os eventos diários e cotidianos

  • bons e ruins, justos e injustos, certos e errados, tristes e felizes –

é se permitir viver em plenitude.

Também a vida tem seu tempo, momentos e dosagens.

A vida é luta diária.

Desistência ou persistência.

Lágrimas e gargalhadas.

Otimismo e pessimismo.

O céu e o inferno.

Recicle-se.

Reinvente-se.

Ressignifique-se.

Transforme-se na sua melhor obra de arte.

O artista é você.

A matéria prima:

Sua vida.

2018 – um resumo

Quem diria!

Mais um ano chegando ao fim e com ele tantas percepções, decepções e conquistas. Revendo fotos postadas no Facebook fiz uma espécie de inventário do que aconteceu em 2018. Iniciei o ano viajando. Só no dia 08 de janeiro aportei na terra que tanto amo: meu Brasil brasileiro. 35 dias viajando pela Oceania e a sensação, ao voltar, de ter iniciado o ano arrebentada. Aliás, se não fossem as fotos, diria que meu ano foi um cansaço só. Movido a café e chá.

As grandes metas para 2018 foram a exposição Diálogos do Inconsciente, meu retorno ao consultório e a assistência mais pontual à minha mãe quase octogenária. A exposição foi um marco que ainda retumba nos meus sonhos futuros. Voltar ao consultório apenas sacramentou uma antiga decisão. A vida pede que se olhe para frente. Ir e vir a Lajeado e Colinas no RS, nortearam meus meses, minhas decisões e possivelmente meu futuro. Li muito, mas o livro que mais marcou e serve de inspiração para o que eu mesma pretendo escrever em 2019 é o triller psicológico “A mulher na janela” de A.J. Finn. Recomendadíssimo. Conheci Inhotim, Ouro Preto, BH e fui pescar no Rio São Francisco. Uma viagem há muito querida. Conheci novos amigos. Revi gente há tempo sumida. Fui ao cinema, teatro, jantares, fins de semana e noitadas de cassino com velhos e eternos amigos. Me decepcionei com alguns outros tantos. Perdi mais uma cunhada. Faz parte. Fiz política pela primeira vez na vida. Costurei minha primeira cortina para meu atelier. Desenhei meu primeiro abajour usando a base de quariquara. Pintei telas que me surpreenderam. Finalizei várias peças de cerâmica, e acho que o que aprendi, foi estimulante. Terminei minha nona manta de crochê. São 22,5 Kg de lã crochetados ao longo de nove anos. Curti as plantas que nascem ao meu redor. Helicônias e Strelitzas tem sempre um lugar de destaque na minha casa. Assim como a família e os amigos. O ano foi de reflexões e decisões. Escolhas e desistências. 2018 foi um ano bom.

 

Que venha 2019!!!!

Simplificando o Natal

Acho que todos já ouviram falar da célula killer, aquela que dá início ao processo de destruição e morte do corpo humano. Há quem diga que também temos uma célula killer que elimina e aniquila emoções: decisões, sonhos e concepções de mundo. Algo como Complexo de Sabotagem. É quando a gente se ferra porque – consciente ou inconscientemente – escolheu se ferrar, mesmo sem entender porquê. Acredito na célula killer afetiva. A danadinha habita a superficialidade do nosso Ego. Ela acredita que tudo pode, merece e consegue fazer. E ambivalentemente, ela acredita que não merece o tudo de bom que tem, se sente culpada pela própria felicidade, pela sorte, pelas bênçãos conquistadas, por tudo de bom que existe no simples viver.

Tudo isso só pra dizer que às vezes a gente joga contra a gente mesmo.

A gente se sabota.

Se inflige dor, sacrifícios, renúncias.

Há anos recebo amigos por ocasião do Natal. Decoro a casa com o maior prazer e piloto a cozinha como a Dona Benta de Jurerê Internacional. Asso perus deliciosos, preparo molhos e farofas de comer sentado. Literalmente. Pelo menos eu como, pois meus joelhos e pés chegam ao ponto de não conseguir me manter de pé, tamanhos cansaço e dor. Ano após ano, prometo que vou mudar minha atitude e ser mais complacente comigo mesma. Encomendar peru assado de padaria, fazer arroz e maionese. Um trivial básico salpicado com muita uva passa.

No Natal de 2017 uma amiga sugeriu que minha casa comportava um pinheiro maior do que aquele que eu vinha preparando desde os tempos de São Paulo. Com o pé direito 3 xs maior, concordei com ela. E lá nos recônditos do meu ser, comecei a sentir minha célula killer afetiva se movimentando, ganhando espaço e atropelando minha decisão de simplificar a vida e meus Natais. Quando chegou o mês de outubro ela estava pronta pra dar o bote fatal e planejei ir ao Paraguai comprar a árvore dos sonhos da minha amiga, que agora, por tabela, também era a árvore dos meus sonhos. Facilitei a vida e comprei por internet. Em 3 dias,  estava em casa, a colossal caixa do pinheiro dos sonhos.

Montar e decorar o monstro de 3,5m exigiu 3 escadas em torno da circunferência de 1,7m, uma sacola cheinha de bolas, pinhas, anjos, papais noéis, etcetctec, pendurada no pescoço, e um sobe e desce frenético para dispor de forma uniforme, absolutamente tudo que encontrei que pudesse compor minha nova árvore de natal. Suplício foi pouco para definir a dor das pernas e joelhos. Estar fora de forma também. E só não despenquei do topo de nenhuma das escadas por detalhe. Cada nova investida ao topo exigia a conferência de que estava munida com absolutamente tudo que fosse precisar. Chega uma hora que os joelhos não dobram mais e as pernas recusam a empreitada. E apesar de todo esforço e de repetir a meu marido (e a mim mesma) a todo momento: “Como foi possível viver nesta casa sem uma árvore de Natal deste tamanho?”, por mais que eu coloque badulaques na árvore, ainda falta muito adorno para que ela fique realmente com a cara da árvore de Natal dos meus sonhos.

Para o próximo ano, aquela viagem ao Paraguai deverá ser melhor planejada, e colocada em prática. Não acredito que vá encontrar na internet um mini-guindaste. Nem uma metralhadora pra eliminar de vez minhas células killers afetivas. Sem contar, nos enfeites de Natal. Ou compro ou faço.

Quanto a simplificar a vida e os Natais? Acho que ainda vou aguentar um tempo. Porque a árvore ficou linda e não sei mesmo como pude viver tanto tempo nesta casa sem uma árvore de Natal deste tamanho. São estes pequenos – porém grandes – detalhes que fazem parte da alegria do Natal.

Um Feliz e Abençoado Natal a todos!!!!

Que assim como eu estão sentados de tão cansados; ou estão satisfeitos com o pinheiro de vaso na mesa de canto da sala de estar; ou com o peru encomendado da padaria; ou que vão presentear com vale-presente; ou simplesmente vão assistir o Natal dos outros na telinha da televisão, nos filmes cheios de neve e compras de última hora em New York; ou vão dormir e simplesmente, deixar passar. Porque amanhã é dia 26, a vida segue, e Natal é apenas Natal. Viva-o do seu jeito. Talvez nem todos sejamos vítimas de células killers natalinas.

 

Eleições 2018

As eleições de 2018 serão um marco na história do nosso país. Enfim, a sociedade acordou, teve acesso e informações sobre o que aconteceu em quatro mandatos do PT – o Mensalão, a Operação Lava Jato, o Petrolão, a queda do governo Dilma, 14 milhões de desempregados, recessão, violência desenfreada e tantos outros escândalos. O Facebook e o WhatsApp bombaram as campanhas políticas e o povo brasileiro, pode se envolver diretamente na escolha de seus representantes a governador, deputados estaduais e federais, senadores e presidente.

Pra guardar um recorte do que vivemos neste período, onde “petistas” e “bolsonarianos” batalhavam virtualmente por seus candidatos (Fernando Haddad e Jair Bolsonaro respectivamente) selecionei um dos posts em que houve troca de ideias na minha página de Facebook entre eleitores de ambos os candidatos. Durante todo o processo eleitoral evitei discussões desnecessárias (tive apenas uma mais calorosa). Mesmo assim, as mídias sociais tornaram-se terra sem lei, uma arena onde se brigou e discutiu como nunca. Amigos foram bloqueados e banidos … Outros silenciados.

O futuro é incerto. Cada lado luta por ideais, verdades, medos, desconfianças. A eleição parece absolutamente polarizada entre os extremos de direita e esquerda. Certeza ninguém tem de nada. O que me move, e move grande parte da população é um sentimento anti-petista (PTNUNCAMAIS) e a outra parte, o #elenão.

Que passem as eleições. Que comecem os novos governos. Que o Brasil saia da crise. Que o povo se acalme. Que as amizades se restabeleçam. Que a vida retorne ao doce balanço dos dias com a certeza da batalha travada e vencida, independente do resultado das urnas. Que vença o melhor. Pelo país e pelo povo.

Bolsonaro

“EU: Aqui em casa também!

Ana: Na minha tb.

Beatriz: Na minha também. Dentre eles o de acolher a todos os humanos, de respeitar as diferenças, de lutar por justiça social, de não aceitar autoritarismo, de valorizar cada vida independente da raça, cor, credo, religião, condição social…

Juliana: Tudo isso que citaste Beatriz e muito mais! Sem corrupção, sem apoiar ditaduras socialistas, sem mentiras, sem ilusão!

Beatriz: Sim…sem ditaduras, sem corrupção de todos os tipos e níveis, sem mentiras (tipo fake news), sem ilusões… Inclusive sem acreditar em mitos e em salvadores. Por isto mesmo me encontro entre a cruz e a espada hoje.

EU: Todos nos encontramos. Mas Beatriz e Jussara,13 anos de governo PT nos colocaram na situação que estamos hoje, com índices de violência e desemprego assombrosos, saúde e educação deficitárias … Precisamos de mudança. E só podemos mudar fazendo diferente. Vc realmente acredita que 46% da população brasileira votou em Bolsonaro pq somos fascistas, homofóbicos, machistas, torturadores? A equação é simples: PT roubou assombrosamente. Investiu fora do Brasil e isso não é Fake NEWS. Vivi isso pessoalmente. Lembra que mudei para Venezuela? A África era destino frequente de muitos executivos que ainda hoje frequentam a minha casa (engenheiros e CEOs das grandes empreiteiras do país que foram e estão sendo punidas via Operação Lava Jato). Por isso minha determinação em PT Nunca Mais. O que foi investido e perdoado nas ditaduras fora do Brasil pelo governo PT, poderia ter sido alento e avanço para nossa população e nosso país. Se o PT vencer é o fim da Lava Jato. Pq o que veio à tona até agora é apenas a ponta do iceberg. Ontem mesmo esteve na minha casa um ex executivo da Odebrecht que ainda vive em Angola, e que acaba de finalizar o mestrado na mesma Universidade do citado Ministro de Economia de Bolsonaro. O que ele disse é simples: se o governo não se meter e priorizar saúde, segurança e educação, a economia vai crescer, o desemprego cair. A vida do brasileiro vai melhorar. O Brasil precisa desta parada. Tentar outro caminho. Votar no PT, nunca votei, e não vai ser agora que vou votar. Quero o bem do meu país e do meu povo. Se só temos estas duas opções, eu não tenho nenhuma dúvida. Os avanços em termos de direitos humanos são garantidos pela constituição, e os até aqui, 46% da população não vão mudar isto e vão resguardar. Disso eu tenho certeza. Bolsonaro não representa a perpetuação no poder. Daqui a 4 anos, poderemos reavaliar. Ele representa uma parada no avanço do PT. Tenho amigos na Venezuela e o que está acontecendo lá é estarrecedor. Tenho certeza de que esses próximos 4 anos serão difíceis, mas necessários. E nós, como brasileiros, precisamos nos unir para que nosso país se torne um lugar melhor, mais justo de se viver. Somos um país riquíssimo e mais de 50% da nossa população vive na pobreza. É só olhar ao redor.

Jussara: Tenho muito medo deste jeito Bolsonarodeser.

EU: quando optei por votar no Bolsonaro, fiz uma pesquisa no Google, e realmente fiquei indecisa. Aí veio a facada e uma serie de situações, entre elas eu ter sido insultada em minha timeline. O que sei é que desde o início deste processo eleitoral, tudo sinalizava para os dois extremos. Bolsonaro jamais imaginou que se tornaria um dia um presidenciável. Falou porcaria pra caramba. PQ? Sabe-se lá. A verdade é que todos nós, nossos familiares e amigos já falamos e pensamos coisas politicamente incorretas. Só que não fomos gravados, nem estamos concorrendo pelo poder maior em nosso país. A política é suja e desleal e a sede de poder cega. Já circulei por Brasília (morei 2 anos lá) e quem lá vive, vive numa bolha. Não existem escrúpulos para se manter no poder. Felizmente, todos nós mudamos e evoluímos como seres humanos. Acredito que Bolsonaro também. Ele tem tido apoio de negros, gays e mulheres que não querem mais ser vistos como minoria e vitimizada . Ele não é nosso salvador da Pátria. Isso não existe. Somos nós, o povo brasileiro que temos de fazer diferente. Ser mais honestos e menos corruptos. Precisamos resgatar valores e ser modelo para as gerações mais novas.Precisamos nos unir e não nos dividir. Somos um só povo.

Jussara: meu problema é … será que vamos ter essa possibilidade de nós espressar que foi um direito adquirido e que agora podemos colocar na lata de lixo.

EU: mais garantido com Bolsonaro do que com Haddad. O processo venezuelano foi sutil, mas muito do que vi dos 13 anos do PT aconteceram por lá. Com a morte de Chaves, Maduro apenas apressou o processo de desmantelamento do país. Vive bem lá, quem é do partido. Aqui no Brasil, vive bem quem faz (fez) alianças com o partido. E isso tem de acabar. Precisamos voltar a valorizar a meritocracia. Lembro que eu tinha uma faxineira e pedi pra ela como era viver na Venezuela de Chaves. E ela, apavorada, olhou ao redor, e me disse cochichando: não posso falar, as paredes tem ouvido. Já era uma ditadura. Tenho um amigo que foi deputado federal por SC e tinha seu gabinete ao lado do de Bolsonaro. O cara não é um monstro, foi o que ele nos disse, impressionado pelo Tsunami que Bolsonaro representa. Vejo neste movimento por Bolsonaro um desejo patriótico por um país melhor.Por isso meu voto é dele. Sem medo de errar.

Jussara: nisso não concordo….não voto no PT … espero estar enganada com esse tal de Bolsonaro…esquecem tudo o que ele falou…

EU: não esqueço. E pesquisei. Por isso, o povo tem de se unir. Estar atento. Acho que toda esta discussão política mostra o quanto o povo quer e precisa de mudança. O que vejo é uma sociedade doente, neurótica e paranóica. Tenho lido e visto tantos absurdos que me entristeço com o que nos tornamos como sociedade. Todos queremos o mesmo: um país melhor. Um povo menos sofrido. Se vc pesquisar tudo o que Lula disse ao longo dos anos … E tenha certeza, meu envolvimento político não vai se esgotar com o final das eleições. Vou seguir em frente, acompanhando tudo o que estiver sendo feito. E se tiver de voltar a ir para as ruas, eu volto. Acho que todos os brasileiros precisam pensar e agir assim.

Jussara: Não aceito nada do Lula.. mas a livre expressão continua .. podemos falar o que pensamos…espero estar enganada. Acho que isso não vai mais existir.

Beatriz: eu entendo os argumentos. Mas coaduno com Jussara sobre o medo desse jeito de ser Bolsonaro. Tenho duras e sérias críticas ao PT, mas discordo que 50% da população viva em situação de pobreza. E vejo com meus olhos o quanto melhorou a situação de muitos com os governos do PT. Não que esteja ótimo. Entretanto, pesquisei muito o Bolsonaro e jamais votaria em alguém como ele. Acredito que corremos risco, sim, de ver morrer a democracia em nosso país. Ele, além do mais, demonstra um despreparo gigantesco. Sobre os extremismos, sou totalmente contra. E, amiga, assim como foste insultada por te posicionar favorável a ele, eu fui (e ainda sou) por me posicionar contrária. Tenho um cuidado extremo com as minhas manifestações, inclusive não replicando frases prontas e ofensivas aos apoiadores de, mas muitas vezes vi na tua timeline frases ofensivas aos que são contrários… só para pensarmos e estou aberta a me apontares se tenho sido ofensiva de alguma forma. Detesto essas discussões em fundamento, mas adoro debater pontos de vista diferentes, pois assim é que crescemos. Confesso que quando vi teu apoio a ele e também de outras pessoas que considero bastante, fiquei em dúvidas. Por isso mesmo fui pesquisar mais e mais… vejo que ele mudou a postura depois do atentado, mas não conseguiu me convencer. Sobre os 46% que votaram nele, me perdoe, mas muitos são os que seguem as massas sem sequer saber o que fazem, outros tantos são violentos, machistas, homofóbicos, preconceituosos. E poucos são conscientes. Da mesma forma em relação só PT. Infelizmente. E, por conta disso, a maioria sofre.

Beatriz: sobre a meritocracia, minha opinião é que em condições desiguais ela apenas reforça as desigualdades.

Jussara: Beatriz concordo contigo…

Jussara: A mulher que lutou para conquistar seu espaço tá votando num ser que não valoriza nem um pouco a nossa luta ..

Beatriz: Jussara, na verdade é muito mais profundo do que isto, no meu entendimento. Entendo que as mulheres lutaram justamente para ter o direito de escolha, livremente. Portanto, se preferem votar nele, paciência, desde que tenham consciência da escolha. Me preocupa muito mais essa credibilidade de que, caso não governe como se espera, que o tirarão. Eu não acredito que se consiga. Tenho visto colocações absurdas dos seus pares, inclusive querendo tomar atitudes ilegais e inconstitucionais. Até concordo que a constituição precisa ser revista em alguns pontos, mas o radicalismo que demonstram (sem contar a violência que se espalha por conta de seguidores mais fanáticos) me assusta.

Eu: Beatriz e Jussara, entendo os medos de vcs com Bolsonaro. O meu medo do PT é exponencializado centenas de vezes. Convivi de perto com o poder das empreiteiras e dos políticos. O Brasil é um país riquíssimo com uma economia contida, o estado inflado e uma população empobrecida. O Lula fez um brilhante primeiro mandato. E foi só. Se os gaúchos não reelegem governador/partido pq reelegeremos pela 5a vez o mesmo partido que nos colocou na posição que estamos? Talvez vcs não acreditem na venezuelização do país. Estamos no caminho, sem sombra de dúvidas. Basta pesquisar e ver tudo que foi noticiado e documentado. Por isso, minha posição por Bolsonaro é basicamente Anti -PT. Entre quem vota em Bolsonaro tem gente violenta, homofóbica etcetcetc. Tem. Tem também no PT. Tenho procurado não ser hostil nas minhas postagens. Meu maior objetivo é fazer com que as pessoas se deem conta de que o que o PT fez no Brasil é muito grave. Desculpa se ofendi. Também me senti ofendida muitas vezes. Mas é assim que é. Estamos todas pensando no melhor para o nosso país e nosso povo. E cada um tem sua opinião. Desde quando me posicionei a primeira vez, foi a única coisa que pedi: respeito à minha opinião. Respeito a de vcs. Se respondi a estes comentários, coisa que tenho evitado, é por consideração e por saber que vcs também são gente de bem. E dia 28, de um jeito ou de outro estaremos votando no futuro do Brasil. PT ou Bolsonaro. Depois é torcer e fiscalizar de perto tudo o que vai acontecer. Meninas, gosto muito de vcs e não vejo a hora de voltar a postar sobre literatura, cerâmica, psicologia e arte. Fiquem bem. Bjo

Beatriz: concordo contigo. Eu já retomei minhas potagens. Porque se ficarmos somente na política, o coração não aguenta. é muita sensibilidade afrontada. Amor deve ser a tônica!!! Bjo.

EU: Beatriz, assim mesmo!!!! Grande beijo

Jussara:‪ não quero ter me arrepender.

Letícia: Aqui também!!

Vanessa: Up #B17

Juliana: Estamos criando uma fantasia que vai se instaurar a ditadura militar! Só não se dão conta que o projeto de poder do PT é instalar uma ditadura socialista! O que é o foro de SP?? A Ursal e todos esses devaneios socialistas dessa turma??! Acordem!

Paula: Aqui também…

Renata: Também faço parte deste grupo.”

PS: Todos os nomes foram alterados pra garantir a privacidade.

 

 

A vida segue em frente

Segue mesmo. E por mais que tentemos resgatar algo que ficou pra trás, resgatamos apenas pedaços de um todo que já não existe mais. Esse algo completo, esse todo, faz parte do passado. Compreendi enfim, que é lá que deve ficar. Qualquer resgate será sempre parcial. A completude daquilo que vivemos no passado, só é completo lá. No passado. Decidi seguir em frente e só olhar pra trás por precaução. Não quero ser atropelada por lembranças perdidas num outro tempo. Decidi viver o aqui e o agora, atenta ao que a vida apresenta. Tem coisa boa? Tem. Tem coisa ruim? Também tem. Sou eu quem escolho. Aqui e agora é meu presente. Sou eu que escolho gostar ou não gostar. Decidi que gostar ajuda a superar o passado, o presente e o futuro, e seguir em frente.