Necessidade de solidão

Sempre gostei de ficar sozinha, de momentos a sós comigo mesma.  Sem pai, sem mãe, sem filhos, sem amigos, sem marido ou namorado. Egoisticamente só.  Solamente sola. Muitos não entendem este gosto pelo ensimesmamento, pela solidão. Lendo, vendo televisão, olhando revistas, jogando jogos de computador, cozinhando, arrumando armários, gavetas ou no jardim podando plantas, caminhando pelo bairro, perambulando pela casa.  Sozinha sem conversar e em silêncio. Até mesmo o som do rádio ou da música tornam-se invasivos. Por mais que entenda e respeite esta necessidade, muitas vezes pensei nesta estranheza. Talvez fosse da minha natureza introvertida, da minha timidez. Talvez uma fuga da minha atividade diária de estar sempre com e de ouvir muitas pessoas. Lendo o excelente livro da analista junguiana Clarissa Pinkola Estes “Mulheres que correm com lobos” encontrei um sentido ancestral, selvagem e muito natural para esta necessidade. Continuar lendo “Necessidade de solidão”