Souplat de crochê

Minha amiga Isa disse que fez mais de 200. Por isso me deu a receita do modelo. Ela já sabe de cor. Imagino. Estou no sexto souplat e também – quase – já sei de cor.

Fácil e rápido de fazer, o modelo fica uma graça para servir a mesa no maior capricho. De repente me animo e faço como Isa. Um montão de souplats pra dar de presente e vestir a mesa de todas as cores. A ideia me agrada.

A receita é fácil de seguir e a maior dica que posso dar é: comece com 7 correntinhas e fique atenta aos pontos baixos e baixíssimos. São eles que definem o acabamento perfeito.

 

Preparando o Natal 2018

Fazem 5 anos que vivo à beira mar entre o calor e as ondas, entre as gaivotas e as conchas. Desde o primeiro Natal, em 2013, imaginava como seria fazer um Natal bem praiano. Nada a ver com o excesso de vermelhos e verdes e Papai Noeis da Lapônia. Queria os tons de areia e mar vestindo a casa de praia na temperatura de verão em pleno Natal. Como ainda faltam aproximadamente 50 dias para o dia 25 de dezembro, arregacei as mangas e comecei a preparar nosso primeiro Natal Praiano: conchas recolhidas na orla de Jurerê, bolas de isopor antigas (dá pra imaginar que aprendi a fazer bolas de isopor revestidas de tecido? Hora de reciclar!!!) e cola quente. Fácil e rápido. O problema são os dedos: Não tem como, de vez em quando, não encostar na cola quente e fsfsfsfsfsfs a pele ficar sapecada e dolorida.

Bola de concha 1

Além das bolas natalinas, pinheiros, adornos, pingentes e um universo de possibilidades começa a ganhar vida.

Pinheiro conhas

Pinte o 7 em 2017

Que tal “pollockar” em 2017? Você pode não acreditar, mas a técnica de Pollock, além de fácil, é extremamente terapêutica, exclusiva e colorida. Adoro os paineis que pollockei nestes últimos 3 anos. Eles dão vida aos ambientes. E, pelo que parece, todo mundo gosta.

tela-ambiente

Mas antes de arregaçar as mangas que tal conhecer um pouco de Pollock?

Além do link acima (em vermelho) um pouco mais do pintor americano que abalou o mundo das artes. Pollock nasceu em 1912. Foi influenciado pela pintura em areia dos índios americanos e pelos pintores mexicanos de afrescos. Em 1936 pintou telas violentamente expressionistas. Inventou processos originais aplicando imensas telas contra a parede ou no chão. Em vez de usar pincel e paleta, praticava o dripping  passeando sobre a tela com latas furadas, de onde escorria tinta. Criador da Action Painting, Jackson Pollock encarnava a fúria de uma raça embriagada por grandes espaços e afetou não só artistas  jovens, mas toda uma geração de pintores contemporâneos, inclusive mais velhos. Pollock travou uma grande batalha contra o alcoolismo e a depressão. Alguns viam nele apenas um criador de peças caóticas e isentas de sentido – a Revista Time chegou a apelidá-lo de Jack, o Gotejador. Outros, aclamaram-no como o mais promissor e impressionante pintor da América. Morreu em 1956, aos 44 anos, num acidente de carro.

Voltando à ideia de “pollockar”.

Costumo forrar o piso da garagem com lona plástica preta e arregaço as mangas durante vários dias. Compro várias telas – em formato de painel, que dispensa moldura – e vários frascos e tons de tinta. Sabe como é: quando a inspiração chegar, melhor estar preparada. Porque se tiver de me arrumar, pegar e rodar de carro, comprar tintas, telas … by by inspiração.

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Tudo devidamente forrado … hora de soltar o corpo e a imaginação. Hora de se libertar e se entregar por inteiro.

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Depois de vários dias e várias camadas de pintura – essencial esperar que cada camada seque antes de aplicar nova camada de tinta – é hora de dar acabamento com pincel nas bordas do painel.

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Depois de tudo seco e finalizado é hora de assinar e continuar usufruindo a energia da própria arte.

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Que tal? Vamos “pollockar” em 2017?