professora

Hoje foi dia de revisão de conhecimentos em WordPress. Depois de anos, chegou a hora de reciclar meu blog. Contatei minha antiga professora Lúcia de Freitas, cracona em WordPress, e colocamos as mãos na plataforma, comprei o domínio Suzete.com, repaginei meu blog. Nesta minha vinda a SP zanzei por antigos e novos caminhos. Vou me…

perdas

se tenho medo de te perder? não. não tenho mais. aquele que eu temia perder já não existe mais. perdi faz tempo.

o que se foi

a temporada de verão acabou. foram-se os turistas. sobraram alguns retardatários insignificantes na imensidão do mar. não contam. hoje, éramos eu, as ondas, a chuva, e algumas gaivotas ensaiando seu regresso. estamos tímidas e receosas, elas e eu. nosso santuário foi afrontado e desrespeitado. que a chuva e o tempo purifiquem a heresia do abuso…

cochichos

não sei se abraço a vida ou a morte. a morte acena cheia de facilidades e finalizações. xeque mate. ponto final. já a vida, impõe sacrifícios e compensações. um ainda em constante processo. – o próximo. o seguinte. mais uma, outra vez – ando tão farta de me exigir e me infligir perfeição, decepção, dor….

Ceramicando

Florianópolis é um celeiro de arte e artesanato. Do tipo alternativo, rústico, movido à inspiração, criatividade e sustentabilidade. Anos atrás, tipo 25 anos, fiz um curso de tear, no Mercado Público, no centro da cidade. Foram 3 tapetes com técnicas e cores diversas. E, totalmente tortos. Foram os únicos tapetes de tear que fiz. A…

Forjando a armadura – Rudolf Steiner

“Nego-me a submeter-me ao medo Que me tira a alegria da minha liberdade Que não me deixa arrriscar nada. Que me torna pequeno e mesquinho, que me amarra, Que não me deixa ser direto e franco, que me persegue Que ocupa negativamente a minha imaginação, Que sempre pinta visões sombrias.   No entanto não quero…

A pintura como método arteterapêutico – Linguagens do Inconsciente

O artigo científico de conclusão do curso de Arteterapia ganha forma e conteúdo. O tema: a Pintura como forma de expressão, uma ferramenta psicológica de alto impacto, incrivelmente prazerosa e reveladora do universo inconsciente de cada um de nós. Alguns chamam esta técnica de Pintura Espontânea, outros de Pintura Intuitiva. Gosto de pensar que são Diálogos…

o medo de ser impulsiva me tornou indecisa

Em dezembro de 2014 postei minha última Miniatura. Uma categoria para as ideias simples. Recortes, retalhos e porções. Sementes e grãos. Tipo um insight, um flash, uma sacada … e, das duas uma: ou ando sem ideias simples, apenas ideias complicadas e complexas: ou, ando despersiva demais. Pra não dizer que não falei das flores:…

sótãos e porões

sótãos e porões são encantadores e muito, muito promissores. caixas velhas e esfarrapadas, sacos plásticos mofados, socados em fundos de armários e prateleiras, velam o que poderia ser importante, mas se perdeu no tempo e no conceito do que deveria ter sido. a vida também é assim. nas catacumbas da nossa existência existem verdadeiros tesouros perdidos…

Cadernos escolares

Durante as férias de verão recebi a visita da minha afilhada. Assim que ela descobriu meu atelier e meus materiais de scrap, foi logo pedindo se eu encaparia os cadernos dela. “Claro que sim” respondi, certa de que seria mamão com açúcar. E foi. Três cadernos em espiral comuns, fitas dupla face, tesoura, restos de papeis…

O muito que se faz com pouco

O scrap, assim como o patchwork, o mosaico, a literatura, a pintura e tantas outras artes, existem graças à união de quantidades incertas de vários materiais e inspirações. O muito que se faz com pouco engrandece retalhos de tecidos, fitas e linhas; papeis, colas, folders, ingressos e mapas; azulejos, pastilhas de vidro, cacos de porcelanas…

fazendo as contas

se nesta vida alguém te amou – sua mãe, filhos, irmãs, irmãos, amigos, colaboradores – outros tantos te odiaram. te amei demais. te odiei outro tanto. hoje, somo e subtraio, multiplico e divido. a equação do que sinto por ti é complicada. confusa. perversa. te amo demais, sim. sempre fui péssima em matemática.

na pele

vontade de arrancar a própria pele e me vestir outra. sair deste corpo que aperta. estrangula e sufoca. um corpo que não me serve, nem me define mais. ruiu, virou pó. espatifou. me esmigalhei inteira. sumo em frestas feito água. feito pó. sem forma, sem contorno. líquida. invisível. essa não sou eu. diluída, me agarro…