Balançando

Gosto de abrir a janela e ver o sol nascer, o horizonte, a imensidão do vale,

o rio que corre encaixado na paisagem:

da sacada, do quarto de casa.

Esta é a cena matinal que me desperta para o dia. Para um bom dia.

Gosto do verde que me cerca.

Do contorno das montanhas ao fundo do vale.

Dos telhados das casas vizinhas. Gente que conheço de outra vida.

De uma vida aqui vivida.

Neste meu refúgio eterno.

Continuo refugiada,

confinada na minha insegurança e indecisão.

 

Hoje não abri a janela. O sol bate nas venezianas. Me convida a sair.

Hoje não. Hoje vou lamber minhas dores.

O vento que balança as palmeiras, os plátanos e os pinheiros,

hoje balança minhas emoções.

Hoje,

a escuridão me aconchega melhor.

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