Efeito mate

Das 3 peças feitas com a técnica Aero Brush, apenas uma foi 100% finalizada. O resultado não ficou exatamente o que eu imaginava. A esmaltação não ficou brilhosa. O efeito foi do tipo “mate” (palavras da professora). Pintura falha e opaca.

Como tudo que se aprende, aprende-se muito com os erros. Da próxima vez que usar esta técnica, é necessário mais braço, mais camadas de pulverização e mais fogo. Esta peça foi queimada a 1200 graus centígrados. Possivelmente com 1300 graus, o resultado seja diferente. Anotação feita.

Meu filho gostou. Ainda bem, porque a luminária foi presente dele neste Natal.

Aero Brush

Na última aula de esmaltação cerâmica aprendi a usar uma nova técnica. Lembrou da época em que usávamos o “Flit de Neocid” para espantar e matar moscas, mosquitos e demais insetos asquerosos e pestilentos. O conceito é o mesmo: coloca–se a composição mineral no reservatório plástico e aciona–se a bomba com movimentos rápidos e rítmicos. É importante mirar e acertar o objeto onde a mistura deve ser pulverizada uniformemente.

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Na cerâmica, o uso do Aero Brush permite que a esmaltação não apresente as possíveis marcas que os pinceis podem deixar.

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Depois de pulverizado, usa-se o dedo indicador num movimento leve e circular para terminar de preencher e conferir se a espessura de 2 mm de minério foi alcançada de forma parelha em toda a peça a ser esmaltada.

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Das três peças pulverizadas pelo Aero Brush, uma vai ser finalizada com “terra sigillata” ou argila líquida aplicada com pincel. Foi usado fita crepe para dividir o vaso em duas metades, cada uma com acabamentos diferentes.

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Como o tempo e o processo de execução e finalização de cada peça cerâmica é demasiado longo (devido a questões do ateliê/forno), optei por postar as fases em que as etapas vão acontecendo.

As peças que aparecem neste post foram produzidas há um ano.