Califórnia 20,5 X 20,5

Depois da Rota 66, viajamos mais uma semana de carro pela costa oeste dos USA: LOs Angeles, Parque das Sequoias, São Francisco e Napa. Antes que nova viagem aconteça, e eu fique mais atrasada ainda, resolvi fazer um álbum 20,5 X 20,5. Reservei a semana pra bagunçar e criar sem me preocupar em organizar materiais.

O primeiro passo é selecionar, escolher tamanhos, imprimir e recortar as fotos.

Depois, separar materiais que podem, ou não, ser usados no álbum: fotos, ingressos, mapas, folders……

Tempo sem fazer scrap exige olhar, um a um, os papeis. Só então saio pra comprar, e se possível, uso apenas o que tenho em casa.

Como o álbum é 20,5 X 20,5 e costumo usar muitas fotos e materiais de viagem, uso retalhos de papel (usados em outros projetos) guardados em uma cesta e pasta. Questão de bom senso: os papeis de scrap são caros e muitas vezes, sobra o suficiente para fazer detalhes ou tapetinhos para as fotos.

Tudo pode ser reaproveitado, e embaixo dos mapas e folders, qualquer papel pode ser usado (é aí que uso aqueles papeis de promoção que compro por impulso). Tá certo: preciso tirar um tempo pra organizar meus retalhos e colocá-los na pasta com divisórias e classificá-los conforme as etiquetas.

Montando a página, o mapa dá charme e ainda relembra lugares por onde passamos na viagem. Pra colar o mapa sobre o papel, prefiro a fita dupla-face, pois não deixa bolha e fica bem firme.

Minha Cricut. Imprescindível para muitos recortes.

A Cricut em ação, recortando marcadores de lugares. São vários os modelos e tamanhos que podem ser usados, mas gosto desse, em particular, para esta finalidade.

Marcador pronto identificando no mapa onde estivemos: Castello de Amorosa. Uma vinícola de tirar o fôlego. E, mais um detalhe: costura em papel.

Costurando. E minha Singer se presta muito bem ao papel.

 São Francisco. Mapas, fotos e títulos dos folders. Mais uma página no acabamento.

Los Angeles. Começando tudo de novo. Desta vez vou usar como fundo, o papel de bandeja de um restaurante italiano, de Santa Mônica.

Parada estratégica.

Pra aguçar os sentidos.

Retomar o pique e as ideias.

Gosto de usar ilhoses e bailarinas. Muitas vezes elas dão um toque especial como neste LO. Hollywood recortada pela Cricut (as letras vou usar mais adiante). Gosto deste vazado. Bailarinas douradas sobre as transparências dão um toque cinematográfico à produção. Ao menos, foi o que tentei fazer.

Taí uma coisa que é sempre bom ter em casa: variedade de tamanhos e cores de ilhoses e bailarinas. Elas podem fazer a diferença, realçar um LO ou simplesmente resolver um problema de fixação de adornos.

Depois de muito tentar, rasgar a fita, enrolar, enroscar, soltar, deixar de lado e usar toda fita dupla face, eis que, descubro um gatilho na minha “Scotch Advanced Tape Glider”. Literalmente, um gatilho que libera a fita. Equipamento novo é assim mesmo. Se bem que ando colando mais do que deveria, mas jájá pego o jeito.

Com a Cricut consigo fazer qualquer tipo de letra. Essa letra larga e achatada ficou uma graça. A página simples e sem muito adorno, valoriza apenas as fotos.

Adoro fazer este tipo de página: mapa no fundo e fotos 6 X 9 sobre os lugares por onde andamos.

E quando eu faço páginas assim, é porque acabou o fôlego, a inspiração e a vontade. Hora de recolher o material, deixar a poeira sentar e, quando o ânimo retornar, começar tudo de novo.

Projeto 5.0

Poderia ser 10.0, Nota mil, Iso 900000000. Tanto faz o número associado. O importante é a ideia. Anos atrás, trabalhando em uma escola, entrei para o universo dos projetos. Havia projetos específicos para pais, alunos, professores. Escola de Pais, Curtindo a Adolescência, Até Logo, Acompanhamento ao professor. Eram trabalhos especificados com tarjas, objetivos, cronogramas, atividades propostas e tudo que se lê em qualquer projeto escrito só que colocado em prática diariamente e avaliado semanalmente e semestralmente. Adorei meus projetos e meu trabalho, mas acima de tudo, amei a metodologia usada para terminar o ano letivo com objetivos alcançados.
Costumo iniciar o ano com metas a serem atingidas nos próximos 365 dias. Divido até por categorias: familiar, conjugal, pessoal, saúde, profissional, acadêmico, lazer. Subdivido as categorias por atividades propostas: perder peso, viajar para determinados países, fazer check up, cursos, finalizar trabalhos manuais, ir mais ao cinema, mudar de visual, trocar as cortinas, etcetcetcetc. Ano após ano, fico feliz com meus avanços e sucessos e desapontada com meus fracassos. Onde eu mais costumo trancar é na parte do “emagrecer X quilos, atividades físicas regulares e alimentação mais saudável”. Vira e mexe, como mais doces do que deveria e caminho muito menos do que precisaria. A conta é fácil de fazer. Continuo fofinha, muitas roupas que adoro não passam dos joelhos, a balança continua hedionda e cruel, e eu me sentindo A Fracassada.
Assim surgiu a ideia do Projeto 5.0. Às vésperas de fazer 50 anos, decidi entrar na metade do meu século de vida com tudo em cima. Depois do check up total, procurei um endócrino e uma academia. Gastei uma pequena fortuna em medicamentos e academia. Agendei consulta com cirurgião plástico e reservei um mês para intervenções e recuperações. Acho que agora não tenho mais volta.
Mas acima de tudo, escolhi que precisava mudar e me adequar a minha nova vida. Escolhi cuidar do meu corpo como cuido da minha mente, cultura, casamento, família, filhos e projetos profissionais/ acadêmicos e de lazer. Decidi que ficar bonita e atraente é um projeto que vale à pena. Cansei do eterno discurso fracassado e engraçadinho do “de novo”, “de novo”, “de novo”. É hora de mudar de discurso e de resultados.
Assim sendo, hoje foi meu primeiro dia de academia. Em plena segunda-feira chuvosa. Nove horas da manhã. Uma hora de esteira e bicicleta + uma hora de exercícios localizados com peso. Se esperasse mais uma hora, faria a aula de hidroginástica. Se fizesse isso, possivelmente amanhã eu não sairia da cama. Amanhã a proposta é esteira e bicicleta + yoga + hidroginástica. Se conseguir sair da cama.