Te juro

Fazer comentário político no Facebook é certeza de incomodação. Infelizmente, tenho amigos virtuais que comentam irônica ou agressivamente na minha página, quando faço comentários contra o PT ou a favor do presidente Bolsonaro. Cada vez menos, mas, ainda de vez em quando. Tenho usado a estratégia de deixar quieto. Não respondo, não explico, nem me justifico. Eles na deles e eu na minha. Ontem assisti o documentário Democracia em Vertigem, de Petra Costa, cotado para o Oscar de melhor documentário e fiz o post usando uma matéria do site Jornal da Cidade Online: Assisti o documentário esquerdista ontem. Olhe e tire suas conclusões. Afinal, está concorrendo ao Oscar. E aí encontro o comentário do Bial. “É uma menina querendo dizer para a mamãe dela que ela fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens de mamãe, a inspiração de mamãe. ‘Somos da esquerda, somos bons. Nós não fizemos nada de errado.” Psicanalítico, não?

Óbvio que apareceram as esquerdistas de plantão e alfinetaram:

‪- Ui! E eu, que venho de uma família de direita, devo ser esquerdista só pra desagradar mamãe! Ai ai.

  • – eu também!!!

– Seguimos desagradando. Essas rebeldes que somos por querer um mundo mais justo e igualitário, menos preconceituoso e limitado.

Te juro, só não bloqueei por detalhe. E pq acredito que é bom saber o que a esquerda pensa e comenta. Isto me dá a medida de como anda o pensamento deste povo sequelado.

Às vezes penso que seria melhor não postar nada sobre política e só postar as bobagens de sempre. Daí me dou conta que tenho tanto direito quanto qualquer um de opinar sobre o assunto que eu quiser.

Uau. 277 (duzentos e setenta e sete) palavras escritas. A meta é de 100 (cem) palavras escritas por dia. Superei a meta (na verdade, com estas palavras, tripliquei a meta) e ainda desabafei.

Porque comentar no blog

Tenho meu blog desde fevereiro de 2011. São 251 posts e 143 comentários. Pode parecer muito, mas não é. O comentário não é fundamental, mas é importante. Ele motiva e estimula na busca de novidades, o texto bem escrito, as fotos planejadas, os vídeos interessantes. O comentário funciona como uma bússola, pois é bom saber o que pensa e quer o leitor. Pode funcionar também como uma balança ou fita métrica que quantifica quantos leram os posts. Ou, como uma campainha que avisa quem anda circulando, passeando pelas diferentes (casas) categorias e qual é a casa mais visitada. Blog é brincadeira. É terapia, vitrine e mídia. É produção de chão de fábrica que abastece o arquivo de ideias e histórias que é a essência do blog. E é coisa séria.  Dá processo, briga, confusão, concorrência, dinheiro, exposição e invasão de privacidade. Depende da consciência e responsabilidade do blogueiro – e apenas dele – até onde ir, do que e como falar. O BySuzete não é jornalismo investigativo nem informativo, mas um blog de variedades e interesses gerais e pessoais. Por isso, pouco polêmico, nem por isso, menos interessante (sou suspeita, sei, mas é o que penso). Seu objetivo é propiciar uma leitura leve, ser bonito visualmente e agradável. Comentar também é se expor. Comentar dá trabalho, exige exploração, treino de escrita, de pensamento e opinião. Eu mesma, comento pouco os blogs que visito. Em muitos, o processo de postar o comentário é complicado e intimidante. Acabo desistindo e me omitindo. Sem contar a quantidade diária exagerada e galopante de informação e cobrança. Mesmo assim, quando puder, toque a campainha, se anuncie e puxe a cadeira. Sua visita será sempre bem vinda.