Preparando a esmaltação

Devagar, devagarinho estou chegando lá. As primeiras peças biscoitadas, foram lavadas e deixadas a secar ao sol. O objetivo é abrir os poros da argila e retirar qualquer resquício de poeira que comprometa o processo.

ceramica 3

Depois de secas, as peças foram guardadas em sacos plásticos limpos e recolocadas na prateleira. O próximo passo é a esmaltação.

ceramica 1

São pratos, bowls, descansa-colheres, luminárias, porta-incensos, potes …

ceramica 2

Além destas peças, outras estão indo ao forno para serem biscoitadas (é a queima a 900 graus). Depois da esmaltação, outra queima está agendada.

Making Off – Diálogos do Inconsciente

Contagem regressiva!

21731412_1707496069262087_1140253206231667512_oPra quem pensa que vida de artista é fácil!!!!

Haja trabalho e dedicação. Se além de criar, resolver estudar e entender teoricamente a criação, prepare-se e se surpreenda.

Por enquanto, apenas imagens e primeiras impressões.

http://www.bancadasulista.com/noticia/2845-mostra-dialogos-do-inconsciente-traz-expressionism/

https://ndonline.com.br/florianopolis/plural/artista-suzete-herrmann-abre-exposicao-dialogos-do-inconsciente-em-florianopolis

http://www.deolhonailha.com.br/florianopolis/noticias/mostra-gratuita-traz-expressionismo-abstrato-a-espaco-cultural.html

Meu primeiro Pit Pot

Há quem diga que esta foi a primeira forma de cerâmica feita pelo homem. Uma simples bola de argila e o polegar a pressionar, afundar e moldar o miolo da bola, até formar um pote. Parece fácil. Mas, não é. Cada uma das minhas bolas foram remodeladas inúmeras vezes. É um amassa e desamassa sem fim. Por enquanto, minhas “pit pot” estão sendo pensadas como potinhos de vinagrete, patês, cremes, molhos, porta amendoins/avelãs/nozes. Porta trequinhos.

Pit pot 1                                               Coisa pouca, tipo pit pot.

Fotos que contam filmes

Janeiro acabou de terminar, fevereiro mergulha com Iemanjá em pleno dia dois, eu ainda estou às voltas com a faxina de final de ano (o que passou), a lista de metas e providências para 2018 continua se debatendo perdida entre desejos e necessidades, meu tarô embaralhado e posto, com o Diabo apontando como a carta Essência do ano, aguardando interpretação, a agenda com apenas os dados de identificação assinalados … O ano mal começou e já me sinto atropelada. Cantando pneus e levantando a poeira, me convenci de que é verão, o calor baixa minha pressão arterial (e minha energia), 2017 me exauriu com muitas viagens, compromissos, preocupações, decisões e sustos. 2018 que sossegue um pouco. Tudo tem seu tempo e seu jeito. Também eu. Decidi fazer de fevereiro o mês de descanso, férias e organização. Por algum motivo – entre o consciente e o inconsciente – pedi que Carla colocasse todos os álbuns de fotos de toda a vida sobre a enorme mesa da churrasqueira.

img-1193.jpgFui pegando um a um, e aos poucos, observei o amarelado das páginas, o mofo esbranquiçado em capas e contracapas de álbuns de scrap, fotos arrancadas e misturadas, caixas com postais, pequenos e antigos mini-álbuns gratuitos de papelão, uma infinidade de fotos fora de foco, imprecisas e descoloridas, com uma nitidez sofrível de momentos, lugares e pessoas, algumas ainda presentes, outras distantes e agora desconhecidas, perdidas pela vida ou sugadas pela morte.

IMG-1198Rever fotos é rever a própria vida. O tempo que as consome, também nos consome. A vida que se vê nas fotos se desenrola como num filme. A dimensão do tempo que passou redimensiona a própria vida vivida e sentida. De repente, percebo que nunca fui tão gorda como sempre me lembro de ter sido, que meus filhos sempre foram lindos e queridos demais (apesar das incomodações e preocupações), alguns lugares nem eram tão bonitos, algumas pessoas tiveram vidas incompatíveis com aqueles olhares, poses e histórias que sabíamos até então. Muitos morreram, outros tantos sumiram do mapa. Eram amigos de outros tempos. Assim como muitos sonhos e projetos que se perderam pelos mais diversos motivos. A família cresceu. O jeito de viver mudou. Todos mudamos e nos transformamos. A vida apenas seguiu seu rumo e se perdeu em algumas encruzilhadas. Hoje, consigo ver por onde andei, onde me perdi, a que ponto cheguei. Também sei que nem tudo que acontece – ou deixa de acontecer – depende do meu querer ou fazer. Tem coisas que simplesmente acontecem. Simples assim.

img-1196.jpgAos poucos, separo álbuns que precisam de consertos, algum tipo de limpeza ou acréscimo de fotos e informações.

img-1197.jpgMe encanto com antigos álbuns de scrap produzidos com capricho e amor. Preciso voltar a fazê-los e contar a vida através de fotos. Daqui a 10, 15, 20 anos, sei que vou adorar ver pra onde e como a vida me levou.

IMG-1195Por isso, mãos à obra.

Primeiro scrap de 2018.

Pra começar meu ano com arte, decidi mais uma vez, fazer minha própria agenda.

E lá fui eu providenciar os materiais.

Dos materiais a serem providenciados, apenas o miolo da agenda crua.

FullSizeRender-17Papeis, colas e ferramentas (que tenho aos montes e de outras épocas) andam mofando em baús, caixas e prateleiras. Tenho feito pouco scrap. E, a arte do papel exige consideração. Muito mais. Quem sabe no decorrer do ano, me inspire mais vezes.

Porque o tema deste ano eu já sabia qual seria: a magia do Senhor dos Anéis: Hobbiton Movie Set.FullSizeRender-13Além da minha, também fiz a agenda da minha afilhada de 13 anos, que pediu algo mais antigo. Ela separou papeis e materiais do seu agrado, juntei uma foto de 2008, guardanapo de papel e uma moldura acrílica. E partiu daí o design das capas e contra-capas,  além dos bolsos internos: perfeitos para acomodar papeizinhos, bilhetes, provas, cartões, etcetcetcetc.

Inovei e fiz um porta-bloco para anotações: de telefones, compras, compromissos …

Como as agendas, tudo feito com sobras e materiais antigos, um pouco de vontade e, alguma inspiração.