Uma mãe boa para você mesma. Você é?

Minha terapeuta pediu se eu era uma boa mãe. Claro que sim, respondi enfática e categoricamente. E você é uma boa mãe pra você mesma?

Não, não sou. Custei a admitir. Mas, tenho de reconhecer.

Se eu fosse uma boa mãe pra mim mesma, eu me trataria de um jeito muito diferente: iria para a academia independente do que acontecesse; me alimentaria saudavelmente e não me entupiria com guloseimas e carboidratos, quando estressada e ansiosa; dormiria o tempo que meu corpo pedisse; passearia mais, trabalharia menos, iria mais ao cinema, faria visitas memoráveis a amigos e parentes, me presentearia constantemente. Amaria sem reservas. Veneraria o prazer e o bem viver. Me permitiria o ócio e a contemplação. Curtiria a vida sem culpa e sem pressa.

A auto-maternagem tem sido meu maior e constante desafio. Apesar de óbvio, tem sido tremendamente difícil colocar em prática cuidados básicos e cotidianos para meu próprio bem estar e saúde. Cuidar dos outros, por incrível que pareça, é mais fácil do que cuidar de si mesmo.

Banho de Beleza

Não deixe para o dia da viagem para fazer seu banho de beleza e sais. Depilação, manicure, pedicure, tintura (se for o caso) e uma bela escova de cabelo é o pacote básico. Mesmo que vc acorde na manhã seguinte toda amassada, tirar a primeira foto e eternizar o momento do embarque com o cabelo ajeitado, vale o gasto e o sacrifício de uma tarde no salão. E nunca, jamais, invente de mudar o visual na véspera. Se for o caso, faça um mês antes. Dá tempo de colocar um megahair, mudar a cor, cortar, comprar uma peruca, enfim. Nada pior do que deixar o país sentindo-se estrangeira de si mesma e passar o resto da vida convivendo com fotos de uma viagem maravilhosa, onde vc nem se reconhece. Sem contar que dia de viagem é dia de entrar no clima. E se houver atrasos inesperados, ou, sua manicure de anos, corta sem querer, um bife do seu dedo? Pode acontecer. Aí, o clima zen vira neblina de ansiedade e dor. Conforme o tipo de viagem – fim de semana, feriado, uma semana, quinze, trinta, quarenta e cinco dias… – escolho o esmalte mais apropriado. Para as viagens longas, prefiro apenas uma base, no máximo, uma “francesinha”. Para viagens curtas, de no máximo cinco dias, e conforme o motivo da viagem, uso “rebus”, “gabrielas”, “laranja elástico”. A cor do momento. Depois o esmalte lasca, perde o brilho e fica um horror. Foi-se o tempo em que eu levava um frasquinho de esmalte para retocar a unha. Ficou lá atrás junto com os saltos altos, os ternos, as pochetes. O que ainda levo comigo é um cortador e alicate de unhas, e uma lixa. Se precisar de removedor de esmalte, compro o menor frasco em viagem, e depois de usado, fica para doação no hotel, assim como restos de shampoo e condicionador de cabelos. Eles não valem o risco de um vazamento na mala ou necessárie. O material cortante vai dentro da mala a ser despachada e prefiro sempre, alicate à tesoura de unhas. Numa viagem, o alicate é mais versátil que a tesoura (e olha, que entendo de tesouras, scrapeira que sou). Depois de dias de viagem, o canto das unhas engrossa, aparecem pequenas peles … A tesoura só vai fazer falta, se precisar cortar tecido ou papel – não imagino situação para isso – e se for o caso, rasgue. Mas, se fizer questão, leve os dois. Ambos, na mala a ser despachada. Agora se vc preferir fazer manicure e pedicure no exterior, vá em frente. Vc vai pagar em dólares/euros/etcetc e perder tempo também em dólares/euros/etcetc. Não lembro de ter feito unha (apenas retoques pessoais) em qualquer viagem. Nunca me importei de voltar pra casa feito “Peposa de Garras”. A ida ao Salão de Beleza se transforma num dos melhores programas para retornar à rotina doméstica e à vida em si. E, caso vc use tintura nos cabelos, vai ficar mais de vinte dias viajando, não quer se aventurar nas mãos de um cabeleireiro desconhecido, muito menos adotar um visual punk, leve uma caixinha de tintura e faça vc mesma (ou leve ao salão) e retoque as raízes. As fotos e o espelho vão lhe agradecer. Quanto à depilação, ou vc volta uma “Peposa”, ou recai na gilete. Questão de escolha.