Na finaleira

Enfim, depois de quase 3 meses, chegou a hora dos albinhos, fotos soltas, postais e lembranças de viagem … lembranças dos tempos em que as fotos eram analógicas: revela filme + revela foto = poucas fotos boas; muitas fora de foco, fotos preto e branco amareladas, fotos da velha e amadora Instamatic. Sim, eu tive uma!!!!! São fotos e mais fotos. A ideia é olhar todas, organizar e selecionar. Sucatear aquelas que pouco mostram (chãos, verdes, vultos). E depois preencher e completar os albinhos.

Programar a próxima etapa é tarefa para março.

Por onde começar?

Ás voltas com meu atelier, scraps e outras artes, observei a quantidade de material estocado em gavetas, armários, caixas e prateleiras: lãs, linhas, papeis, argila, pastilhas de vidro, etcetcetc. Defini assim que uma das metas deste ano é consumir o máximo deste material. Tem trabalhos iniciados e não finalizados. Tem material comprado que nunca foi utilizado. Hora de organizar a agenda e encaminhar ideias e projetos que se perderam no tempo.

Assim, neste período de limpeza e restauração, reparei vários álbuns de scrap iniciados, inacabados e abandonados. Entre álbuns comuns e antigos, mini álbuns e álbuns de scrap e foto-livros, encontrei 3 caixas de fotos, devidamente separadas e arquivadas naqueles velhos álbunzinhos que as lojas que revelavam e ainda imprimem fotos, costumavam dar de brinde. São fotos de outros tempos e outras tecnologias. Então, exagerada que sou, sei disso, resolvi que deveria digitalizar todas estas fotos antigas. Uma meta megalomaníaca, à princípio, terceirizada. Por ora. O tempo vai me dizer se vou precisar aprender a usar aquele aparelho que digita fotos – o Scanner. Com ele virão outros aprendizados …

Sei que a meta é bem ousada … Ando fora de forma com o scrapbooking. Muitos materiais estão vencidos. Desaprendi como operar alguns equipamentos … Mas, de uma coisa tenho certeza: preciso me organizar e dar o primeiro passo. 

Pq tudo começa assim: planejamento e execução.

Janeiro foi o mês de preparar o Planner: finalizado e em uso.

Fevereiro, a princípio, está reservado para finalizar a reforma e limpeza dos álbuns e fazer um balanço de fotos e álbuns a serem finalizados. Talvez adentre março … Depois deste balanço, finalizar álbuns inacabados é a próxima etapa. Tem os mini-álbuns para o Natal … Nos meus planos, talvez mirabolantes, um álbum por mês, parece meta possível. Talvez seja necessário reavaliar o processo. Bem provável.

Aprendi que é melhor parar, descansar e dar um tempo – em qualquer projeto ou meta determinados – do que desistir. Nada a ver com procrastinação. Apenas um respiro. Aprendi também que preciso de estímulo e cobrança pra fazer as coisas acontecerem. Por isso, um post com o passo a passo do scrap mensal deve servir de registro e estímulo e comprovar o cumprimento da meta.

Um scrap-planner pra iniciar 2021

Para o ano, um Planner. Que seja prático e bem utilizado.

Para o Planner, material antigo, restos de papel, fita dupla-face, cola especial para scrapbooking, um pouco de inspiração e algum trabalho. 

Ando às voltas com meu atelier, arrumando e organizando materiais de todas as artes que me tocam. E sim, percebi que não escrevo, nem faço scrap há uns 3 anos. Outras artes tem me envolvido mais. 

E o scrap é um dos objetivos do ano: reformar, limpar e fazer álbuns novos. Alguns. E o Natal, como venho percebendo ano após ano, é logo ali. Redescobri nas prateleiras e fundos de gavetas, páginas e álbuns iniciados, mini-álbuns e material do Extravagance 2013, intocados. Visualizo presentes inesquecíveis para pessoas  igualmente inesquecíveis em minha vida. Os álbuns-presente de Natal e suas providências (basicamente a impressão de fotos) estão sendo devidamente anotados nas páginas de Planos&Metas da Planner, que aparecem no início de cada mês. Ainda não sei bem por onde começar … ou melhor, até sei. O primeiro passo é fazer um levantamento de fotos já impressas, encontrar os diários de viagens, escrever os textos, reconhecer e separar os materiais, e … a ideia é boa. 

O Planner é o projeto de janeiro. Concluído.

Planner – planejando e organizando o ano com scrap

Nos últimos anos, depois de deixar a vida profissional, sei lá, em 2º ou 3º ou 4º plano, passei a usar agendas com base em scrapbooking. Em 2020, como aconteceu nos anos anteriores, comprei a base da agenda em loja de scrap e usei-a o ano inteiro, sem preparar capas e sobrecapas em scrap, que ficaram “in natura”: todas brancas. Engana-se quem pensa que o ano passou em branco, como as capas  da agenda. 2020 rendeu de montão. Dentro da agenda, quase todos os espaços foram usados para anotar listas de providências, textos, poesias, projetos de paisagismo, de cerâmica, datas de consultas, telefones, informações … anotações das mais diversas resumem bem o agito que foi 2020. 

2021 iniciou e fiquei sem as agendas tradicionais. No loja de Jurerê onde compro este tipo de material só restaram os Planners. Adorei a ideia. Sequer sabia que existia este formato para scrap. Gosto deste tipo de agenda que mostra a semana inteira em duas páginas. Desgosto pela falta de espaço para qualquer outro tipo de anotação. 

Como cada vez mais preciso de óculos para ler qualquer alfarrábio, ando escrevendo com canetas hidrocor, em tamanho XXXG, bem ao alcance dos olhos. Óbvio, inviável ao espaço do planner, que  não acomoda anotações deste calibre. 

Para contornar este quiprocó, a ideia é usar um caderno de anotações auxiliar e ver o que acontece. Nada mais que uma recomendação do meu professor de Escrita Criativa, Tiago Novaes: ter sempre à mão um caderno de anotações pq ideias boas surgem em qualquer hora e lugar. E, assim como minha visão não  se equipara mais a de uma águia, minha memória também não se equipara mais à qualquer formato de agenda.  

E, como todos sabem, ideias boas, assim como vem, vão.

E 2021 promete tanto, ou mais agito, que 2020. 

Bora preparar o Planner.

Reciclando barro e vida

O ano está terminando e com ele meus materiais para fazer cerâmica. Ou seja, os minerais usados para a esmaltação das peças e a argila. Como o período de férias do curso vai até março – e não pretendo fazer cerâmica em casa, durante este período – optei por reciclar a argila usada (excessos remanescentes, aparas de trabalhos e trabalhos rejeitados). 100% do que sobra pode ser reciclado e reaproveitado.

Modo de fazer: Coloca-se a argila a ser reciclada num saco plástico mais grosso ou pote plástico (de sorvete, por exemplo) e acrescenta-se água. Difícil precisar a quantidade necessária para que a argila se recomponha garantindo plasticidade e fácil manuseio. A tarefa exige força, paciência e obstinação. Ou tem água demais ou de menos. O jeito é ir amassando, sovando, embarrando as mãos, deixando secar ao sol, suavizar ao vento, tentar de novo e de novo.  E de novo. Tem de bater, rolar, amassar, amassar, amassar. Até que não hajam mais grânulos cerâmicos endurecidos. Tem quem recicle semanalmente pequenas quantidades. Tem quem junte uma maior quantidade e recicla por mês, semestre ou ano. Esta é a segunda vez que reciclo meus refugos. Apesar de útil, o processo é chato, trabalhoso, e, conforme a quantidade, pesado. Não é incomum ficar com dedos e artelhos doloridos. Mas reciclar argila é necessário. Tanto por causa do preço (a argila atóxica de boa qualidade é cara), pela questão ecológica de aproveitar ao máximo o que se extrai da natureza, como também pela disponibilidade do produto, que não existe em Florianópolis e vem de Curitiba ou SP).

Reciclar tem sido um modo de vida. O scrapbooking, o mosaico, o patchworking, a pintura, o cozinhar no dia a dia e a própria vida me ensinaram que reciclar é ressignificar. A apara de barro, o folder de um evento ou mapa de uma cidade, a roupa velha, a bijuteria que arrebentou, o móvel velho, o adorno quebrado, botões perdidos, chaves, espelhos, potes de vidro e de plástico, cestas de vime, garrafas … absolutamente tudo pode ter nova serventia. A apara de barro vira um novo pote cerâmico; o folder de um evento ou mapa contextualizam de forma pessoal o álbum de scrap da viagem dos sonhos; a roupa velha (conforme o estado) pode ser doada para quem precisa ou ser usada como pano de limpeza ou de chão; o móvel velho pode ser pintado e restaurado e ter outra serventia; o adorno quebrado pode ser usado numa peça de mosaico, a garrafa pode virar candelabro ou aromatizador de ambiente, o espelho quebrado pode ganhar nova forma e função, etcetcetc.

A vida nos ensina o mesmo.

Do limão uma limonada.

Da casca do limão uma água frutada.

Ressignificar os eventos diários e cotidianos

  • bons e ruins, justos e injustos, certos e errados, tristes e felizes –

é se permitir viver em plenitude.

Também a vida tem seu tempo, momentos e dosagens.

A vida é luta diária.

Desistência ou persistência.

Lágrimas e gargalhadas.

Otimismo e pessimismo.

O céu e o inferno.

Recicle-se.

Reinvente-se.

Ressignifique-se.

Transforme-se na sua melhor obra de arte.

O artista é você.

A matéria prima:

Sua vida.

Um pinheiro de flores

Já comentei em algum post antigo que não gosto de muito fricote, rendas e flores nos meus scraps. Prefiro o estilo clean na arte do papel. Mas, não resisti ao encanto do pinheiro feito com todo tipo de flores. Papel, pano, crochê.

arvore de natal de flores de scrap

Os primeiros pinheiros que saíram na aula de scrap foram com 35 cm de altura. Todas as colegas que fizeram, acharam cansativo o trabalho de cortar, modelar e colar entre 60 e 100 flores no pequeno cone.

DSC08669

Na hora de comprar o cone de isopor, optei por levar duas alturas: dois cones de 35 cm e dois de 50 cm. Ao chegar em casa, achei que o cone mais alto combinaria mais com meus ambientes e com o restante da decoração de Natal que tenho distribuída por toda casa. Nem imagino – nem contei – quantas flores tive de fazer, modelar e colar no pinheiro mais robusto. Ao me verem chegando com o cone de 50 cm, minhas colegas acharam que o pinheiro só ficaria pronto para o Natal de 2016. A dúvida serviu como desafio e me estimulou a concluir no mesmo dia – e noite – a primeira torre de flores.

DSC08664

Para fazer o pinheiro de flores o primeiro passo é pintar o cone de verde, para melhor disfarçar os espaços em branco que por ventura não conseguirem ser preenchidos. Optei por fazer flores com restos de papeis natalinos (ou com papeis de tons avermelhados, dourados, terracota e verdes) usando furadores de diversas formas e tamanhos. Depois de recortados, o efeito boleado pode ser feito com boleador (ou agulha de tricô). Para cada flor foram usados entre 3 e 4 camadas (de flores) e quase todas receberam, além da cola de silicone, uma bailarina para dar acabamento, e também pra ajudar a fixar melhor a flor no cone de isopor.

DSC08667

Comecei distribuindo as flores maiores, depois as médias e por último, as menores. Além das flores feitas com furadores da Toke e Crie e Imaginisce, usei uma faca para fazer os gelos dourados, utilizando a Sizzix Big Shot. Para preencher os espaços vazios e fazer o topo da árvore usei stickers natalinos autocolantes colados em tapetinhos de papel, também da Imaginisce.

DSC08670

A segunda torre (pois a ideia é colocar as duas na mesa da ceia natalina) vai começar a tomar forma a partir de amanhã. Espero conseguir dar a ela o mesmo tom e estilo que adotei na primeira. O que não posso garantir é que ela seja feita no tempo recorde da primeira. A única certeza é que estará pronta no dia 25 de dezembro de 2015.

DSC08674

Enfim, um ateliê pra chamar de meu

atelie 4

Depois de anos improvisando, dividindo e compartilhando, enfim, posso dizer que tenho, um ateliê pra chamar de meu. Ainda tem material fora de ordem, perdidos, misturados, esquecidos, empoeirados. Ou seja, apenas um ateliê, com jeito de ateliê. Exceto pelo “puff” azul marinho – comprado recentemente, e destinado a outro lugar – , todos os moveis e apetrechos foram restaurados e adaptados. Pintados, lixados, remanejados. Tem lustre que era da copa, bancada e prateleira de quarto, mesa de carnear gado, acessorios de consultorio, canecas e souvenirs de viagem. Aproveitei praticamente tudo que tinha sobrando em casa e apliquei algum tipo de acabamento artesanal pra tornar especial e singular, o que estava obsoleto, antigo e ultrapassado. Abusei das cores, do excesso, do apego a presentes de amigos e antiguidades dos meus antepassados. Tudo encontrou seu lugar.

bandeja atelie mesa atelie movel branco atelie

Como faço de tudo um pouco, a quantidade de materiais que guardo e garimpo, me transformam de vez, na legitima Rainha da Sucata.

Atelie

Tenho material de:

  • Pintura (acrílica, óleo e esmalte);
  • Scrapbooking;
  • Mosaico;
  • Tapeçaria e bordado;
  • Crochê, tricô:
  • Velas;
  • Arteterapia;
  • Literatura.

mosaico post

Do que eu gosto mais?

Difícil dizer.

Depende da época.

Do tempo.

Da disposição.

Gosto de tudo que faço.

Por isso, by by tear e macramê.

Vivo um caso platônico com a argila e cerâmica. A hora de enlamear corpo e alma, está chegando.

Por enquanto, a ideia é terminar todos os trabalhos começados. Todos.

Com este ateliê, 2016 ainda não traçou nem metas, nem desafios.

Sequer encontrou parâmetros.

bancada