Limpando álbuns de scrapbooking

A cada ano, no máximo dois, no período de férias de verão, normalmente quando minha mãe vem passar alguns dias na casa da gente – e ela adora e não abre mão de ver, absolutamente, todos os álbuns da família – aproveito e vejo também.

É sempre uma delícia. O que seria do passado, das histórias, das caras e bocas de todos nós se não pudéssemos revê-los e reinseri-los em nossas vidas? Mesmo aquelas fotos antigas, com péssima definição e resolução, fora de foco, borradas ou apagadas são motivo de risos e muita saudade.

Esse é o lado bom da coisa.

O lado ruim é que álbuns e fotos requerem cuidados, consertos e renovação. 

Esse ano, por conta da pandemia, minha mãe não veio passar nem Natal, nem Ano Novo, nem férias em Floripa. Optamos por deixá-la no interior do RS, onde a COVID19 está sob controle, e ela, aparentemente segura.

Mesmo assim, e talvez para deixar tudo preparado e arrumado para sua próxima visita, retirei todos os álbuns e caixas de fotos dos armários e os levei ao meu atelier. Primeiro para arejar e pegar sol – a melhor arma contra o mofo. Segundo para ir avaliando o tamanho do estrago e quais medidas e recursos seriam necessários para enfrentar a empreitada. Num primeiro momento, pensei que em 15 dias estaria tudo organizado e recolocado em seu devido lugar. Passaram-se dois meses e vários itens continuam à espera de conserto. A meta inicial era arrumar, limpar  e consertar os álbuns. 

O inimigo maior, à beira mar, é o mofo. Nos álbuns de scrap, as capas plásticas estão emboloradézimas e os plásticos que acomodam as páginas internas, também. Mais fácil, óbvio, seria trocar todos os plásticos. O externo e os internos. O problema são os tamanhos, o espaçamento dos furos para encadernação, a disponibilidade e o preço. Optei pelo trabalho braçal e manual: demorado e cheio de tentativas e erros.

A primeira experiência foi colocar os plásticos de molho em água com detergente, lavar com esponja, deixar escorrer e depois secar. A segunda foi usar álcool. Ambas tiveram resultados sofríveis: plásticos lambuzados, manchados e cheios de felpas. Por orientação de uma amiga professora de scrap, usei vinagre concentrado (próprio para limpeza) embebido em pano e depois sequei com papel absorvente.  O melhor resultado até agora.

Com os plásticos limpos é hora de substituir fitas dupla-faces vencidas e colar folhas, fotos e acessórios soltos, pq com o tempo, a cola/fita dupla-face resseca e descola.

E assim, retomo aos poucos, um velho e apaixonante hobby.