A primeira vez na Austrália

… foi em 2009. Lá se vão quase 6 anos. Estaremos indo agora pela terceira vez. Culpa da filha que ancorou no outro lado do planeta. Na terra dos cangurus ela casou e construiu um lar. Fazer o que: apoiar, e, de tempo em tempo, fazer uma visitinha. De duas semanas no mínimo.

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Afinal, não é para o mundo que criamos os filhos?

DSC08615Pois então, em 2009, fizemos uma senhora viagem à Austrália. Lá conhecemos Perth + arredores, parte da Gold Coast (Brisbane e Whitsunday) e Sydney + arredores. Nesta primeira vez, fomos por Dubai. Na volta, espichamos as pernas por 4 dias na terra dos sheiks. Na segunda vez, fomos pela África do Sul e espichamos as pernas no Kruger Park.. Agora vamos por Doha, também na região dos Emirados Árabes. Nada de espichar as pernas desta vez: Doha será só conexão. Ainda não fomos via Santiago do Chile, a rota mais conhecida e usada pelos brasileiros. Não faltará oportunidade. Muitas outras idas à Austrália devem acontecer no futuro.

DSC08597O álbum da primeira vez está pronto e completo. Título: Austrália 2009. E do jeito que a coisa anda, será o único. Quando fomos pela África do Sul, decidi fazer um Smash e dar apenas algumas notícias da Austrália (Natal e Ano Novo). A novidade era a Thailândia. Com o atelier ainda embrionário e o Smash incompleto, o jeito é se aquecer para mais uma temporada australiana com o primeiro álbum. Apesar de parecer mais prático, ter um Smash praticamente concluído no retorno da viagem – pelo menos bem adiantado – exige disciplina e dedicação. Quando o roteiro de viagem e a rotina diária são puxados, é quase impossível cumprir a tarefa.

DSC08608O Austrália 2009 é um dos meus álbuns favoritos. Além completo, foram usados muitos folders, papeis, adesivos e acessórios comprados durante a viagem. Coisas que adoro em qualquer scrap.

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Desde sempre, uma das características dos meus trabalhos é a grande quantidade de fotos usadas, além do “jornaling” detalhado. Revivo em detalhes e fotos, os dias maravilhosos que vivemos em qualquer tempo e lugar. Neste álbum, resolvi inovar com a forma de escrever o “jornaling”: o invés de digitar o texto e imprimir ou escrever à mão, optei por datilografar o dia à dia da viagem na velha máquina de escrever Oliveti. O resultado final ficou, interessante.

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No Austrália 2009, algumas observações:

DSC08600Viajar para e pela Austrália requer tempo e disposição: tudo fica longe.

DSC08609Leve casaco e biquini: as variações de temperatura ( de 10 a 45 graus centígrados) também são grandes;

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– Brasileiro adora compras no exterior, certo? Certo. Até o Elias se soltou (ele vai negar), mas comprou barraca, roupa de mergulho, material de pesca, vinhos, vinhos e mais vinhos, etcetcetc;

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Já eu me soltei nas compras de scrap. As primeiras que fiz no exterior. A Austrália é um celeiro de ideias e scrapers de estilo arrojado e diferenciado. Adoro comprar revistas e livros sobre o scrap feito por lá. As ideias são fantásticas e fáceis de fazer. Já o preço do material (papeis e equipamentos) é superior ao dos USA (o paraíso do scrapbooking) e inferior ao praticado no Brasil. Mas, também existem promoções imperdíveis na Austrália. Aproveitei ao máximo.

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– Também aproveitei e levei cacarecos e tranqueiras aborígenes e souvenirs pra turista nenhum botar defeito;

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Vale fazer passeios pelos zoos e fazendas de animais. A fauna australiana é impressionante: os desconhecidos wombat, o plátipus e o équidna. Além dos exclusivos cangurus e os preguiçosos coalas. Tem também o flyfox, o horrível som dos corvos, as singelas cacatuas;

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Outra coisa que chamou minha atenção foi a moda, o jeito de ser e vestir do australiano: tom sobre tom e roupa sobre roupa. Conforto total, beleza duvidosa;

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Esta foi a primeira visita que fizemos na casa da nossa filha casada. Surpresa com o capricho, o cuidado e o carinho com que fomos recebidos. Amamos d+.

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Nesta 3a vez, além dos dez dias na casa da filha, vamos voejar e esticar as asas por Bali, recarregar as baterias, retornar ao Brasil e fazer 2015 acontecer. Muito scrap, literatura, decoração e psicologia me aguardam na volta.

Será que vou encontrar material de scrap em Bali? Com certeza. Dias e dias em família, fotos e fotos e inúmeras aventuras diárias. É disso que precisamos para fazer o melhor scrap do mundo.

saindo de férias Austrália

By by, e até a volta.

Pelados na praia

Óbvio que não sou eu e minhas curvas cinquentenárias. Óbvio que a foto é da internet (1000,000 pictures)
Óbvio que não sou eu, nem minhas curvas cinquentenárias. Óbvio que a foto é da internet (1000,000 pictures)

Depois da noite de reveillon, acordamos tarde e tomamos um café sossegado. O dia amanhece fresquinho, mas o sol continua sorridente e imponente. Decidimos ir à praia de Swanbourne, ao norte de Perth/West Austrália. A água, de temperatura agradável e de um azul límpido, pede para ser saboreada. Andando pela orla, a uma certa altura, sem mais nem menos, sem sinalização alguma, nos deparamos com os primeiros peladões da praia e percebemos que estamos numa praia de nudismo. 90% são homens (como aliás acontece na maioria das praias de nudismo que já conheci). Já que estávamos lá, e todo mundo estava do jeito que veio ao mundo, decidimos experimentar. Já fiz topless em Barcelona, na Espanha, onde 50% das banhistas – dos 15 aos 80 anos – faz, e fiquei muito à vontade. Tiramos maiô e sunga, que deixamos na maior segurança atirados na areia e nos jogamos na água. Nada de exibicionismos e desfiles desnecessários. A ordem era tomar banho de mar pelados. Pra quem conhece o mar da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, pode imaginar o mar de Swanbourne – com a arrebentação da onda na beirada, quase na praia, um liquidificador de água e areia, seguido por ondas altas e vigorosas. Fiz uma entrada magistral nua em pelo, e tomei caldo tanto na entrada, quanto na saída. Glub, glub, glub… Talvez estivesse nervosa com a situação e me atrapalhei com o tempo das ondas e me precipitei, louca pra me esconder na água claríssima … Acabei me recompondo  e tomei o mais delicioso de todos os banhos de mar desta temporada australiana. Depois de uns trinta minutos cortando e ondeando ondas, atenta aos movimentos sinuosos e insinuantes, saí seguindo o humor do mar, fugindo afoita da chicotada de água e areia com relativo sucesso. Glub, glub, glub … Me vesti e resolvemos voltar para o lado vestido e comportado da praia. No caminho um cachorro brinca ao nosso redor e fico imaginando coisas (meu marido prefere estender um pouco mais sua experiência nu em pelo). Começo a rir e imagino que o canino deve ter frequentado as “Puppy School”, senão haveria confusão em meio a tantos …. falos. Definitivamente concordo com Wolfgang, um amigo alemão, ao dizer que a sensualidade está naquilo que se insinua e pouco se revela, e não na nudez exposta e explícita. Respeito quem gosta e pratica o nudismo, mas prefiro a sensualidade dos maiôs bem cortados, dos biquínis asa delta e saídas de praia transparentes e rendadas. Valeu a experiência.

Degustação de vinhos em Swan Valley Perth’s – Austrália

Manhã de sábado de sol escaldante, calor infernal de 40 graus, agenda apertada, e a vontade (?) de degustar e conhecer vinhos da primeira região vinícola da Austrália. Quando a gente vê, já está em Swan Valley, distante apenas 25 Km de Bicton, na grande Perth. A placa cor de vinho embriagado dá as boas vindas aos corajosos turistas.

chegada a Swan Valey

Primeira parada: Sandalford Winery.

entrada na Standford

Segunda parada: Houghton Winery, com exposição de aquarelas de “Dez Smith” na adega.

segunda vinicola

Terceira: Uper Reach handcrafted Wine.

plantação de uvas

Quarta: Chesters Restaurant e Winery. descobri lá como fazer um pãozinho à milanesa cru, usando pão, azeite de oliva e Dukkah (um saboroso farelo de frutas secas, temperos e pimentas).

almoço

Última: Sittella, onde assistimos um casamento às 16:30h, ao ar livre, ainda num calorão vulcânico.

casamento vinícola

Entre uma e outra, uma rápida parada em vinícolas de nomes e vinhos menores. Quem já fez, sabe como é. No mundo todo, degustar vinhos segue um ritual muito parecido. Do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves – RS/BR, a Napa Valley na Califórnia – USA, a Rota do Vinho na Espanha, França, Itália, Stellenbosch na África do Sul, chegando a Margareth River, enfim, aportando em Swan Valley, na Austrália. Chega-se e, ou você faz uma rápida visitação pela adega e uma aulinha sobre a produção do vinho, cultivo da uva, armazenamento em barricas de carvalho ou metal, etcetcetc., ou você encosta na bancada e segue um menu de degustação, começando pelos espumantes, brancos, rosés, tintos, fechando com vinhos de sobremesas.

primeira vinícola

Você também pode agendar uma degustação VIP, só você e o somellier. Conforme a região: sparkling chardonnay, moscateis e bruts. Sauvignon blanc, chenin blanc, verdelho, semillon sauvignon blanc, chardonnay. Cabernet sauvignon, shiraz, tanat, merlot, malbec, pinot noir. etcetcetc. Em torno de 30 a 50 ml de vinho por taça X 7 a 10 vinhos X 5 a 7 vinícolas + algumas repetições e dá para imaginar o resultado desta fruição de Baco. Existem algumas variações na degustação, conforme a sofisticação e organização do local e/ou região. Algumas vinícolas cobram pela degustação, outras não, e ainda tem aquelas que deduzem o valor pago para degustar na compra dos vinhos. Sempre é bom se informar. Pra quem não é ligado em vinho, algumas oferecem produtos ligados ao vinho, desde sabonetes líquidos e hidratantes a base de uva a taças, abridores, decanters, até, obras de arte. Sabe como é: depois de algumas taças de vinho, da mistureba toda … a vida se transforma na maior festa. Algumas dicas pra quem for degustar vinhos. Certifique-se do horário e dias de funcionamento de cada vinícola visitada, pra não correr o risco de encontrar o portão fechado. Faça uma relação dos vinhos que pretende comprar (raramente os melhores vão para degustação) e compre na loja da vinícola. Comprar o vinho na casa dele, normalmente é mais em conta que comprar no Brasil. Os $$$$ podem ser consideráveis. O Opus One (americano) que o diga. Quando começar a degustar, beba apenas do que gostar e se não gostar do vinho, despeje o restante no balde oferecido sobre o balcão. Sempre que possível, passe água no copo para que uma cepa não interfira no sabor da próxima (quando não são disponibilizadas taças próprias para cada vinho) É cada vez mais comum a degustação ser feita em apenas uma taça: dos espumantes aos vinhos de sobremesa. Se possível coma algo entre uma vinícola e outra. Raramente as vinícolas oferecem, por isso leve de casa “cream crackers”, para o caso de não encontrar nada durante o passeio. Se for passar o dia nesta ingrata tarefa, faça reserva em algum restaurante, o mais tarde possível. Com tanto vinho, depois do almoço a bobeira só aumenta.

descansando

Então deixe o almoço para o final, o que normalmente é o gran finale. E nunca se esqueça de definir quem será o motorista, caso não esteja em grupo ou excursão. No Swan Valley, a reserva foi feita no Chesters Restaurant. Afastado da West Swan Road, o restaurante tem um menu fantástico e segue à risca a ideia de que também se come com os olhos. Além de saborosos, os pratos são uma obra de arte. O local é simples, cercado por eucaliptos cheirosos, o atendimento atencioso. Recomendadíssimo.

O menu escolhido foi bem diversificado.

Antônio foi de Rib Eye of Beef: 350g of prime rib eye dusted in Ras el hanout, served with black eyed bean akara, spiced sweet potato & peanut puree (gf).

almoço antonio

Fernanda foi de Rack of Lamb: Herb and pistachio nut crusted rack of spring lamb served pink, with warm cauliflower, pea & mint puree, and beetroot glaze.

almoço fer

Elias foi de Kangaroo Fillet: Fillet of kangaroo crusted with in-house made Dukkah, served medium rare withroyal blue dauphinoise,lemon myrtle & pilsner damper, and native pepper berry jus.

almoço elias

Eu fui de Barramundi: Crispy skinned Cone Bay barramundi served with venison chorizo, roma potato $ red onion salsa, blue swimmer crab cakes, corn & coriander puree, and accompanied Grana Padano & herb polenta chips.

almoço susi

Uma aventura gastronômica indescritível. Bon Apetit.

Um scrap de viagem – a primeira vez na Austrália.

O ano é  2009. O mês: Maio. 27 horas de voo. O que foi que eu fiz – mein got – para minha filha querer ficar tão longe. Até desconfio … rsrsrs. Faltou terapia. RSRSRS.

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A opção foi ir por Dubai, via Emirates. E vá, sem medo! Até a classe econômica é executiva, pode acreditar! No retorno ao Brasil, uma escala de quatro dias. Outro scrap. Cada trecho 13/14 horas. O fuso horário é tanto que me atrapalhei com as horas lá e cá. Odeio esta parte de fusos e jet lag. Mas a terra é redonda, e enquanto eu vou por um lado, ela vai por outro. Até nos encontrarmos.

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A chegada é em Perth e de lá, by car to Fremantle. Costa oeste da Austrália na casa da filha. A primeira vez – céus, um clichê e não consigo fugir dele – a gente nunca esquece. Capricho total. Herança materna? Quero acreditar que sim.

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Mas a viagem segue. Parada em Busselton para o almoço e de lá para a região dos vinhos de Margareth River. Vá! É negócio de Primeiro Mundo. Uma esticadinha numa fazenda de veados, com direito a degustação de salames e linguiça.

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Passamos a noite na cabana Semillon da Pousada Island Brook. Três gaúchos e um capixaba jogando baralho e tomando vinho. O genro capixaba teve que ceder às regras. E a primeira: éramos três contra um.

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Além dos vinhos, degustação de arte.

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Entre matas, cavernas, cangurus e restaurantes, uma esticadinha ao Índico pela Caves Route.

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A pequena e simpática Fremantle. Filhos trabalhando, pais passeando. Esta inversão de papeis até que foi muito interessante. Mas quando me senti uma velhota de 70 anos, monitorada e orientada de hora em hora (pra que ligar tanto?) resolvi retomar o controle do dia. Foi lá que fiz a revisão final do “Segredos de Serena”.

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Dia de passeio de barco a Rottnest Island, com direito a enjôo no “Underwater”(um barco com fundo de vidro) e vários encontros com os asquerosos “quokkas”. Acho que não preciso explicar os enjoos.

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Perth, a metrópole da costa oeste.

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No Kings Park, festa para o baobá de 750 anos.

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Pic nic nas areias de South Beach em Fremantle, com direito a por do sol e vinho australiano. E muitas revanches na canastra. Placar final? Perdi a conta. Mas, acho que … deu Meninos.

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Hora de zarpar e voar com as próprias asas. Destino: Whitsunday. Escala em Brisbane.

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Ai ai. Depois da Polinésia Francesa, meu segundo cruzeiro. Este, de catamarã. O Power Play. Um pequeno barco zingrando as águas revoltas da Grande Barreira de Corais. Tudo abaixo de nós. Um grupo de 18 aventureiros, com ordens explícitas de muitos nãos a bordo, ditados pelo israelense Evian. O comandante Cook e a cozinheira Donna, completavam a tripulação jovem. Elias e eu, os veteranos do grupo.

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Dia de mergulho de cilindro. Tô fora! Claustrofobia com o respirador na boca, a roupa justa e a visão lacrada pela máscara. Prefiro o snorkel. Muuuuuito mais barato e libertador. Basta erguer a cabeça sobre a água, empurrar o equipamento e situar o horizonte. Whitehaven. O paraíso das areias brancas, mas o tempo foi nublado. Brincadeiras para acalmar os excursionistas cheios de energia e adrenalina. Elias conheceu a Priscila (uma melra gigante) no mergulho em Blue Perol.

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13 de maio de 2009. 47 anos e canto “Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida” de pijama. Delícia estar num grupo tão desencanado.

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A viagem é de aventura? Jet Ski em Arlie Beach. E a certeza de que, jamais, em hipótese alguma, podemos ter um destes no Brasil. Morte certa. A viagem é de mordomia? Também. Limosine branca, espumante gelado e todo espaço do mundo. Próximo destino? Sydney, apertados no hotel.

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Primeiro dia: um city tour e exagero de fotos.

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Royal Botanic Gardens and Domain. Conheci os “fly fotz”. Ops, “fly fox”. Morcegões.

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Bondi Beach, e o primeiro emprego da Fernanda, nossa guia exclusivíssima, quando chegou em Sydney. Foi na lavanderia Impress, em Bondi, que a Fernanda conheceu o Antônio, nosso genro capixaba australiano.

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Muitos passeios por Sydney. A cidade é um grande parque turístico: Watson’s e Rose’ Bay, Hyde Park Paddington, cruzeiro pela baia de Sydney, a fazenda de cangurus, coalas e wombats Featherdale Wildlife Park, as Blue Mountain, o Aquário …

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O ponto turístico mais famoso: a Ópera House. Mozart foi o espetáculo sonolento da temporada.

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E assim, depois de dias de muito agito, hora de voltar para o Brasil. Austrália, até a próxima, no Natal de 2012.