Bagunça Criativa

Infelizmente não tem como esconder. Sou uma bela bagunceira quando o assunto é criar. Foco toda minha atenção no resultado final e por mais que curta todo o processo não consigo organizar materiais enquanto estou criando. A arrumação bagunça minha inspiração. Perco o fio da meada, a ideia, a composição. Na arrumação perco inclusive meus materiais.

À medida que vou fazendo minhas páginas de scrap, tudo se avoluma à minha frente. São retalhos de papel, fita dupla face, lápis, tesouras, estiletes, réguas, folders, fotos, mapas, adesivos. Vira e mexe preciso erguer cuidadosamente cada material e descobrir meus desaparecidos e banidos. Em determinado momento o entulho fica quase que intransponível e irrealizável: hora do cafezinho e uma rápida reorganização de materiais e equipamentos sobre a mesa e lixo na cesta ao lado.

Perco parte das ideias neste processo. Encontro outras. No somatório das duas, o fluxo criativo se renova e ganha força. Estou finalizando o álbum 20X20 de NY. Faltam apenas algumas páginas. E quando o trabalho estiver concluído, organizo tudo. Tintin por tintin. Cada coisa é limpa e guardada para ser usada mais adiante. É assim que funciono.

Este “modus operandi” se repete quando cozinho (pilhas e pilhas de louça suja na pia e ingredientes sobre a bancada, inúmeros pratos saborosos sobre a mesa), quando bordo (lã por todo lado, belíssimos e coloridíssimos arraiolos bordados), quando escrevo (anotações em inúmeros papeizinhos, dicionários e livros me cercam em 360 graus). Pareço uma choca chocando ideias e criações. Tudo precisa estar ao lado, à mão. É assim que pinto, costuro, trabalho, e porque não dizer, é assim que vivo.

Sou uma bagunceira nata, criadora voraz e determinada, concluindo a vida dia a dia, reorganizando para o amanhã. Quando recomeço a criar e viver. Quem me lê e não me conhece, deve imaginar que vivo num chiqueiro ou no olho do furacão. Engana-se. Tudo tem seu lugar e seu momento.

Um pouquinho de NY!!!!

Nossa viagem a NY foi fantástica. Foram quatro dias, 500 fotos e muitas histórias para contar. Selecionei apenas alguns momentos. Mas muitas fotos!!!!

Caminhamos muito pelo Central Park, que superou de longe minhas expectativas.

Além de grandioso, espaçoso e muito silencioso, ele reserva espaços que parecem estar a centenas de quilômetros de distância.

Riachos, piscinas, lagos, canoas, esquilos, casamentos, quadras de esportes, muito verde de árvore, colorido de flores, pedras, restaurantes.

Bichos humanos e animais de todas as espécies transitam harmoniosamente pelas estradas, vielas e trilhas deste lugar fantástico e luminoso que infelizmente também foi palco do assassinato do eterno John Lennon, cuja memória é diariamente venerada pelos fãs em volta de uma estrela simbólica representativa do que o astro foi em vida.

A Estátua da Liberdade foi e é um passeio obrigatório para quem vai pela primeira vez a NY, como no meu caso.

Muita fila e barulho, típicos de lugares turísticos muito badalados e mundialmente famosos.

O que mais me chamou a atenção, foi o quanto aquela senhora gorda e orgulhosa de carregar a chama da liberdade, atrai multidões de todas as idades e nacionalidades.

O musical “Mamma Mia” é simplesmente imperdível.

Quem adora as músicas do ABBA vai se emocionar e adorar a interpretação, a energia e a intensidade com que a história – representada no cinema pela insubstituível Merryl Streep – é divinamente representada pelo teatro.

Chorei, ri, e com certeza, quando aportar por terras brasileiras, irei ver novamente, e com certeza, certeza absoluta mesmo, vou rir, chorar e me emocionar novamente. Na saída jantar e uma esticada na Times Square.

Luzes e cores deixam a noite alegre e convidativa.

A escadaria na Times é disputada no centímetro. Tanto de dia como de noite. Essa foto foi tirada de manhã bem cedo.

O Museu de História Natural foi o escolhido.

Mamute!!!!

Bichos pré-históricos. Como é o nome mesmo?

Andar de Metrô em New York é emocionante. Fiquei encantada com os mosaicos nas estações.

Andar a pé por New York é O Programa.

Passeio charmoso nos arredores do Central Park

Em cada canto uma surpresa!

Pra quem foi – como eu – pra descansar e apreciar os cafés de NY ao estilo “Friends”, a cidade se revelou um grande parque de diversões e atrações. E olha que vimos pouco!!!!

O World Trade Center. Arrepios e muita emoção.

A nova estação do metrô.

E como americano adora bandeira, não poderia faltar esta em homenagem às vítimas do 11 de setembro.

Nesta primeira vez, não podia faltar a visita ao Empire State.

 Tava o maior friozão no terraço. Mas a vista compensa.

Qualquer ângulo mostra uma cidade única.

Outro momento marcante desta viagem foram minhas compras de scrap. Minha Cricut, Slice, Crop a Dile, acessórios, papéis, ferramentas foram encontradas em duas lojas: a Portrait Bug, na 2466 Broadway (pequena, mas charmosa) e a Michaels, na 808 Columbus Ave (maior e mais completa).

Há anos cobiçava estas máquinas que no Brasil custam pequenas fortunas, e que nos USA custam a décima parte. Só não comprei mais, pois são equipamentos pesados e de avião minha economia iria para o ralo. Além do que, prefiro curtir aos poucos os materiais e equipamentos.

Só a Cricut, tão desejada e cobiçada cujo funcionamento ainda é um enigma, exigirá uma aula particular além de muito estudo para ser decifrada. Talvez eu esteja exagerando, mas olhando o material consigo deduzir como ela funciona, mas na prática será diferente. Os outros equipamentos seguem a mesma ordem, ou seja, é melhor ir aos poucos. E assim que possível, voltar a explorar a cidades, seus pontos turísticos, lojas, shows, ruas, pessoas……seus encantos. Adorei NY.