Saí pra comprar roupa

Comprei uma bolsa.

Saí pra comprar roupa.

Comprei um par de botas.

Saí pra comprar roupa.

Comprei um par de tênis.

Saí pra comprar roupa.

Comprei um lenço.

Saí pra comprar roupa.

Comprei uma gargantilha, uma pulseira e um anel.

Saí pra comprar roupa.

Comprei um par de brincos.

Saí pra comprar roupa.

Comprei livros.

Saí pra comprar roupa.

Voltei de mãos abanando.

Me nego a comprar tamanho GG.

Roupas, o que levar?

O mínimo possível. Mas não exagere na economia! Faça a conta dos dias de viagem e calcule, realisticamente, o que você vai precisar. Leve o seu dia a dia confortável pra passear com vc. Roupas novas podem ser bonitas, mas você precisará de conforto e praticidade. Com exceção da roupa íntima, não lavo nada enquanto estou viajando e aproveito pra comprar algumas novidades. Dependendo do tempo de viagem, estação climática e da programação, levo no máximo três pares de calçados (um par de chinelos (havaianas ou de pelo), um par de tênis limpo, usado e testado, e um par de calçado social (que pode variar entre um par de tamanco ou um par de botas ou um par de sandálias. Se tiver espaço e o foco da viagem for praia, levo uma rasteirinha); duas leggings, uma bermuda, um jeans, uma calça branca, blusas básicas pretas e brancas (2 de cada), chapéu, lenços/mantas, casaco, blusão …. Se quiser mais detalhes, quantidades e dicas pra viajar de forma elegante, leia “Viajante Chick” de Gloria Kalil. Na minha escolha procuro roupas que coordenem-se entre si. Do tipo, tudo combina com tudo: do sapato ao casaco. Para isso, dou preferência aos tons neutros, deixando para os lenços/mantas/bijus as cores e variações dos meus looks diários. Evito levar bijus, pois é uma das minhas compras certas (adoro bijus garimpadas pelo mundo afora. São lindas e diferentes. Só não compro aquilo que sei que posso encontrar no Brasil). Nas viagens ao exterior, e mesmo Brasil afora, uso joias básicas e não chamativas (quase ninguém mais distingue jóia básica de biju). Se houver um evento e eu quiser levar algo mais suntuoso, levo. E, tão logo entro no quarto do hotel, coloco no cofre. A senha, uma velha conhecida. Em meio a tantas novidades pra que complicar?

Vestida para malhar

Hoje fechei 3 semanas de retorno à academia. Tenho de reconhecer que tem sido difícil. Muito difícil. Além de estar totalmente fora de forma – depois de 6 meses afastada por recomendação médica – meu ânimo tem sido sofrível. Como se não bastasse as dores normais de um corpo que protesta, meu ombro está me trucidando. O diagnóstico de capsulite adesiva (ombro congelado) justifica a limitação e a dor do meu ombro direito. Por isso, tenho evitado as aulas mais “puxadas”. Percebo que esta meia vida na academia, este poupar-me tem me desestimulado bastante. Acabo intercalando esteira, yoga, AXIS (automassagem) e alongamento. Semana que vem retomo à musculação e ABS (abdominais). E quem sabe, na próxima semana à Dança do Ventre e Localizada. Espero que com mais alternativas meu ânimo melhore. Perceber este desestímulo diário e localizar sua origem tem me ajudado a encontrar alguns paliativos e evitar que “matar” a academia seja uma rotina. Até porque desculpa pra isso eu tenho (meu ombro detonado). Outra coisa que tenho percebido é que preciso me vestir para a academia. E não é apenas com roupa adequada, mas com a energia e o astral que  alimenta a atividade física. Preciso incorporar o ambiente e respirar o ar daquelas salas e equipamentos injetando em cada poro, célula ou molécula a ideia de saúde e bem estar. Assim, todas as manhãs vivo um conflito energético. Um atrito entre o querer e o precisar. Entre a dor e a necessidade. Diria que estou equilibrada na matemática desta disputa. Tem dado empate. Custoso, mas ainda um empate.